Pivô de escândalo da propina do VLT, Rowles “some do mapa”

Assessor de Daltro gerou alvoroço em MT como pivô da da matéria do site UOL, que trazia suposto esquema de R$ 80 milhões para empresa vencer licitação do Modal
Quatro meses após o portal UOL denunciar um suposto direcionamento de licitação e pagamento de propina de R$ 80 milhões a integrantes do Governo do Estado, pela obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o lobista Rowles Magalhães Pereira da Silva, ex-assessor-especial do gabinete do vice-governador Chico Daltro (PSD) e delator do episódio, sequer foi ouvido pelos deputados estaduais. Rowles sumiu do mapa.
Em 17 de outubro, a denúncia gerou alvoroço no Estado, com a divulgação da matéria contendo as “revelações” de Rowles. Ele foi exonerado no dia seguinte e o ministérios públicos Federal e do Estado instauraram procedimento para investigar a denúncia. Diz o UOL que o vencedor da licitação para construir o VLT, obra orçada em R$ 1,47 bilhão, era conhecido pelo menos um mês antes da entrega das propostas dos consórcios concorrentes e da abertura dos envelopes.
“No dia 18 de abril deste ano, uma mensagem cifrada publicada no jornal Diário de Cuiabá revelou que o Consórcio VLT Cuiabá, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda, sairia vencedor do certame. O MP-MT (Ministério Público de Mato Grosso) foi informado sobre a mensagem e como decifrá-la. A abertura dos envelopes foi realizada no dia 15 de maio, confirmando o resultado”, diz trecho da matéria. O anúncio do jornal informava: “Vende-se terreno. Na avenida da FEB, entre as ruas Carlos Roberto Almeida e Santa Bárbara. Em frente ao local vai passar o VLT. CAF. (65) 9001-2012”.
“A avenida da FEB é uma das principais vias por onde passará o VLT, na cidade de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Já as ruas Carlos Roberto Almeida e Santa Bárbara não existem, e seriam uma indicação das duas empreiteiras que integram o consórcio vencedor (CR Almeida e Santa Bárbara). A palavra CAF, que não tem função nenhuma no anúncio publicado, é o nome da empresa construtora de trens que integra o consórcio vencedor. Por fim, o número de celular, que também não existe, é um indicativo do número da licitação, sem o algarismo nove: 001-2012”, aponta o UOL.
Semanas antes da abertura dos envelopes, o UOL Esporte foi procurado por Rowles. Ele adiantou o consórcio VLT Cuiabá como vencedor da licitação e que integrantes do governo estadual receberam uma propina da ordem de R$ 80 milhões para viabilizar o negócio. O acerto para determinar o vencedor, conforme a matéria, fora articulado entre os três consórcios primeiros colocados na concorrência.
Rowles estava descontente com o Governo do Estado. Antes da nomeação na vice-governadoria, ele representava o fundo de investimentos Infinity, que doou o estudo de viabilidade do VLT, orçado em R$ 14 milhões, usado no edital de licitação da obra. Com isto, o Infinity, que representava a empresa estatal portuguesa Ferconsult, responsável por projetar e executar obras de transporte sobre trilhos, não pôde participar do certame. Sentindo-se traído, Rowles resolveu procurar o portal UOL, controlado pela Folha de SP.
“De acordo com o assessor especial do vice-governador, o combinado era que a obra fosse executada por meio de uma PPP (parceria público-privada), em que a estatal portuguesa faria parte do grupo construtor. O que ocorreu, porém, foi um processo de licitação, cujo edital fora publicado no dia 6 de março deste ano, em que a Ferconsult não participou”, aponta a matéria do UOL.
O secretário extraordinário da Copa do Mundo de 2014 (Secopa), Maurício Guimarães, negou com veemência o pagamento de propina, assim como o governador Silval Barbosa (PMDB). O peemedebista acredita que a matéria do UOL foi “plantada” por pessoas interessadas em denegrir a imagem do Estado e inviabilizar a obra do VLT, como a chamada “máfia dos combustíveis”.

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