Operador do Terminal Marítimo do Recife só será conhecido em 2015

O operador portuário do novo Terminal Marítimo de Passageiros do Recife só será conhecido após a temporada 2014/2015. A audiência pública que vai definir os termos da licitação que vai contratar a empresa administradora está marcada para o próximo dia 11, mas o processo deve durar pelo menos quatro meses. Por isso, o equipamento vai continuar funcionando segundo o plano emergencial implantando em 2013 durante os meses de maior movimento de turistas e embarcações – novembro a maio.
A licitação será conduzida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), como determina a Nova Lei dos Portos. O processo, que é esperado desde a inauguração do terminal, em outubro do ano passado, passou meses parado na Secretaria Especial dos Portos. Só neste mês, a Antaq abriu a consulta pública sobre o processo de arrendamento. No próximo dia 11, será realizada a audiência presencial no Teatro do Brum, no Centro de Convenções, em Olinda. Até 200 pessoas podem participar do evento, que pretende colher sugestões da sociedade civil para o edital.
Depois da audiência, a Antaq terá um prazo de 60 dias para concluir e liberar o documento. Até fevereiro, a agência também tem que marcar a data da licitação. A expectativa é que o vencedor seja conhecido depois de dois meses, justamente no término da temporada 2014/2015. Para o Porto do Recife, que administra provisoriamente o terminal, esse não é um problema. “É bom que seja assim, não faz sentido entregar o terminal para outro administrador no meio da temporada, pois já montamos a estrutura necessária para funcionar nesse período”, afirma Shebna Machado, presidente do Porto.
Dessa forma, depois de concluída a licitação, o vencedor terá um período de seis meses para fazer as mudanças elaboradas para a próxima temporada. “Ele vai ter tempo para observar nossa operação, pensar no que pode ser melhorado e fazer as adequações necessárias”, argumenta Machado. O presidente do Porto do Recife ainda faz questão de ressaltar que, mesmo sem o administrador, o terminal está “funcionando a pleno vapor”.
Desde que foi o inaugurado, em outubro do ano passado, o terminal é operado segundo um plano emergencial criado pelo Porto do Recife em parceria com a Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) e a Secretaria de Turismo do Recife. A parceria, chamada de Plano B, foi a saída encontrada para não deixar o equipamento parado até a escolha do administrador, sobretudo no período da Copa do Mundo, que atraiu mais de 50 mil passageiros para a capital pernambucana.
“O que chamamos de plano B é que garantimos a operação, mas não dispomos de todos os equipamentos e instrumentos que poderiam ser oferecidos. A diferença entre o terminal e o aeroporto é que aqui ainda não há facilidades, como restaurantes e lanchonetes. Quando o terminal foi concebido, ficou acertado que o operador privado seria o responsável por esses contratos”, explica Machado, lembrando que hoje o terminal conta somente com uma casa de câmbio e uma vending machine (máquina para venda de lanches e refrigerantes).
O Porto ainda se responsabiliza pela segurança e limpeza do terminal e disponibiliza funcionários próprios para orientar os usuários do equipamento. Além dos equipamentos de lazer, o novo operador também deve colocar em funcionamento o armazém 8, que faz parte do complexo portuário mas está desativado. Mesmo assim, o presidente do Porto do Recife afirma que o esquema improvisado não prejudica o funcionamento do equipamento. “O objetivo do terminal é que haja trânsito rápido de passageiros. Ninguém quer embarcar em um cruzeiro e ficar esperando no terminal. E nós oferecemos o mínimo possível de conforto e segurança para que os passageiros não tenham nenhum problema”, afirma.
O otimismo também se reflete nos números da administração. A expectativa é que nesta temporada mais de 50 mil passageiros e 40 navios passem pelo terminal. O movimento deve gerar um faturamento de R$ 30 milhões. Os números são superiores aos registrados na temporada passada, quando 46 mil passageiros passaram pelo equipamento, produzindo R$ 22 milhões de lucro.
Mesmo assim, quem chega ao Terminal Marítimo de Passageiros do Recife enfrenta um pequeno contratempo atualmente. A área que fica em frente ao terminal ainda espera pela dragagem prometida no início do ano, por isso não é funda o suficiente para receber embarcações de grande porte. Hoje, esses navios ficam nos berços de atracação anteriores e os passageiros pegam um ônibus até o terminal principal, cerca de 800 metros à frente. São cerca de três minutos de transporte.
Movimento no Terminal deve gerar um faturamento de R$ 30 milhões (Foto: Marina Barbosa/G1)Movimento no Terminal deve gerar um faturamento de R$ 30 milhões (Foto: Marina Barbosa/G1)
Sobre essa obra, Machado explicou que o Porto já finalizou o projeto executivo, mas aguarda a liberação dos recursos federais para a execução da obra. São R$ 170 milhões que sairão da terceira etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC III) e vão permitir a dragagem e o alinhamento do porto. Com isso, todos os nove berços de atracação terão 11 metros de profundidade e uma faixa de porto maior, que vai facilitar o fluxo de passageiros e cargas na saída do navio. A expectativa é que o PAC III seja liberado no início do próximo ano e as obras de dragagem durem seis meses. Depois disso, já será possível receber três navios de turismo ao mesmo tempo. Já o alinhamento do porto só deve ser concluído um ano depois da liberação dos recursos.

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