Murilo imita Wilson e culpa antecessores por má gestão.

Prefeito é alvo de protesto e moradores pedem até o impeachment; culpa, diz ele, é das gestões passadas

RAFAEL COSTA
DA REDAÇÃO

O prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), decidiu culpar, em discurso, gestões anteriores pela deficiência na infraestrutura do município. “Muitos asfaltos foram feitos com baixa qualidade. Com o passar dos anos, não resistiram aos efeitos das fortes chuvas e o desgaste natural do tempo. Agora, estamos planejando o município para entrar num novo ciclo, marcado pelos investimentos vultuosos e eficientes”, declarou.

Na prática, o republicano imita o discurso do pré-candidato ao Governo pela oposição, Wilson Santos. Enquanto prefeito de Cuiabá, o tucano sempre atribuiu ao antecessor Roberto França e ao ex-governador Blairo Maggi (PR) as responsabilidades pelos problemas da Capital.

Murilo Domingos tem enfrentado uma onda de protestos populares nas últimas semanas. Os manifestante pedem sua renúncia e, até mesmo, o impeachment pela falta de prestação de serviços públicos considerados essenciais.

Um dos motivos da insatisfação, segundo Domingos, seria a paralisação das obras do PAC, por determinação da Justiça Federal. Os recursos do Governo Federal prometiam pôr fim ao drama da falta de água e asfalto em mais de 60% dos bairros, o que não aconteceu.

“Fomos prejudicados, mas, já estamos nos planejando para a retomada porque acreditamos numa decisão favorável da Justiça”, disse o republicano. O Tribunal de Justiça, em recente decisão, impediu que empreiteiras acusadas de fraude em licitação toquem as obras, até o julgamento de mérito do processo.

“Revolução silenciosa”

Murilo Domingos ainda rebateu as acusações de que a sua gestão esteja inerte com relação à situação social de Várzea Grande. “Fizemos uma revolução silenciosa, tirando moradores das áreas de risco em períodos chuvosos. Isso não ganhou muito destaque porque reconheço que minha gestão pecou pela falta de divulgação”, disse o prefeito.

Embora tenha sido alvo de críticas de segmentos sociais e moradores de Várzea Grande pelos caos social da Cidade Industrial, levando até ao apelido de “Murilo Dormindo”, pela falta de iniciativa à frente do Paço Couto Magalhães, o prefeito várzea-grandense disse não se sentir incomodado diante do que classifica de um direito justo.

“Meu lombo é grosso e forte. Minha gestão é marcada pela mudança de conceitos. O povo de Várzea Grande pode se manifestar porque há diferenças de outras gestões, não imponho uma ditadura”, afirmou.

Questionado se a afirmação seria um recado aos irmãos Jaime e Júlio Campos, que, juntos, governaram o município por 40 anos, Murilo Domingos declarou que se tratava de “uma referência àqueles que, quando tratam da sua gestão, torcem para que quanto pior melhor”.

Confiante em dar novos rumos à sua gestão, o prefeito prometeu dar continuidade às obras reivindicadas pelos moradores. “Estamos planejando uma nova rodoviária, um novo distrito industrial e, daqui a pouco, já poderemos surtir os efeitos da Copa do Mundo, que, apesar de ser realizada em Cuiabá, vai gerar impactos positivos a Várzea Grande”, observou o prefeito.

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