Minas fecha 2010 em ritmo de crescimento forte e atração recorde de investimentos

Minas Gerais está fechando 2010 registrando um forte ritmo de crescimento, segundo diversos indicadores, e atração recorde de investimentos em diversas cadeias produtivas que irão repercutir positivamente nos próximos anos com ampliação dos níveis de emprego e renda e grandes melhorias para o conjunto da sociedade.A informação é do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, ao avaliar os bons resultados colhidos ao longo dos últimos anos, especialmente após a crise financeira internacional. O Estado soube tirar proveito da situação passando pela recessão mundial sem maiores turbulências, diz. “Graças a ações enérgicas adotadas lá atrás, ainda no primeiro Governo Aécio Neves, e consolidadas na gestão Anastasia, Minas construiu um excelente ambiente de negócios e em parceria com a iniciativa privada avançou rapidamente”, frisou o secretário Sergio Barroso. Lembrou que Minas conta com boa infraestrutura e logística, mão-de-obra qualificada, abundência de matérias primas, mercado em expansão, grande oferta de terrenos para a implantação de distritos industriais e condições excepcionais de clima e solo para o desenvolvimento de várias culturas.O secretário observou, porém, que a participação do Governo Federal neste processo de crescimento econômico de Minas precisa ocorrer de forma mais objetiva e transparente, o que não tem acontecido até aqui, atendendo as grandes demandas do Estado e dos municípios, especialmente na área dos transportes terrestre e aeroportuário. “Se o Governo Federal não puder ajudar Minas Gerais, que pelo menos não atrapalhe o Estado em suas tratativas com as empresas, lançando mão de artifícios danosos, como a concessão indiscriminada e a toque de caixa de incentivos ao melhor estilo da guerra fiscal que todos nós condenamos. Definitivamente, não podemos concorrer com o Tesouro Nacional. A sociedade deseja que o Congresso faça já uma profunda reforma tributária para corrigir as desigualdades e distribuir melhor a renda nacional”, arrematou Barroso.

BOAS PERSPECTIVAS – Entre os fatores responsáveis pelas boas perspectivas para a economia mineira, aparece, por exemplo, o comércio externo. O ano de 2010 foi um grande ano para o comércio exterior. Assim como as exportações, que deverão atingir entre os US$ 30,5 bilhões e os US$ 31 bilhões, as importações também vão registrar recorde e ultrapassar os US$ 10 bilhões, em um demonstrativo claro que os efeitos da crise mundial de 2008 já foram completamente dissipados do cenário, disse.

Embora o carro-chefe das exportações continue sendo o minério de ferro, as commodities agrícolas – café, açúcar e celulose – ganharam destaque e têm sido responsáveis pela diversificação da pauta. Juntamente com a abertura de novos mercados no Oriente Médio e na África, elas favoreceram o comércio exterior de Minas Gerais, enfatizou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico lembrou que a África abriu um novo filão para Minas através da cadeia de fornecimento da construção civil e alimentos. “Angola tem uma das três pautas mais diversificadas. Apenas o país importa mais de mil itens, principalmente de construção, incluindo empresas de engenharia. Por outro lado, a importação de frutas veio para consolidar o Projeto Jaíba como polo exportador”.

“Trata-se de um novo tempo para o Jaíba. Os produtores da região já estão oficializando a criação da Cooperativa Central Jai, o que significa um passo muito importante para aumentar as exportações diretas de frutas, o que, ao lado da certificação para o mercado externo, confirma o surgimento de um polo importante no Estado”, acrescentou Sergio Barroso.

Ele assinalou que o crescimento das exportações de commodities agrícolas é o resultado mais facilmente percebido do esforço e dos investimentos dos últimos anos do Governo de Minas para a implantação de usinas de açúcar e álcool no Estado. O crescimento das exportações de açúcar só demonstra a maturação dos investimentos em novas usinas em diversas regiões, frisou.

O esforço exportador alcançado até novembro pode ser percebido claramente na participação estadual na balança comercial brasileira. Dos 10,3% de 2003, esta participação saltou para 15,3% em 2010. O crescimento tem sido consistente e acima da média nacional. Enquanto neste ano o crescimento das exportações do Brasil foi de 30,7%, o de São Paulo 24,2%, o de Minas Gerais foi de 57,2%.

