Ministro confirma que Correios poderão investir em trem-bala

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta sexta-feira que os Correios poderão investir recursos na construção do trem de alta velocidade, inclusive investindo recursos no empreendimento. “Os Correios querem ajudar na construção do trem, mas também reservar um espaço para transportar as suas entregas no trecho. A empresa pode entrar participando junto com algum consórcio que vai construir e até investir dinheiro para ajudar a construir e, o que é melhor, comprar a capacidade de transporte, o que vai dar receita para o trem e ajudar a baratear a construção”, disse Paulo Bernardo, durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.

Segundo Bernardo, atualmente os Correios transportam cerca de 450 caminhões de cargas por dia entre São Paulo e Rio de Janeiro, o mesmo trecho pelo qual o trem de alta velocidade irá transitar. Ele afirmou que a utilização do trem poderá tornar esse transporte mais rápido e seguro. “Evita acidente, desobstrui a pista e colabora com o meio ambiente.”

Ontem, os Correios já haviam informado que existe interesse da empresa em entrar no empreendimento. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou nota oficial dizendo que a participação dos Correios é uma decisão empresarial e que não há intenção de alterar o edital e a data do leilão, previsto para o dia 29 de abril. O trem de alta velocidade irá ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O custo estimado do empreendimento, que deve estar concluído em 2015, é de R$ 33 bilhões.

Entenda
O trem de alta velocidade (TAV), conhecido como trem-bala, é um projeto do governo federal que ligaria o Rio de Janeiro a Campinas, passando por São Paulo. A princípio, o trem seria usado para complementar a infraestrutura de transportes do País e ajudar na locomoção durante a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016. Contudo, após atrasos para elaboração do projeto, reclamações, tanto por parte do Ministério Público quanto de empresas privadas sobre a viabilidade do projeto, o governo já descarta a utilização da estrutura mesmo em 2016.

A primeira ideia do governo, apresentada em 2007 dentro das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), era de que a construção da linha do trem-bala começaria em 2008. O plano era que o trem saísse da Central do Brasil, no Rio, e passasse pela Estação da Luz, em São Paulo e chegasse ao aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Em 2008 o governo federal já considerou a possibilidade de fazer a licitação para exploração da estrutura só no 1º semestre de 2009. Àquela altura, o trem-bala era orçado em US$ 9 bilhões.

Em 2009, o governo anunciou a intenção de incluir paradas para o trem-bala no trajeto entre o Rio e São Paulo. As estações seriam localizadas em Campinas, no aeroporto internacional de Guarulhos e em São José dos Campos. Nesta mesma época, a previsão era de que a concessão fosse realizada em setembro de 2009 e as obras começassem no segundo semestre de 2010.

No começo de 2010, depois de atrasos nos estudos sobre o traçado, a operação e os custos do trem-bala brasileiro, o Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estimou para o dia 2 de maio o leilão do projeto.

Em março, o governo anunciou planos de incluir extensões do projeto para Belo Horizonte e Curitiba. Em julho, mais um adiamento: a licitação ficou marcada para novembro.

Às vésperas da licitação, o projeto foi questionado pelo Ministério Público, que pediu a suspensão do processo. Um dos problemas apontados pelo órgão foi a imprecisão da estimativa de custos da implantação do trem, orçado em R$ 34 bilhões – aumento de 100% em comparação com a estimativa de custo de R$ 17 bilhões apresentada há três anos.

Segundo dados de um estudo de uma consultoria inglesa, encomendado pelo governo, a ligação entre Rio de Janeiro e São Paulo seria feita pelo trem-bala em 93 minutos. O trajeto de cerca de 511 km do projeto do TAV envolve as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro e velocidade máxima de 350 km/h. O percurso atravessa terrenos com obstáculos naturais e vai exigir 91 km de túneis e 108 km de pontes. Segundo o BNDES, o TAV deverá transportar, inicialmente, 32 milhões de passageiros por ano e gerar receitas totais de mais de R$ 2 bilhões anuais. O prazo de implantação previsto é de seis anos e a tarifa máxima para o bilhete básico seria de R$ 246.

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