Parceria Público Privada deve viabilizar funcionamento do Lifal

Garantir segurança econômica aos investidores e criar uma expectativa positiva de funcionamento para os equipamentos públicos de Alagoas são medidas que fazem parte da estratégia do Governo de Alagoas para superar a crise político-econômica enfrentada pelos estados em todo Brasil. Entre essas medidas, a reestruturação do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal) passa pelo uso de capital privado para torná-lo viável; o governador Renan Filho já deu sinais que isso é possível.
Sem recursos para fazer investimentos, o governador Renan Filho afirmou, em entrevista coletiva, durante visita às obras do Polo Tecnológico do Jaraguá, nesta terça-feira, 24, que, brevemente, serão anunciadas medidas a serem adotadas em relação às companhias que não geram lucro para o Estado.
Nesse cenário, o Lifal foi citado como unidade estatal que tem provocado preocupação para o governo, devido as más gestões anteriores e ao acúmulo de dividas, que deixam a instituição sem perspectiva.
Para o governador Renan Filho, “não dá mais para Alagoas manter empresas deficitárias” e explicou comparando. O Brasil possui 17 laboratórios públicos e todos estão superlotados e sem produção. Para amenizar o problema, o governo federal criou o Programa de Desenvolvimento e Pesquisa (PDP) de Medicamentos, que nacionaliza a tecnologia de produção e comercializa internamente, beneficiando a produção dos laboratórios nacionais.

“O Lifal é um laboratório altamente viável, infelizmente ele foi abandonado, por isso não produz há muitos anos. A iniciativa privada tem recursos para garantir seu funcionamento facilmente. Por sinal, temos 15 propostas de Parceria Público Privada para o Lifal. A ideia é trazer capital privado para dar eficiência que o Estado precisa”, destacou o governador, que deve lançar edital sobre o Lifal em breve.

Renan Filho exemplificou a viabilidade de implantar o sistema de PPP no Lifal citando a Fiocruz, que é uma fundação das mais conhecidas no ramo farmacêutico e que tem 36 PDPs, saída encontrada para desviar a falta de estrutura física que comprometia a produção de remédios.
“As pessoas que têm as patentes de medicamentos estão querendo uma parceria com os estados. Porque, o detentor da patente não pode produzir para o governo em um laboratório 100% privado. De maneira que as Parcerias Público Privadas viabilizam esse contexto naturalmente”, pontuou o chefe do Executivo Estadual.
A proposta do Governo de Alagoas é adotar para o Lifal um modelo semelhante ao aplicado à Algás. As iniciativas de implantação de PPP, concessão e cogestão são medidas estratégicas que permitem que o Estado aporte capital privado para recuperar empresas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Pesquise as licitações no seu segmento agora

    Preencha seus dados para concluir a pesquisa

    Confira quantas oportunidades de venda existem no momento.
    Digite nome, e-mail e telefone para ver os resultados.





    Oportunidades de negócio esperando por você

    Aproveite o nosso período de teste gratuito e tenha sucesso no mercado de licitações.

    Licitações e dispensas