Sergio Barroso explicou que, para diversificar a pauta, Minas Gerais criou o maior programa para apoiar as empresas na área de exportação do país. São várias ações, desde a orientação ao empresário e ao extensionismo, à adequação tecnológica até a promoção comercial através de feiras e rodadas internacionais, como a própria Superminas, realizada anualmente em Belo Horizonte.

Somente em 2010 mais de 1.500 empresas foram beneficiadas por estas ações através de vários programas, sem falar que a Central Exportaminas, responsável pelo esforço, se destaca como unidade de referência no país na política de comércio exterior. Minas, inclusive, é o único Estado que dispõe de uma estratégia de longo prazo, que é o Mapa Estratégico para 2030, reconhecido pelo Governo Federal como um bom instrumento de comércio externo.

Caracterizada como área de livre comércio com o exterior destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados lá fora, a implantação da Zona de Processamento das Exportações (ZPE) de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, é considerada pelo secretário Sergio Barroso de importância estratégica.

Segundo o secretário, “a China e outros países asiáticos descobriram há alguns anos que as ZPEs são uma das melhores opções para incrementar o comércio externo. Por isso, a China é o que é hoje, uma das maiores economias do planeta”. A ZPE de Teófilo Otoni demorou 11 anos para ser homologada pelo Governo Federal e, por isso, chegou a hora de o Estado aproveitar a oportunidade para torná-la operacional. Ele explicou que a ZPE de Teófilo Otoni é fundamental para promover o crescimento econômico de regiões de baixo dinamismo como o Vale do Mucuri.

As empresas que ali se instalarem poderão utilizar a ZPE para alcançar o comércio exterior desfrutando de benefícios fiscais, inclusive, isenção total de impostos nos produtos destinados a exportação. “E não é necessário produzir dentro da zona de processamento. A empresa poderá desenvolver seu produto fora do perímetro da ZPE, concluindo o seu processamento neste espaço, desfrutando, assim, dos estímulos previstos em lei”, destacou.

POLÍTICA INTERNACIONAL – Na área de política internacional, 2010 foi um ano bem sucedido para a política de inserção do Estado em diferentes mercados mundiais. O Programa Jovens Mineiros realizou três edições. Uma com a capacitação de 15 italianos em Minas Gerais e 21 universitários mineiros na Itália, no setor de biocombustíveis, e de 20 jovens servidores em Cingapura, no setor público.

Essas ações, em geral, são direcionadas à captação de recursos para execução de projetos e para descentralização da atividade de internacionalização em cidades polo. Além do estreitamento de laços, o Programa cumpre agenda técnica importante como “ponto de partida” para desencadeamento de negociações para atração de investimento e missões internacionais.

No início de 2010, o Governo de Minas iniciou projeto com financiamento do Banco Mundial (Bird) destinado a estudar as principais deficiências para o ingresso do Jaíba de forma vigorosa no mercado internacional. Conhecer as oportunidades externas, bem como sua promoção e divulgação, criar a infraestrutura logística que permita uma cadeia eficiente para o transporte de produtos perecíveis com o objetivo de exportação e por meio da participação em feiras pelo mundo foram ações que resultaram no aumento das exportações.

Já o Banco Intermaericano de Desenvolvimento (BID) aprovou a liberação de um empréstimo no valor de US$ 137 milhões para Minas Gerais com o objetivo de promover melhorias na sua infraestrutura e logística de transporte a fim de estimular a competitividade e acelerar o desenvolvimento em regiões menos favorecidas. As obras incluíram a recuperação, modernização e manutenção de rodovias, pavimentação de estradas de acesso a pequenos municípios e medidas de segurança viária.

O Governo de Minas vem usando o empréstimo do BID para financiar quatro áreas de atividade: Proacesso, programa criado para expandir o acesso a municípios com baixos indicadores de desenvolvimento humano aos sistemas rodoviários federal e estadual, pavimentando as estradas de acesso, o PROMG, programa que visa recuperar e manter as estradas pavimentadas existentes, PROSEG, que objetiva aumentar a capacidade e a segurança dos principais corredores de transporte rodoviário, além de um programa de fortalecimento institucional voltado a otimizar a mobilidade urbana na área metropolitana de Belo Horizonte. Os municípios com estradas de acesso pavimentadas devem aumentar de 86,2% para 93% e os contratos de recuperação e manutenção devem subir de 31% para 42%. O que se espera é que o programa aumente a competitividade das indústrias.

