Mogi continuará “exportando” resíduos.

Nova licitação traz a viga-mestra do que foi implantado em 2004, ou seja: empresa contratada levará lixo para fora do município

BRAS SANTOS
Da reportagem local

A maioria das cidades da região não tem projetos ou investimentos reservados para resolver o problema da destinação do lixo sem ´despachar´ toneladas de resíduos para outras cidades. Mogi das Cruzes, a maior e mais rica cidade do Alto Tietê, vai continuar exportando as cerca de 300 toneladas de resíduos domiciliares recolhidos diariamente para aterros sanitários instalados em outros municípios. É isso o que prevê a concorrência pública cujo edital foi publicado em setembro pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM). Entre as exigências feitas por Bertaiolli à empresa que assinará um contrato de cinco anos com a prefeitura para coletar e fazer a destinação final consta a obrigação de a concessionária do serviço levar os resíduos para um aterro legalizado. Ou seja, para bem longe de Mogi, que não possui aterro sanitário. Ao estabelecer essa regra, o atual prefeito mantém e reforça a contradição criada pelo antecessor, Junji Abe (PSDB): a de que Mogi não concorda com a instalação de um aterro, também não aceita resíduos de outras cidades e também não acha destino local para seus resíduos, a partir de um aterro municipal. A cidade que mais produz resíduos na região e vai gastar pelo menosR$ 148 milhões para coletar e fazer a destinação dos resíduos, não vê problemas em enterrar seu lixo em outros municípios.

O Mogi News procurou o prefeito para falar sobre os planos da Prefeitura para a destinação do lixo, além as ações previstas na licitação milionária. Em razão de vários compromissos externos de Bertaiolli, a Coordenadoria de Comunicação escalou os secretários de Meio Ambiente, Romildo de Pinho Campello, e de Serviços Urbanos, Nilmar de Cássia Ferreira, para falar do assunto. O secretário Campello destacou que uma das maiores novidades do edital que está à disposição das empresas interessadas em substituir a Stralu é a determinação para que a futura concessionária (a Stralu também poderá participar do processo) implante seis ecopontos e mais uma usina de triagem de lixo: “Esses investimentos terão de ser feitos pela empresa que vencer a concorrência ainda na fase inicial do contrato. Com os pontos para entrega de materiais recicláveis, podas de árvores, restos da construção civil e outros produtos, a coleta seletiva será ampliada de forma bastante significativa e, com isso, vamos reduzir a quantidade de lixo a ser levada para aterro”, ressaltou o secretário de Meio Ambiente.

Campello acrescentou que a Prefeitura e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente mantêm grupos de estudos que avaliam possíveis alternativas para o tratamento do lixo sem a necessidade de enterrar os resíduos. A administração, entretanto, não possui ainda um projeto para implantação em seu território qualquer tipo de procedimento que elimine a exportação do lixo. O secretário Nilmar, por seu lado, informou que, entre 2005 e 2008, a Prefeitura investiu pouco mais de R$ 37 milhões na coleta e destinação do lixo de Mogi. Desse valor, R$ 12 milhões foram utilizados para enterrar o lixo em Itaquá.

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