Novo leilão de rodovias atiça interesse das grandes do setor

Prevista para até o início de 2008, a publicação do edital de licitação para a exploração do trecho Oeste do Rodoanel e mais cinco lotes de rodovias estaduais, entre elas Dom Pedro I, Airton Senna e Carvalho Pinto, promete acirrar a disputa entre os maiores players deste mercado, como a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), OHL Brasil e BR Vias. A Odebrecht também não descarta voltar ao ramo de rodovias, enquanto concessionárias na ativa, como a Autoban e a Nova Dutra anunciam investimentos em infra-estrutura para garantir a manutenção de suas concessões.

Segunda maior empresa de concessões de rodovias no País, a espanhola OHL, que administra quatro concessionárias no interior de São Paulo (Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte) confirma o interesse na disputa pelo Rodoanel. “Seria uma boa concessão dentro do compromisso estratégico da OHL”, diz Francisco Leonardo Moura da Costa, diretor administrativo-financeiro da OHL Brasil.

A OHL comemora a conquista recente de cinco lotes no leilão das rodovias federais, entre eles os trechos da Fernão Dias, Regis Bittencourt e BR 101, no Rio de Janeiro. A subsidiária no Brasil diz ter registrado R$ 27,1 milhões de lucro líquido apenas no 3º trimestre de 2007.

Já a CCR, um dos maiores grupos privados de concessões de rodovias da América Latina, que tem em sua estrutura acionária empresas como Camargo Corrêa, Serveng Construtora, Andrade Gutierrez Concessões e a portuguesa Brisa, diz que entrará na disputa da licitação do Rodoanel e de rodovias estaduais paulistas.

Líder brasileira no segmento de concessões e responsável pelas concessionárias AutoBAn, NovaDutra, ViaOeste, RodoNorte, Ponte Rio-Niterói e ViaLagos, a CCR também é responsável pela ViaQuatro, empresa que irá operar e manter a Linha 4 do Metrô de São Paulo, nos próximos anos.

Com novos projetos em estudo, outra que participará da concorrência do Rodoanel é a BR Vias, também interessada na parceria público-privada (PPP) da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). “Somos uma empresa que irá atuar na área de infra-estrutura. Isso inclui saneamento, energia, além de portos e aeroportos”, afirmou em recente entrevista ao DCI o presidente da BR Vias, Martus Tavares.

Infra-estrutura

Fora a grande disputa prevista para o começo do próximo ano na área de rodovias, e de olho na oportunidade de ampliar no futuro suas concessões, AutoBan e Nova Dutra anunciam investimentos em infra-estrutura das estradas em que já detêm obras.

A AutoBan, que tem concessão para explorar o sistema Anhangüera- Bandeirantes até 2016, prevê aporte de R$ 270 milhões, no complexo de acesso a ponte Anhangüera e ampliação de marginais na região de Campinas. O presidente da AutoBan, Maurício Vasconcelos avalia que obras esgotariam a necessidade de ajustes na rodovia. “O término de todas as reformas garante uma excelente Anhangüera-Bandeirantes por pelo menos 10 anos”, garante. Vasconcelos avalia que só haveria necessidade para novos ajustes caso surja algum novo pólo industrial ou megaempreendimento imobiliário na região a curto prazo, o que considera que seja difícil acontecer.

Parte das obras das vias marginais próximas ao trevo de Campinas foram entregues no mês passado, e envolveram R$ 44 milhões, a segunda fase, com aporte de R$ 68 milhões deve ser entregue até dezembro de 2008.

Já a reformulação do trevo 103, que também requer R$ 44 milhões, fica pronta até abril de 2010, segundo a AutoBan. Outro trecho com entrega prevista para daqui a três anos fica em Sumaré (SP), e inclui melhorias em alças de acesso, além de investimentos de R$ 83, 5 milhões.

Já a NovaDutra aplicará R$ 150 milhões no próximo ano em ampliação de marginais e alargamento de pontes, de acordo com Maurício Soares Negrão, presidente da NovaDutra. “Serão alargadas 200 pontes até 2016, 30 por ano. Por isso vou viabilizar os recursos necessários”, revela.

Negrão calcula que até 2021 serão necessários cerca de R$ 500 milhões, que ainda não estão no orçamento, para a concluir todas as melhorias, incluindo a construção do restante de marginais, que consolidariam a NovaDutra. “As parcerias público-privadas são uma saída, além de estudo para a implantação de mais pedágios, com tarifas menores que não onerariam o percurso todo entre São Paulo e Rio de Janeiro”.

Prevista para até o início de 2008, a publicação do edital de licitação para a exploração do trecho oeste do Rodoanel e mais cinco lotes de rodovias estaduais, entre elas Dom Pedro I, Airton Senna e Carvalho Pinto, promete acirrar a disputa entre os maiores players, como a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), OHL Brasil e BR Vias. A Odebrecht é outra esperada, pois não descarta voltar ao ramo de rodovias, enquanto AutoBAn e a Nova Dutra anunciam investimentos em infra-estrutura para garantir a manutenção de suas concessões atuais.

Segunda maior empresa de concessões de rodovias no País, a espanhola OHL, que administra quatro concessionárias no interior de São Paulo (Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte), confirma o interesse na disputa pelo Rodoanel. “Seria uma boa concessão dentro do compromisso estratégico da OHL”, diz Francisco Leonardo Moura da Costa, diretor administrativo-financeiro da OHL Brasil.

Com novos projetos em estudo, outra concorrente do Rodoanel é a BR Vias, interessada em atuar ainda em saneamento, energia e aeroportos.

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