Mercado brasileiro é importador de tecnologia, destaca artigo do Ipea.

Mônica Tavares

No terceiro artigo do Ipea, “Diferenças de escala no mercado de equipamentos de telecomunicações”, os autores Luis Claudio Kubota, Edson Domingues e Daniele Nogueira Milani destacam que o mercado brasileiro é seguidor da tecnologia internacional, importando tecnologia. A escala de operações das firmas brasileiras é muito reduzida em relação às estrangeiras em nosso próprio mercado. Os atores demonstram ainda que atualmente os grandes fabricantes de equipamentos são os grandes players internacionais, embora British Telecom e a NTT ainda façam grandes investimentos em P&D.

– Para ser um grande player neste setor é preciso investir muito em P&D – disse ele.

O mercado europeu, que já é maduro, tem uma cooperação entre operadoras e fabricantes e olha o mercado a longo prazo, de 7 a 8 anos. Já o mercado brasileiro a preocupação é sempre com o curto prazo. Aqui, segundo Kubota, se olha o que deu certo e se implanta a tecnologia com atraso.

A escala de operações das firmas brasileiras é muito reduzida em relação as estrangeiras em nosso próprio mercado, disse o pesquisador.

A receita das empresas do setor de telecomunicações estrangeiras no país em 2005 foi de R$ 15 bilhões e das nacionais de R$ 1 bilhão, valores já atualizados pelo IPCA para 2009.

O trabalho “Compras Governamentais: Análise de aspectos da demanda pública por equipamentos de telecomunicações”, de autoria de Rodrigo Abdalla e João Maria de Oliveira, destaca que nos próximos anos, as compras da administração pública, em particular das Forças Armadas, da Petrobras e os investimentos da Telebrás poderão ser utilizados de forma mais efetiva neste campo.

As compras públicas, segundo Abdalla, podem ter um papel importante no incentivo a industria, aumento do investimento em P& D e estimulo a inovação, com consequente melhoria na prestação dos serviços.

– Se o governo indica o mapa tecnológico para os próximos anos, as empresas sabem onde deverão investir. A inovação em diferentes modelos precisam ter continuidade – disse Abdalla.

Para ele, a política deve ser voltada para a inovação para torná-las competitivas no mercado, que é a base do setor de telecomunicações.

O co-autor do trabalho, João Maria de Oliveira, disse que pesquisa e desenvolvimento é atividade de risco e de longo prazo. Entre 2007 e 2010, a administração pública investiu R$ 120 milhões, sendo 50% em equipamentos de comunicações, detecção e radiação coerente e 40% em fibras óticas. Ele destacou a importância das Forças das Armadas, que concentrou entre 20% a 30% das compras em sistemas móveis e de satélites para a proteção da Amazônia E nos próximos anos ainda será responsável pela implantação de outros sistemas entre eles o de proteção das fronteiras do país.

Com a Telebrás, alguns nichos importantes também podem ser ocupados, principalmente com as contratações de rede para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Serão realizados pregões para a contratação de R$ 560 milhões para backbone e backhaul (infraestrutura de rede). Além disso, mais R$ 600 milhões de compras da estatal.

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