NOVOS INVESTIMENTOS – O secretário chamou a atenção para a política de desenvolvimento que o Estado está executando. “Estamos não apenas trabalhando na atração de investimentos, mas agregando valor à economia”, esclareceu, para acrescentar que “o Governo de Minas decidiu adotar novas estratégias para ampliar a competitividade. Para tal lançou ações como a promoção de investimentos orientados para agregação de valor e aumento do conteúdo tecnológico. Também está investindo no fortalecimento da competitividade das empresas e dos Arranjos Produtivos Locais (APLs).

Essa política contribuiu para que o Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI), vinculado à SEDE, pudesse contabilizar o recorde na atração de investimentos privados da ordem de R$ 53,051 bilhões distribuídos por diversas cadeias produtiva apenas em 2010, como mineração, siderurgia, bioenergia, têxtil, calçados, papel e celulose, gerando aproximadamente 73 mil empregos diretos e mais de 150 mil empregos indiretos.

Já como resultado de ações de longo prazo na atração de investimentos para tradicionais cadeias produtivas, como mineração, siderurgia, bioenergia, têxtil, calçados, papelão, celulose, embalagens e alimentos, entre outras, os projetos em fase de implantação e avaliação de impactos ambientais, integrantes da carteira do INDI, totalizam inversões superiores a R$ 257 bilhões para o período 2003/2010 sendo responsáveis pela geração de 521.277 empregos diretos. Tais projetos são estratégicos do ponto de vista de agregação de valor e diversificação da base produtiva de Minas Gerais em futuro próximo. Isso demonstra a pujança da economia mineira, afirmou o secretário.

O fomento às atividades econômicas tem como um dos seus principais objetivos o incremento do nível de emprego, uma das grandes metas do novo governo, a partir de 2011, bem como a redução das desigualdades regionais e sociais. O ano de 2011 será iniciado com uma carteira de novos investimentos da ordem de R$ 31,47 bilhões, distribuídos em 190 novos projetos, conforme dados fornecidos pelo INDI, demonstrando, dessa forma, o vigor da economia do Estado, que deverá continuar crescendo acima da média nacional devendo alcançar, em futuro não muito distante, o segundo lugar no ranking nacional.

Um dos maiores instrumentos de fomento, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) desembolsou durante o ano de 2010 um total de R$ 1,3 bilhão atingindo 5.437 clientes, desde pequenos empreendedores e produtores rurais até grandes empresas e o setor público. Este valor representa um crescimento de 25% sobre os recursos liberados em 2009. Já o número de clientes contemplados pela instituição apresentou uma expansão de 27% em todas regiões mineiras.

PROJETOS DIVERSIFICADOS – Apenas para que se tenha uma idéia dos desdobramentos desses números, o secretário citou que grandes projetos de expansão da indústria extrativa totalizam investimentos de R$ 34,286 bilhões em 2010, com a geração de 29 mil empregos diretos e 72 mil empregos indiretos. Destacam-se nesse setor os empreendimentos da Vale, com investimentos de R$ 9,5 bilhões na execução dos projetos Apolo, Itabira e Vargem Grande, que prevêem implantação e expansão de minas e usinas de beneficiamento de minério de ferro em Itabira, Itabirito, Barão de Cocais, Caeté, Raposos, Rio Acima e Santa Bárbara, além dos empreendimentos da Samarco, com investimentos de R$ 2,457 bilhões e da Ferrous com R$ 9,113 bilhões.

O secretário Sergio Barroso chamou a atenção para a nova fronteira mineral que está surgindo no Norte de Minas. Novas perspectivas para o setor estimam inversões de R$ 6,8 bilhões naquela região até 2014. O Consórcio Novo Horizonte vai aplicar R$ 3,6 bilhões em Salinas e Grão Mogol e a Sul-Americana de Metais, da Divisão Votorantim Novos Negócios, investirá R$ 3,2 bilhões na mesma região. Essas reservas estão estimadas em cerca de 12 bilhões de toneladas de minério de ferro.

Também o setor de siderurgia atraiu em 2010 grandes projetos com vistas a agregação de valor, umas das premissas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Destacam-se a Ferrous com investimentos de R$ 8,828 bilhões na Zona da Mata, o empreendimento da Gerdau Açominas com R$ 1,713 bilhão e da ArcelorMittal com investimentos de R$ 2,449 bilhões, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e Zona da Mata.

