Parque de Noronha terá entrada paga em março

Com a privatização, visitação à área em Fernando de Noronha custará R$ 60 para turistas brasileiros e R$ 120 para estrangeiros

O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, que foi interditado este ano após um processo de privatização, vai voltar a funcionar plenamente em março do ano que vem. Essa é a expectativa do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Melo, que cumpre agenda até hoje em Pernambuco. É a instituição federal quem está reordenando o turismo na ilha e promovendo a privatização do parque. A empresa vencedora da licitação foi a Cataratas do Iguaçu, que deve investir R$ 7 milhões na área nos próximos dois anos. As novidades, no entanto, terão seu preço. O ingresso (válido por um dia) para os turistas brasileiros custará R$ 60, enquanto o valor para os visitantes estrangeiros custará o dobro, R$ 120. As cobranças também começam em março de 2011.

Nos próximos dois ano a Cataratas do Iguaçu vai construir mirantes, trilhas suspensas e novas escadarias. Para melhorar o acesso ao local, haverá recuperação de estradas. Também está prevista a instalação de uma exposição permanente sobre a história do parque, que custará R$ 700 mil. Oitenta e cinco por cento do valor dos ingressos serão aplicados na própria ilha. A cobrança, no entanto, causou muita polêmica entre os ilhéus. Muitos reclamaram por ter que pagar pela visitação de uma área de preservação ambiental. Outros, questionaram se a abertura para o setor privado poderia comprometer o ecossistema local, já que os serviços serão comercializados e a ilha pode sofrer explorações predatórias.

O modelo adotado em Noronha é semelhante ao já utilizado na Reserva de Foz do Iguaçu, no Paraná. As atividades no parque vão gerar 50 empregos direitos em Noronha, o que causa certo impacto para uma população estimada em mil pessoas. Mas os planos para a Ilha não param por aí. No primeiro semestre de 2011, o governo federal vai lançar o programa Noronha + 20, para tentar resolver graves problemas sentidos pelos habitantes da ilha, como falta de água encanada e atendimento médico. O projeto é de médio prazo e será lançado com as presenças da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do governador Eduardo Campos.

Lanchas

Ontem o presidente do ICMBio assinou um convêncio com a Superintendência do Ministério da Pesca em Pernambuco para a cessão de três embarcações. Essas lanchas vão reforçar, a partir da próxima segunda-feira, a fiscalização do Parque Nacional Marinho de Noronha e da Reserva do Atol das Rochas, em Pernambuco, além da Reserva de Abrolhos, na Bahia, e do Parque Cabo Orange, no Amapá.

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