Movimento 30% maior no porto do Mucuripe.

Noticiário cotidiano – Portos e Logística
Ter, 30 de Março de 2010 07:23

A draga deve retirar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de pedras do Porto do Mucuripe até julho. As obras darão maior operacionalidade ao berço 103, destinado à atracação de navios graneleiros e custam, na primeira fase, R$ 7 milhões
Com a derrocagem, o Porto do Mucuripe receberá navios graneleiros de maior porte e com mais carga, aumentando em até 30% a movimentação (Foto: Talita Rocha)
O Porto do Mucuripe deve aumentar em 30%, ainda este ano, a movimentação de navios graneleiros de grande porte (destinados ao carregamento de grãos como trigo, cevada e milho) a partir da primeira fase do projeto de derrocagem (retirada de areia, lama e rochas).
A draga, embarcação que tira sedimentos do fundo do mar, iniciou ontem as obras derrocagem que devem durar cerca de 10 meses. “Mas posso garantir que esta fase será terminada em menos tempo, até julho“, explica Sérgio Novais, diretor presidente da Companhia Docas do Ceará.
As obras estão orçadas em em R$ 7 milhões com recursos da Secretaria Especial de Portos (SEP), e vai aumentar a profundidade do berço 103, destinado principalmente à atracação de navios graneleiros e que atracavam primeiro em capitais como Salvador e Recife. “Estas capitais possuem portos com mais profundidade. Com este projeto vamos conseguir reduzir o frete e aumentar a movimentação de navios que precisam descarregar aqui, que no ano passado foi de 750 embarcações“, comemora Novais.
A draga vai retirar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de pedra e sedimentos, aumentando a profundidade para 11 metros no berço 103.
Dragagem
Está prevista ainda para este ano a segunda fase da obra destinada à dragagem (retirada de areia do fundo do mar) no Porto do Mucuripe. Com a obra, a profundidade do Porto, que atualmente é de 10,5 metros, deve chegar a 14 metros, possibilitando a atracação de navios de até 100 mil toneladas (o dobro da capacidade de recebimento atual).
Serão investidos R$ 63 milhões do Programa Nacional de Dragagem da SEP. “O edital de licitação já foi lançado e o processo licitatório está previsto para o dia oito de abril. A expectativa é de que esta segunda fase termine ainda este ano“, informa o diretor presidente da Companhia Docas do Ceará.
Novais destaca ainda que existe uma terceira e última fase, que deve custar cerca de R$ 15 milhões, destinada à retirada total das rochas que estão no entorno do Porto. “Existe uma camada profunda de arenito e precisamos retirar toda essa área para que os navios possam de fato atracar. Tudo está sendo feito com o aval do Instituto Labomar, que está realizando estudos de impactos ambientais antes, durante e depois das obras“, explica.
Segundo Sérigio Novais, o convênio, com a duração de quatro anos, foi firmado no mês passado e custou R$ 1,4 milhão. “Os técnicos irão fazer todo o monitoramento para garantir que a obra seja realizada sem prejudicar o meio ambiente“, diz.

(Fonte: O Povo/CE/Helaine Oliveira

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