Permissionários da Ceapi temem parceria público-privada no órgão

Especialista diz que mudanças depende da forma de administração proposta.
Governo aposta na resolução de problemas com as parcerias público-privadas.

Os cerca de três mil permissionários do Centro de Abastecimento do Piauí (Ceapi), que funciona na Zona Sul de Teresina, estão preocupados com a criação das parcerias público-privadas (PPPs). O órgão, que segundo os permissionários, possui uma estrutura que é precária, passaria a ser administrada por grupos de investimentos empresariais, monitorados pelo poder público.
A proposta de implantação das PPPs, segundo a secretaria de governo do estado, é fazer com que empresas administrem órgãos como a Ceapi e as Rodoviárias do Piauí na tentativa de dar solução a problemas estruturais e gerenciais que enfrentam há anos. A associação dos permissionários da Ceapi, que possui 800 cadastrados, é contra a iniciativa do governo, que segundo o presidente, José de Ribamar Lopes, a mudança causaria prejuízos para quem vive do local. “Vai desempregar muita gente”, disse.
Para o permissionário Erivan da Conceição, que paga no local R$ 14,00 por semana em contribuição, com a mudança, ele teme o emprego. “Eu não tenho outro meio de ganhar dinheiro, vivo daqui, e se eles forem privatizar vai aumentar o valor do que contribuímos todos os dias. Assim sendo, o que arrecadarmos aqui vai ser só para a Ceapi”, contou.

CEAPI
Com a parceria, Erivan da Conceição teme perda do emprego (Foto: Reprodução/TV Clube)

Para administrador de empresas, professor da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e mestre em parcerias público-privadas Daniel Barroso, é um modelo conhecido em todo o Brasil e tem dado certo em vários setores. “Alguns estados já contrataram e já fizeram licitações para realizar obras em rodoviárias, metros; então é um modelo já experimentado em outros estados e tem provado a sua viabilidade”, ressaltou.
Daniel Barroso
Daniel Barroso afirma que parcerias podem ser
uma boa saída (Foto: Reprodução/TV Clube)

Ainda segundo ele, as mudanças na Ceapi dependem de como será formatada a administração do órgão depois que realizada a parceria público-privada. Segundo ele, muitas pessoas confundem com privatização, mas na verdade a parceria é apenas uma concessão.
“Tudo depende do modelo que será colocada na licitação. Existem grupos interessados nas parcerias que o governo do Piauí tem planejado e esses grupos têm apresentando seus projetos. Portanto, é preciso que esteja descrita a forma de gestão, se vai ser predial ou gerencial. A conduta administrativa em formato gerencial é que há uma preocupação para os permissionários”, contou.
Segundo o secretário de governo do Piauí, Merlong Solano, o grupo econômico que vencer a licitação fará os investimentos necessários e ganha o direito de exploração do órgão. Ainda segundo o secretário, a longo prazo, a proposta do governo é ampliar as parcerias para setores como educação e saúde. De acordo com o estado, as licitações começam no mês de maio deste ano e especialista diz que medida tem dado certo em outros estados.
“Nós esperamos a melhoria na qualidade do serviço prestado à população, sejam nas rodoviárias sejam na Central de Abastecimento. Trazendo para o serviço da sociedade a capacidade de investimento da iniciativa privada em curto prazo, sua melhor capacidade gerencial e trazendo a viabilidade do governo de fiscalizar e monitorar a qualidade desses serviços”, contou.

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