No setor aeronáutico destaca-se a expansão da Helibras em Pouso Alegre, para fabricação do modelo de helicópteros EC 725, que atenderá as Forças Armadas brasileiras e também outros mercados da América do Sul e da África. O investimento na expansão soma R$ 420 milhões. A empresa vai duplicar a capacidade de produção e dobrar também o número de empregos diretos, passando de 300 para 600.

A atração de investimentos para o setor de alimentos foi bastante expressiva no ano de 2010 com R$ 562 milhões e geração de 2.569 empregos diretos e 8.628 empregos indiretos. Destacam-se os empreendimentos da Danone em Jacutinga, com a produção de água mineral, da Unilever em Pouso Alegre, com a produção de bebidas a base de soja, caldos e sopas e a Itambé, com investimentos da ordem de R$ 100 milhões em Pará de Minas para produção de leite longa vida, creme de leite, queijos e requeijão.

Ainda no setor de alimentos vale mencionar o importante pólo chocolateiro que surgiu no Sul de Minas, com a implantação de projetos de dois conceituados fabricantes de chocolates: Barry Callebaut, para produção de chocolate ao leite, amargo e branco, mediante investimentos de R$ 50 milhões, e a Kopenhagen, para produção de chocolates, bombons, caramelos, panetones e outros produtos de confeitaria industrial, mediante investimentos de R$ 36 milhões.

INFRAESTRUTURA – Além disso, desde o primeiro ano do Governo Aécio Neves, foram executados projetos de melhoria e expansão da infraestrutura nas áreas de energia, telecomunicações e transportes, disse ainda o secretário, ao mencionar a ampliação da rede de gasodutos.

A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) já conta com 870 quilômetros de dutos interligando diversas regiões aos grandes centros industriais. “Neste ano, inauguramos o Gasoduto do Vale do Aço, levando o energético da região Central até Belo Oriente, na entrada do Vale do Rio Doce. A meta é estender o gasoduto até Governador Valadares, em futuro muito próximo, a fim de dar suporte a vários projetos que esperamos ver implantados naquela região”.

O secretário Sergio Barroso lembrou que já está pronto para ser assinado o protocolo de intenções entre o Governo de Minas, por meio da Cemig, com a Petrobras, que prevê a aplicação de R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 4 bilhões pela estatal federal na construção de uma fábrica de amônia em Uberaba e R$ 600 milhões pela Cemig na construção de um gasoduto, a partir de São Carlos até o Triângulo Mineiro. O Gasoduto do Triângulo vai alterar significativamente o perfil socioeconômico da região, substituindo a importação de fertilizantes.

BACIA DO SÃO FRANCISCO – Outro fato destacado pelo secretário Sergio Barroso foi a descoberta de gás natural na Bacia do São Francisco, anunciada oficialmente pelo governador Antônio Anastasia, e que tem a participação do Estado em um dos blocos. O consórcio formado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG – 49%) e as empresas Orteng Engenharia (30%), Imetame Energia (10%) e Delp Engenharia (11%) detectou o gás no bloco 132 da bacia do rio São Francisco para exploração comercial.

O secretário observou tratar-se da primeira descoberta de gás em Minas Gerais, depois de quase 30 anos de estudos e prospecções. Os trabalhos de perfuração das áreas promissoras para exploração de gás natural ocorreram em Morada Nova de Minas, Região Central do Estado, e tiveram início em julho. O gás foi encontrado em um poço pioneiro a 1.440 metros de profundidade, alvo secundário para o consórcio, que continuou a perfuração e alcançou 2.500 metros. As reservas da região do São Francisco foram estimadas em grandes proporções por empresas especializadas, o que vai contribuir para a redenção econômica daquele parte do território mineiro.

ENERGIA – Ainda no campo da energia, o secretário Sérgio Barroso acentuou que no decorrer de 2010 houve um aumento significativo da participação das chamadas fontes alternativas na matriz energética mineira, Além do gás natural, a perspectiva é de ampliação crescente do uso de biocombustíveis, com destaque para o etanol, bagaço de cana, carvão vegetal e a geração a partir da incineração de resíduos sólidos urbanos.

Já foi elaborado o planejamento energético e ambiental através da criação do Plano Estadual de Energia 2030, que tem por objetivo promover o desenvolvimento socioeconômico lastreado em uma matriz energética mais limpa, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa. Do total da demanda estadual de energia, 53,1% referem-se às fontes renováveis de energia. Lenha e seus derivados possuem significativa participação de 48,8%.

