Obra da rodoviária começa antes de estudo de acesso

Projeto para construção de alça está sendo desenvolvido e será entregue à BHTrans

Obra da rodoviária começa antes de estudo de acesso
Preparação. Terreno onde está ficará a nova rodoviária de BH está em trabalho de terraplenagem

Após quatro anos de atrasos e uma série de adiamentos, a conclusão da nova rodoviária de Belo Horizonte, no bairro São Gabriel, na região Nordeste, deve ficar para julho de 2017. A menos de 12 meses para o prazo final, estudos para a construção de acessos provisórios entre o terminal e o Anel Rodoviário ainda não foram sequer concluídos.
Em visita às obras do terminal nessa quarta-feira (24), o prefeito Marcio Lacerda afirmou que, caso a revitalização do Anel fosse concluída antes da inauguração da rodoviária, seria benéfico, mas uma solução provisória está assegurada. “Certamente, o Anel duplicado traria muito mais conforto, menos retenções e maior velocidade média, mas a questão dos acessos à rodoviária está resolvida”. Segundo ele, a solução provisória deve ser um acesso lateral e, quando o Anel for revitalizado, um acesso diferente será criado.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) protocolou a concepção de uma solução alternativa. No entanto, após análise da equipe técnica, foi verificada a necessidade de estudos complementares, que ainda não foram entregues.
Segundo o consórcio SPE-BH, responsável pela gestão do novo terminal, “o projeto para a construção dos acessos provisórios está em desenvolvimento e deve ser apresentado à BHTrans nos próximos dias”. Procurada, a BHTrans não forneceu fonte para falar sobre o assunto nessa quarta-feira (24) à tarde.
Avaliação. No entendimento do especialista em transportes e trânsito Osias Baptista, a construção dos acessos é essencial para garantir a eficiência da rodoviária. “Hoje, não existe nenhum acesso direto. É preciso que tenha um próprio, nos dois sentidos, para o terminal ser eficiente, senão a Cristiano Machado e o Anel vão parar”, explicou.
O novo terminal rodoviário terá cerca de 70 mil m², incluindo o sistema viário, e será ligado por passarelas à estação de metrô São Gabriel, com integração com as linhas municipais e intermunicipais e com o Move da avenida Cristiano Machado. Quando a nova rodoviária começar a funcionar, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), no centro, deverá ser transformado em estação metropolitana, com linhas convencionais e do Move.

Revitalização

Anel. O governo de MG informou que está elaborando o anteprojeto de engenharia para fins de licitação, que será concluído neste ano. O Dnit afirmou que aguarda o envio pelo Estado.

TERMINAL

Consórcio garante entrega no prazo

As obras de construção do prédio do novo terminal rodoviário ainda não começaram, mas o consórcio SPE-BH, responsável pelo empreendimento, garante que elas seguem o cronograma estipulado. Atualmente, a fase é de remoção de interferências e terraplenagem do terreno.
A empresa vai investir cerca de R$ 110 milhões na construção do empreendimento e nas adequações no entorno. O contrato de concessão, de 30 anos, foi assinado em março de 2012 e, desde então, várias datas para início e conclusão das obras foram marcadas. O principal obstáculo foi o cumprimento das 287 desapropriações e remoções necessárias para a construção do terminal.
“Tivemos uma enorme dificuldade para liberar o terreno, havia uma indefinição, inclusive, da área federal, de quem eram os proprietários de alguns terrenos”, disse o prefeito Marcio Lacerda. O município investiu R$ 40 milhões nas desapropriações.
Em 29 de janeiro, a prefeitura entregou o terreno para o consórcio, que tem, desde a data, 18 meses para a conclusão das obras. Se o prazo não for cumprido, o contrato prevê a aplicação de multas.
O prefeito acredita nas vantagens do empreendimento. “Nós temos absoluta certeza de que vai ser muito benéfica para a cidade essa obra, principalmente porque vai desafogar o centro da cidade com integração fácil daqui ao metrô e ao BRT”. (RM)

Estrutura

41 é o número de plataformas para embarque e desembarque, com expansão prevista para 56

351 vagas cobertas de estacionamento de automóveis serão feitas

70 bilheterias para venda de passagens serão construídas no local

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