Petrobrás cria empresa para cuidar de sondas do pré-sal

Kelly Lima e Mônica Ciarelli, da Agência Estado
RIO – A Petrobrás aprovou ontem, em reunião de diretoria, a criação de uma holding independente que responderá pelos ativos das novas sondas para a área do pré-sal, informam fontes. A nova empresa, que será chamada Sete Brasil, será formada pela Petrobrás (10%) e por um Fundo de Investimentos em Participações (FIP), composto por quatro fundos de pensão e dois bancos nacionais.

A companhia informou hoje que aprovou a contratação para construção e afretamento do primeiro lote de sete sondas a serem construídas no Brasil, conforme a Agência Estado antecipou ontem. O vencedor do contrato de construção foi o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), localizado no Estado de Pernambuco. O valor do lote foi de US$ 4,637 bilhões, o que corresponde, segundo a estatal, a uma redução de US$ 13 milhões em relação à proposta original, e preço unitário de US$ 662,4 milhões. A previsão de entrada em operação da primeira sonda é 2015.

Segundo o presidente do fundo de previdência da Petrobrás (Petros), Luiz Carlos Afonso, o FIP será de R$ 2 bilhões, sendo que a Petros deve ficar com 20% a 25% das cotas. Para o executivo, esse é um investimento que vai de encontro ao perfil da fundação por oferecer rentabilidade garantida.

“Esse é o tipo de investimento interessante para nós. Esse é um investimento que, no longo prazo, vira quase uma renda fixa. Você consegue ter a previsibilidade de quanto vai receber nos próximos anos”, afirmou. De acordo com outra fonte, os fundos de pensão Previ, Funcef e Valia também irão participar do FIP. Aos fundos vão se juntar também participações acionárias do Santander e do Bradesco. Apesar da participação minoritária na nova companhia, a Petrobrás vai indicar o presidente e o diretor de operações.

Também poderá indicar um dos oito membros do conselho de administração de sua nova “subsidiária”, a exemplo dos demais fundos. Também segundo fontes, teriam sido convidados para assumir, respectivamente, os cargos de presidente e de diretor de Operação da Sete Brasil, José Ferraz, atual gerente de Finanças da Petrobrás, e Pedro Barusco, gerente-executivo de área de Engenharia da petroleira.

A licitação previa a possibilidade de a Petrobrás contratar outros três pacotes a mais, com sete unidades cada, mas os preços apresentados foram considerados acima do orçamento. Segundo fontes, porém, estaria sendo discutida a alternativa de a Sete Brasil assumir a negociação para contratação dos demais pacotes, alterando o número de unidades encomendadas em cada pacote ou mesmo reavaliando riscos do projeto.

Na licitação das 28 unidades, em segundo lugar, depois do EAS, ficou o consórcio Alusa Galvão, que pretendia construir um estaleiro na região de Barra do Furado, no Norte Fluminense. O terceiro colocado foi o estaleiro Brasfels, de Angra dos Reis.

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