O secretário lembrou que Minas Gerais é o Estado com maior número de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em operação no Brasil e com grande potencial a instalar. São 94 PCHs em funcionamento com potência instalada de 667,7 MW, representando o equivalente a 3,52% do total de 300 empreendimentos (PCHs, UHEs, CGHs, UTEs e EOLs) para geração de energia elétrica que totalizam 18.966 MW de potência instalada no Estado. Dez PCHs estão em construção com potência de 115,07 MW e outras 32 PCHs estão autorizadas.

Já o programa de universalização de eletrificação rural “Luz para Todos” instituído em 2003, pelo Governo Federal, com o objetivo de levar energia elétrica para mais de 12 milhões de pessoas na área rural em todo o Brasil teve uma meta inicial na Cemig de 105 mil ligações ultrapassada. O programa foi ampliado e já levou energia elétrica a 190 mil domicílios e estabelecimentos localizados em áreas rurais de Minas Gerais apenas na fase I. A partir da fase II, iniciada em 2008, já foram ligados mais 28.103 domicílios rurais, alcançando o total, acrescentadas as fases I e II, de 218.103 ligações no Estado.

Na primeira etapa do “Luz para Todos” foram investidos R$ 1,7 bilhão. O Governo de Minas e a Cemig participaram com R$ 1,36 bilhão (78,85%), sendo R$ 873,9 milhões em aporte próprio da Cemig e R$ 305,7 milhões em recursos emprestados pela Eletrobrás, que serão integralmente pagos pela estatal mineira, e R$ 160,8 milhões de isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de renúncia de receita feita pelo Estado. O Governo Federal participou com R$ 359,6 milhões (21,15%).

Na segunda etapa do programa, em andamento, serão feitas 55.000 ligações até dezembro de 2010. Já foram ligados 28.103 domicílios rurais. As participações financeiras são: Governo Federal com R$ 173,4 milhões, representado 35,4%, e o Governo de Minas e Cemig D com R$ 317,2 milhões, representando 64,6%.

A importância do desenvolvimento de fontes alternativas e limpas foi destacada pelo secretário que o Norte de Minas, ao longo da Serra do Espinhaço, é a região com maior p. Assim, através do Atlas Eólico de Minas Gerais, elaborado pela Cemig, constatou-se que o potencial do Estado para a geração de energia eólica chega a 40 gigawatts (GW), a uma altura de 100 metros do solo. O Triângulo Mineiro também apresenta boas condições para a instalação de parques eólicos. O potencial de 40 GW é 3,5 vezes maior do que a capacidade da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que será construída no Pará, e 2,7 vezes maior que a Usina de Itaipu. A grande vantagem é que a energia eólica não emite gases, não gera resíduos e tem impacto ambiental bem menor do que outras matrizes energéticas.

O Atlas tem o objetivo de orientar empreendedores e investidores interessados em energia eólica. A Cemig já está realizando estudos, em parceria com a empresa portuguesa EDP, para a instalação de um parque em Minas Gerais, e está aberta para firmar novas parcerias com a iniciativa privada.A Cemig foi a primeira empresa brasileira a operar usinas eólicas, com a construção da Usina Morro do Camelinho, na cidade mineira de Gouveia, em 1994. Essa usina também foi a primeira a fornecer energia eólica para o sistema elétrico nacional. Tem quatro geradores com 250 kW de potência em cada e, atualmente, funciona parcialmente com três máquinas.

Em 2009, a Cemig, em parceria com a empresa IMPSA, líder latino-americana em energias renováveis, investiu na aquisição de três parques eólicos no Ceará com capacidade instalada de 99,6 MW. Em agosto, foi inaugurado o primeiro deles – o Parque Eólico de Praias de Parajuru, com extensão de 325 hectares e 19 aerogeradores, totalizando 28,5 MW.

MODAL AÉREO – Importante ressaltar ainda o incremento dos programas de educação e qualificação, com a capacitação de profissionais aptos a trabalhar com as novas tecnologias. É o caso, por exemplo, do Centro de Capacitação Aeroespacial, que pretendemos implementar em Lagoa Santa, a fim de treinar pessoal especializado em aeronáutica e aviação.

