Obras do elevado do Rio Tavares vão começar em fevereiro, após a temporada de verão

Primeiras famílias foram indenizadas e dez casas serão demolidas até sexta-feira

Catarina, que deixará a casa nesta sexta-feira, vê residências vizinhas serem demolidas
Catarina, que deixará a casa nesta sexta-feira, vê residências vizinhas serem demolidas

Até sexta-feira a aposentada Catarina Vieira de Souza, 84 anos, deixará a casa onde criou os 11 filhos e mora há mais de 50 anos. Desapropriado, o imóvel será demolido. O terreno será ocupado por parte do elevado do Rio Tavares, que será erguido no trevo de interligação entre o Centro, o Campeche e a Lagoa da Conceição. O início das obras está previsto para fevereiro de 2015, após a temporada de verão. O projeto está pronto e em fase de licitação, no valor de R$ 17 milhões. Deste total, R$ 10 milhões são investimentos da Prefeitura da Capital e R$ 7 milhões são do governo do Estado.
Enquanto os trabalhos de engenharia não começam, a prefeitura negocia outras desapropriações. Serão 32 ao todo. Dez casas serão demolidas até amanhã. Em média 20 mil veículos passam pelo trevo diariamente. Esse número triplica durante a alta temporada, segundo a Polícia Rodoviária Militar Estadual.
O elevado terá 220 metros de comprimento e sua construção levará 18 meses, segundo a Secretaria de Obras da Capital. “Cancelamos o primeiro processo licitatório porque a proposta apresentada pela empresa vencedora estava R$ 9 milhões acima do valor estimado do projeto. Por isso reabrimos outro processo”, disse o prefeito Cesar Souza Júnior. Enquanto a nova licitação está aberta as indenizações avançam.
O terreno de Catarina tinha outras cinco casas, onde moravam os filhos. A prefeitura indenizou as famílias há 45 dias e quase todos os imóveis já foram demolidos. A última a deixar a propriedade será Catarina, que prepara a mudança para o Ribeirão da Ilha, para onde foram os filhos. “Meu coração está apertado, mas acho que vou gostar de morar no Sul da Ilha”, disse a aposentada enquanto acompanhava a demolição das casas.
Família comprou imóveis no Ribeirão da Ilha
Um dos filhos de Catarina Vieira de Souza, Amilton Otávio da Silva, 56 anos, diz que embora o valor da indenização não tenha sido plenamente satisfatório, foi o suficiente para que as seis famílias comprassem outros imóveis no Sul da Ilha. “Quando vimos equipes da prefeitura medindo o entorno do trevo já imaginávamos que algo seria construído aqui. Está mais do que na hora, porque o trânsito nesse ponto está caótico”, afirmou.
A dona de casa Vera Lúcia Caetano, 53, é vizinha de Catarina e Amilton. Da janela, ela acompanha o trabalho das máquinas que transformam paredes e tetos em entulhos, no outro lado da rua. Ao ver a demolição e acreditar que este seja um sinal da proximidade do início das obras do elevado, Vera informa que ainda não foi procurada por ninguém da prefeitura para falar sobre indenização. “O que sabemos é que a casa precisará ser retirada, mas não sei quando, nem como. Estamos esperando”, disse.

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