Miguel deve convocar coletiva para explicar licitação da ponte do Madeira

O diretor nacional de planejamento e pesquisa do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte (Dnit), Miguel de Souza, anda às “turras” com o deputado federal Lindomar Garçom (PV).

O motivo da desavença é que Garçom jogou luz na polêmica licitação da ponte do Rio Madeira e antecipou a notícia de que a empresa M.Martins seria a vencedora, antes mesmo que os envelopes referentes ao certame fossem abertos. E esta venceu mesmo.

Por conta disso e para evitar o contato com o representante de Rondônia na Câmara Federal, segundo uma fonte, Miguel até teria excluído o número do celular de Garçon de sua agenda telefônica.

Ainda conforme essa mesma fonte a ira de Miguel é tão grande que, quando vai aos refinados restaurantes de Brasília, não aceita, sob qualquer hipótese, ser atendido por um garçom. Em tom solene, exige a presença de um “maitre”.

O assunto, de tão grave importância, chegou ao conhecimento do Ministério Público Federal, que, segundo apurou o Rondonotícias, já requisitou todo o processo para análise e deve ir à forra, se houver alguma irregularidade.

Os procuradores querem saber,”tim-tim por tim-tim”, se houve mesmo a chamada “carta marcada” na licitação, crime tão comum nos dias atuais. E, também, como o deputado Lindomar Garçom teve acesso à informação privilegiada, de vez que os envelopes ainda estavam lacrados e, ao que se sabe, o deputado até então não havia demonstrado seu dom de clarividência.

Em vista da confusão, Miguel de Souza se viu acuado e deve desembarcar neste final de semana em Porto Velho, onde convocará coletiva para explicar que não tem nada a ver com o processo, muitos menos com a suspeita de que, futuramente, venha a ser beneficiado com recursos dessa obra, na campanha pretende disputar à Câmara Federal.

Se Miguel de Souza vier a ser acusado formalmente como responsável por esse episódio, será a primeira vez, tendo em vista que, como deputado federal e vice-governador, teve sempre uma conduta ilibada, principalmente na defesa dos interesses de Rondônia.

O certo é que dada às premonições e a clarividência de Garçom, demonstradas apenas agora, ele tem faturado politicamente, sem contar o tanto de requisições que vem recebendo para dar palestras sobre o assunto.

Porém, ainda no início deste episódio, uma coisa ficou já ficou patente: nas antesalas das comissões de licitação feitas em Brasília, Garçom não é mais bem vindo. Há quem afirme que corruptos fogem dele como o diabo da cruz. Mas esse é outro assunto, pois ainda há muita água para rolar por debaixo da ponte.

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