No Brasil, há risco de atraso do serviço

Ivone Santana | De São Paulo

O Brasil corre o risco de atrasar a implantação da rede de quarta geração e “perder o bonde” para lançar o serviço para a Copa do Mundo de 2014. A opinião é de Erasmo Rojas, diretor para América Latina e Caribe da associação 4G Américas, que reúne empresas de telefonia móvel de todo o mundo.

Rojas tinha a expectativa de que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizasse o leilão de frequências para 4G ainda neste ano. Mas o prazo não está nos planos da agência. O gerente-geral de certificação e engenharia do espectro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Maximiliano Martinhão, disse ao Valorque até dezembro de 2012 haverá o processo de licitação da faixa de frequência de 2,5 gigahertz (GHz), reservada parcialmente para 4G, e alguma empresa estará operando a rede em meados de 2013.

Rojas diz acreditar que a indústria móvel brasileira irá pressionar a Anatel para que antecipe o processo: “Leilão em 2012 será muito tarde para ter as redes em 2014”.

Por enquanto, existem apenas 10 mil usuários em 15 redes comerciais de 4G que operam em 11 países, nenhum na América Latina. Na Colômbia, o governo fez leilão para a banda de 2,5 GHz e o serviço poderá ser lançado no segundo semestre com a operadora UNE. No Chile, está previsto leilão para 4G neste semestre, mas ainda falta espectro. E na Argentina os comentários são de que haverá leilão neste ano para a faixa de 1,7 GHz, a mesma usada no Chile, México e em parte dos Estados Unidos.

O Brasil vendeu as últimas licenças de 3G no fim de 2010. Isso significa que algumas operadoras ainda estão planejando como montar essas redes – caso da Nextel- ou expandir a infraestrutura para regiões onde ainda não estão presentes.

Para abrir caminho para a 4G, a agência reservou a faixa de 2,5 GHz. O processo envolveu uma longa polêmica, porque a faixa hoje é usada pelos operadores de TV por assinatura com a tecnologia de micro-ondas conhecida como MMDS. Mas ela será parcialmente desocupada e, até julho de 2013, passará a ter a nova aplicação, diz Martinhão. Serviços de TV paga usarão 70 MHz, e o restante ficará reservado às tecnologias de 4G Long Term Evolution (LTE) e banda larga sem fio WiMax.

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