Obras na orla estão atrasadas.

Início da recuperação da beira-mar deveria ter sido em outubro, mas clima impediu a conclusão do estudo de impacto ambiental

22/01/2010 | 00:10 | Bruna Maestri Walter

Matinhos – As obras para revitalização da orla de Matinhos e de aumento da faixa de areia da praia devem começar com cinco meses de atraso. A previsão da prefeitura era iniciar o projeto, orçado em R$ 16,6 milhões, em outubro de 2009. Porém, por causa do atraso na conclusão dos estudos de impacto ambiental, a expectativa agora é de que a obra comece em março. O secretário municipal de Meio Ambiente de Mati­nhos, Sérgio Luiz Cioli, espera que toda a obra seja concluída em no máximo um ano. Por­tanto, ainda não será na temporada do ano que vem que os veranistas e moradores poderão desfrutar da nova orla.

Dos recursos, R$12,6 milhões virão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. O restante será uma contrapartida do governo do Paraná. Serão recuperados de 6 a 7 quilômetros da orla de Matinhos, entre o Morro do Boi e o Balneário Flórida.

O projeto prevê a construção de um canal de desemboque da Praia Brava e do Rio Matinhos, a implantação de esporões para dissipar a energia das ondas, o alargamento da praia com a colocação de areia e a restauração de acessos e áreas danificadas pelo mar.

O presidente Associação de Hotéis, Restaurantes, Bares, Casas Noturnas e Prestadores de Serviços e Similares do Litoral Paranaense (Assindilitoral), José Carlos Chicarelli, afirma que a revitalização da orla e a engorda da faixa de areia estão sendo discutidas há três anos e aguardadas há tempos. Ele aponta que as obras trariam mais turismo e crescimento em direção aos balneários mais precários, que hoje estão abandonados. “Acredito que (a obra) vai sair, mas não sei quando”, afirma.

Atraso

O coordenador dos estudos de impacto ambiental das obras e professor de Geologia da Universi­dade Federal do Paraná (UFPR), Rodolfo José Anulo, explica que os estudos feitos em 2009 atrasaram por causa das condições climáticas do inverno, que impossibilitaram a coleta de amostras do mar. “O mar estava muito agitado e não dava para fazer coleta de sedimentos para estudos de organismos”, afirma Angulo. Por meio dessas amostras é que os 25 pesquisadores envolvidos no projeto coletaram informações, como fauna marinha, correntes marítimas, características do sedimento.

Para engordar artificialmente a faixa de areia da orla, será buscado 1,3 milhão de metros cúbicos de areia em alto-mar. A faixa de areia, que atualmente varia de 2 a 20 metros, poderá receber até 50 metros de sedimentos em alguns pontos.

De acordo com Angulo, o estudo deve ser protocolado hoje no Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que irá analisar as informações. Se aprovado, inicia-se a licitação para a escolha da empresa que fará as obras. Segundo a Secretaria de Estado do Desen­volvimento Urbano (Sedu), o governo federal empenhou o dinheiro para a obra. Entretanto, afirma a assessoria de imprensa da Sedu, a quantia ainda não foi repassada para o governo do estado, que só saberá de que forma receberá o dinheiro quando o estudo ambiental for aprovado.

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