Mogi tem atrativo para aeroporto

MARA FLÔRES

Após várias reuniões com o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) para tratar especificamente do assunto, o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) afirmou que o Governo do Estado enxerga Mogi das Cruzes como um dos municípios que reúne as melhores condições logísticas e aeroviárias para abrigar o terceiro aeroporto da Região Metropolitana de São Paulo. E as tratativas para viabilizar o empreendimento estão mais avançadas do que muitos podem imaginar, inclusive quanto às características técnicas da Cidade. Conforme revelado ontem, com exclusividade pelo chefe do Executivo, o terreno apresentado ao Estado, no Distrito Industrial do Taboão, possibilita a operação de um terminal com pistas paralelas às do Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) para que não haja conflitos, e também fica dentro de um raio mínimo de 30 quilômetros de distância.

“Mogi está de acordo com todas as características técnicas, o que faz da Cidade a localização privilegiada para esse terceiro aeroporto. E o Governo do Estado já está trabalhando nisso através do programa de Parcerias Público-Privadas (PPPs), que está justamente sob a responsabilidade do vice-governador e que visa viabilizar os grandes projetos”, ressaltou o prefeito.

Ele informou que o interesse de Mogi das Cruzes em receber o terceiro aeroporto da Região Metropolitana vem sendo discutido há vários meses com o Governo do Estado e já há entendimentos, inclusive, sobre a desapropriação da área para o futuro empreendimento. O terreno cotado para o terminal aéreo fica no Distrito do Taboão e pega grande parte da propriedade do empresário Raul Lerário reservada pela Construtora Queiroz Galvão para implantação de um aterro sanitário e que tem dois milhões de metros quadrados.

“O Taboão é a única região disponível na Cidade em condições de receber o aeroporto. E o imóvel que, junto com o Governo do Estado, estaremos desapropriando, pega uma grande parte da área do aterro, mas é muito maior”, antecipou o prefeito, sem revelar maiores detalhes sobre o terreno pleiteado até para evitar especulações imobiliárias. Segundo o apurado, a área mede cerca de 10 milhões de m2. “Essa desapropriação já está sendo avaliada, mas não tem prazo para acontecer. Quando for definida a construção do aeroporto, o Governo do Estado vem e desapropria”, explicou.

Conforme revelado pelo próprio vice-governador nesta semana, o terceiro aeroporto da Região Metropolitana deverá ser viabilizado através de uma PPP, cabendo à empresa parceira a concessão dos 30 aeroportos estaduais e mais a implantação do novo terminal. Afif revelou que as regiões cotadas para o empreendimento são Caieiras, ABC (São Bernardo do Campo) e Mogi das Cruzes. As duas primeiras, no entanto, têm condições técnicas desfavoráveis. Caieira, segundo o próprio Governo Federal, está dentro da área de interferência de outros aeroportos, enquanto São Bernardo tem problemas climáticos, em especial, a neblina.

Mogi não teve nenhum óbice técnico apresentado até o momento. Pelo contrário. Segundo o prefeito Bertaiolli, a Cidade atende todas as características necessárias para um aeroporto.

“O Governo do Estado sabe que a Região Metropolitana necessita de um terceiro aeroporto, que possa fazer voos comerciais, fretados e executivos, desafogando o Campo de Marte, Congonhas e Cumbica. Tão logo o Governo sinalizou isso, iniciamos as tratativas com o Afif apresentando a potencialidade da Cidade e firmamos uma parceria para, juntos, viabilizarmos o terceiro aeroporto em Mogi”, detalhou Bertaiolli. “Não dá para estimar um prazo porque não depende do Governo do Estado. Depende do Governo Federal, que acabou de lançar as concessões dos aeroportos. Então, temos que aguardar o desenrolar disso. Mas o importante é que, dentro do Governo do Estado, eles sabem da pretensão e do potencial de Mogi das Cruzes”, afirmou.

Interesse

O prefeito esclareceu que as tratativas entre Mogi e o Governo do Estado para instalação do terceiro aeroporto não envolvem o projeto que a Construtora OAS também tem para construção de um terminal no Taboão, o que reforça ainda mais as potencialidades técnicas da Cidade. Segundo Bertaiolli, as avaliações dos órgãos estaduais se baseiam em estudos municipais.

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