O secretário assinalou, também, que as obras do Aeroporto Industrial, construído no sítio do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), estão em fase final e o edital de licitação para seleção do operador logístico foi lançado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em 23 de novembro passado. O AI vai proporcionar a instalação de empresas de alta tecnologia, que ali produzirão diversos itens demandados pela chamada Nova Economia, de elevado valor agregado e destinado a exportação, desfrutando de regime especial de tributação.

Em relação ao AITN, já foi feita a revisão do plano diretor do aeroporto, que ultrapassou a capacidade nominal do terminal de passageiros e pátio de aeronaves, devendo encerrar o ano com cerca de 7,5 milhões de passageiros, registrando uma das maiores taxas de crescimento do país. Uma parceria entre a Infraero e o Governo de Minas foi firmada para conclusão do anteprojeto do segundo terminal de passageiros no AITN. O lançamento da licitação dos projetos básico e executivo está previsto para o primeiro trimestre de 2011. A capacidade do AITN passará, então, de 8 milhões para 18 milhões de passageiros/ano.

Ainda no decorrer de 2010, contudo, houve um grande incremento dos vôos internacionais no AITN, beneficiando nada menos do que 250 mil mineiros, com partidas diretas para a América Central, Estados Unidos e Europa. Foi também iniciado mais um vôo Belo Horizonte – Miami pela TAM.

PARCERIAS IMPORTANTES – No âmbito do Projeto Estruturador Parcerias para Provisão de Serviços de Interesse Público, 2010 foi marcado pela consolidação de projetos iniciados anteriormente. As ações mais visíveis em curso são a reforma do Mineirão e a exploração de prédios do governo desocupados com a mudança para a Cidade Administrativa.

Outras iniciativas relevantes envolveram a realização de Procedimento de Manifestação de Interesse para o desenvolvimento de projeto de implantação e operação de infraestura para tratamento de resíduos sólidos no Estado, como cogeração de energia elétrica, projeto de concessão administrativa para implantação e operação de seis Unidades de Atendimento Integrado e o desenvolvimento do projeto de Parceria Público-privada para implantação da rede viária do entorno da Cidade Administrativa.

O segundo eixo de atuação foi a gestão do conhecimento, tendo o Estado promovido diversos eventos de capacitação com destaque para promoção do curso sobre regulação de infraestrutura, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Foram ainda realizados workshops sobre temas específicos, contribuindo para a consolidação do modelo de gestão em rede do Programa de PPP do Estado.

O terceiro eixo envolveu a elaboração de estudos para construção de um modelo de regulação de contratos de PPP e de concessão, garantindo o aprimoramento da capacidade governamental de regular e acompanhar contratos de PPP e de Concessão. Além dessas iniciativas, em 2010 foram consolidados os seguintes trabalhos: na área rodoviária estão em fase de projeto, licitação e obras em andamento e concluídas mais de 1 mil quilômetros, entre eles a concessão patrocinada da Rodovia MG-050. Após o terceiro ano de vigência contratual desta importante rodovia de integração de Minas com o interior paulista, vem sendo mantido o ritmo de realização de intervenções e investimentos.

Outra ação refere-se ao contrato de concessão administrativa para construção e gestão de um Complexo Penal que começou a ser implementado na Grande BH. Com investimentos estimados, para os próximos anos, em cerca de R$ 180 milhões, o projeto viabilizará a criação de 3.040 vagas prisionais, sendo os serviços prestados por meio do contrato de PPP focados na ressocialização dos sentenciados.

AGENDA ESTRATÉGICA – O secretário Sergio Barroso lembrou, finalmente, que Minas Gerais possui uma Agenda Estratégica de Desenvolvimento Econômico, elaborada pela SEDE, que propõe grandes escolhas e prioridades e indica o que não deve deixar de ser feito para manter e acelerar o crescimento econômico.

Ele explicou, em linhas gerais, que a visão de futuro para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais para 2015 consiste em uma economia dinâmica, diversificada e competitiva, com crescimento econômico sustentável, inclusivo e maior participação relativa na formação do PIB nacional.

Para atingir este objetivo foram estabelecidas algumas linhas de atuação como o aumento da competitividade e o valor agregado dos produtos mineiros, ampliação da inserção de Minas na nova Economia, diversificando e consolidando a matriz produtiva atual, maior dinamismo e competitividade para os negócios nas diferentes regiões do estado e ampliação e diversificação da infraestrutura. Isso exige continuidade de ações, o que deverá ocorrer a partir de 2011, e sintonia fina entre todos os membros do governo, concluiu.

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