Parceria público-privada prevê atender crescimento de 3% no consumo de água

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) anunciou o projeto de pareceria público-privada (PPP) que tem como objetivo resolver a questão do abastecimento de água no Estado. A cada ano, o consumo de água na região metropolitana cresce 3%. Para isso, atender a demanda a proposta prevê aumentar em dois anos o volume de água produzido pelo Alto Tietê, para atender a região.

“É um desafio, tendo em vista a pequena disponibilidade hídrica natural em uma região que conta com alto crescimento vegetativo e econômico”, avalia Marcelo Salles, diretor de empreendimento, tecnologia e meio ambiente da Sabesp.

Atualmente, o Sistema Produtor Alto Tietê produz 10 mil litros de água por segundo, sendo responsável pelo abastecimento de 15% da população da região metropolitana.

Ao vencedor da licitação está previsto um investimento de R$ 300 milhões, nas obras de ampliação da estação. No total, a PPP Alto Tietê significa um negócio no valor de R$ 1,1 bilhão, refletido em um contrato de prestação de serviços de 15 anos.

“São Paulo é o estado mais adiantado no setor de saneamento. Duplicaremos os investimentos entre os anos de 2007 e 2010, em relação ao período de 2003 a 2006”, afirma Gesner Oliveira, presidente da Sabesp.

Hoje, o Sistema Alto Tietê é responsável pelo abastecimento de 3,1 milhões de moradores de alguns bairros da zona leste da cidade de São Paulo, além dos municípios de Suzano, Itaquaquecetuba, Arajá, Ferraz de Vasconcelos e Poá. O complexo de abastecimento também abaste parte de Mauá, Santo André, Mogi das Cruzes e Guarulhos.

Desperdícios

Além da parceria com o setor privado, a estatal dobrou este ano o orçamento para aperfeiçoar a linha de distribuição e reduzir desperdícios. Cerca de 40% da água produzida atualmente se perde com ligações clandestinas e vazamentos.

“Nós acreditamos que uma empresa de saneamento deve se transformar em uma empresa de soluções ambientais. Uma empresa que cada vez mais, em parceria com os municípios, venha a promover soluções ambientais”, explicou Gesner.

O secretário adjunto de saneamento e energia, Ricardo Toledo, afirma que a opção pela PPP foi uma decisão apoiada pelo governo. “Optamos por um aperfeiçoamento do modelo. É preciso ter uma visão ambiental ampla e acreditamos no fortalecimento da capacidade re reguladora.”

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