Número de obras da Emop aumentou no último triênio

Por Guedes de Freitas

A Empresa de Obras Públicas (Emop), ligada à Secretaria de Obras, apresentou suas realizações no triênio 2007-2009, durante as reuniões do governador Sérgio Cabral com todo o secretariado, em quatro dias desta e da semana passada, no Palácio Guanabara. Segundo Ícaro Moreno Júnior, presidente da empresa, foram feitos, a pedido de secretarias e órgãos estaduais, 711 projetos no período, orçados em R$ 1,5 bilhão, a maioria para a Secretaria de Educação.

Do total das 711 obras projetadas, a Emop realizou 181, orçadas em R$ 495,1 milhões, e fez 2.266 intervenções de manutenção de instalações das secretarias de Educação e de Cultura e do Degase, no valor de R$ 36,5 milhões. Houve obras em praticamente todo o estado.

A Emop fez obras para as secretarias de Educação, Saúde e Defesa Civil, Cultura, Assistência Social e Direitos Humanos, Casa Civil, Planejamento e Gestão, Ambiente, Administração Penitenciária, Obras, Ciência e Tecnologia, Agricultura, Segurança, Transportes, Fazenda e Turismo, Esporte e Lazer, além de Degase e Defensoria Pública.

Ícaro lembrou um caso curioso. Ao reformar o Ciep Maria Paula, em São Gonçalo, praticamente um prédio novo, tal a degradação que o imóvel se encontrava, a Emop não encontrou no mercado o tipo original de esquadrias. Então, foi necessária autorização do arquiteto Oscar Niemeyer, autor do projeto dos Cieps, para poder usar PVC aramado.

– Hoje este Ciep é referência para os outros. Deveríamos replicar o modelo nos próximos que construíssemos – sugeriu o presidente da Emop.

Segundo Ícaro, houve uma crescente evolução no volume de obras da Emop no triênio. Em 2007 foram R$ 40 milhões, em 2008, R$ 84 milhões, depois para R$ 150 milhões em 2009 e neste ano, até agora, já são R$ 236 milhões em projetos a serem executados, entre eles, Cidade da Policia, Centro Integrado de Comando e Controle, Parque Bossa Nova e três restaurantes populares.

Para 2010, a Emop já trabalha em dezenas de projetos, alguns ainda sendo elaborados, outros em processo de licitação e alguns com obras em andamento. No âmbito da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, a Emop vai construir três restaurantes populares – um na Cidade de Deus, outro em São Gonçalo e um outro em São João de Meriti – todos sendo licitados, com possibilidade de inaugurar até junho, e o Educandário Rêgo Barros, da Fundação da Infância e Adolescência (FIA).

Neste mesmo mês, serão licitadas as obras de construção do Centro Integrado de Comando e Controle e da Cidade da Polícia, dois grandes projetos da Secretaria de Segurança. Na área da Secretaria de Educação, a Emop vai reformar o Instituto Padre Severino, no Rio, e um Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Menor (Criam) e o Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad) em Volta Redonda, no sul do estado. Na Saúde, haverá obras nos hospitais Alberto Torres, Pedro II e Albert Schweitzer, além do Instituto Estadual de Endocrinologia e Diabetes. E na Cultura a empresa vai reformar a Sala Cecília Meirelles.

Para a Secretaria de Obras, a Emop vai construir unidades habitacionais no Complexo de Manguinhos, o Parque da Bossa Nova no Leblon, o Centro de Integração Social e Esportiva na Penha e obras de saneamento e abastecimento de água nas comunidades de Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme. Só as duas primeiras obras estão orçadas em mais de R$ 120 milhões.

Em relação à construção de ecolimites, muros que cercam favelas no Rio, com remoção de moradores e realização de benfeitorias, o governo do estado programou investir R$ 41 milhões. Os projetos estão sendo feitos ou serão feitos no Morro Dona Marta, em Botafogo, na Rocinha e Chácara do Céu, em São Conrado, Vidigal, em São Conrado, Parque da Cidade, na Gávea, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, em Ipanema/Copacabana, Ladeira dos Tabajaras/Morro dos Cabritos, em Copacabana, Chapéu Mangueira/Babilônia, no Leme, e Benjamim Constant, em Botafogo.

Em relação às obras em andamento, há imóveis das secretarias de Educação, incluindo o Degase, Saúde, Ambiente, Cultura, Assistência Social e Direitos Humanos, Ciência e Tecnologia, Obras, Fazenda e Turismo, Esporte e Lazer, além da Procuradoria Geral do Estado. Segundo Ícaro, a maioria deve ficar pronta até junho. Duas obras ícones na área da saúde serão entregues em março e abril: o Hospital da Mulher, em São João de Meriti, e a Farmácia Central de Dispensação, na Cidade Nova.

– As obras dos Criaads do Degase na Ilha do Governador, São Gonçalo e Teresópolis estão andamento bem, assim como a do Educandário Santos Dumont, todas para serem inauguradas em março – completou Ícaro.

Outras obras importantes são o complexo esportivo e a UPA da Rocinha, integrantes do PAC, que serão entregues pelo governador e o presidente Lula na segunda-feira, dia 8, o Museu da Ciência e Vida, em Duque de Caxias, da Secretaria de Ciência e Tecnologia, que deverá ser entregue em duas etapas, a primeira em maio, e o prédio sede da Secretaria de Fazenda, prevista para maio.

O governo do estado realiza obras emergenciais de contenção de encostas em Angra dos Reis, recentemente atingida por enchentes e deslizamentos, com dezenas de mortes e centenas de desabrigados: Morro da Gloria II – parte 1; Morro da Gloria II – parte 2; Morro da Carioca; Morro de Santo Antônio; Morro de São Bento; Morro do Carmo; Bonfim e Bananal (Ilha Grande). As intervenções, custeadas pelo governo federal, estão orçadas em R$ 30 milhões, aproximadamente.

A Emp também irá construir blocos de apartamentos, totalizando 800 unidades habitacionais, para realocação das famílias que perderam suas casas. As residências serão erguidas em Japuíba, Pousada Glória e Campo Belo. O empreendimento deverá custar R$ 50 milhões.

Para 2011 a 2014, a Emop tem sob sua responsabilidade a reforma do Maracanã, visando a Copa do Mundo, no valor de R$ 620 milhões; a construção do Monumento a Nossa Senhora da Aparecida, no valor de R$ 50 milhões; a construção de ecolimites nos complexos da Tijuca, Alemão, Juramento, Mangueira, Vila Isabel/Engenho Novo, Grajaú/Lins/Méier e Tuiuti/Barreira do Vasco, orçadas em R$ 50 milhões; e a implantação dos projeto Preservando, no âmbito da Secretaria de Saúde e Defesa Civil, da FIA e da Fundação Leão XIII, ambas da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

Também está prevista a captação de recursos do governo federal para a implantação do PAC 2, no valor de mais de R$ 4 bilhões, e o projeto de integração da Penha, no valor de cerca de R$ 700 milhões.

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