Mercadante diz que é preciso mudar modelo de gestão da Sabesp.

WAGNER MAGALHÃES
Direto de São Paulo
O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (26), em um debate no Instituto de Engenharia de São Paulo, que é preciso mudar o modelo de gestão da Companhia de Saneamento Básicodo Estado de São Paulo (Sabesp) para que o foco da empresa seja agilizar o investimento em saneamento, abastecimento de água e principalmente tratamento de esgoto no Estado de São Paulo.
“À medida que a preocupação fundamental dela (Sabesp) é a rentabilidade dos seus acionistas, ela perdeu o foco naquilo que é a essência da empresa: alavancar o investimento em saneamento e abastecimento de água. Não basta coletar e cobrar, tem de tratar. Tem de devolver o esgoto tratado e isso é mais caro. O que falta é gestão na Sabesp, no sentido de preservar o seu caráter e interesse públicos e mais eficiência e agilidade em seus investimentos”.
Aos engenheiros, Mercadante citou o exemplo de empresas públicas de capital aberto que têm apresentado bons resultados nos últimos anos sem perder o caráter público.
“Nosso papel é interferir com uma nova política, como fizemos com a Petrobras. Quando nós chegamos no governo, a Petrobras valia US$ 14 bilhões no mercado. Hoje ela vale US$ 270 bilhões. Não sei exatamente como está hoje, mas estava até recentemente. Eles (PSDB) tinham vendido um terço da Petrobras por US$ 5 bilhões, o que hoje é impensável. Mesma coisa fizemos com o Banco do Brasil, que passou a atuar para disputar o mercado de crédito. O setor privado teve de correr atrás. Ambos dão lucro”.
Durante o evento, Mercadante defendeu também que a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (CDHU) seja uma empresa que trabalhe prioritariamente em conjunto com o governo federal, dentro do projeto Minha Casa, Minha Vida.
“É preciso trabalhar principalmente nas áreas ociosas do centro de São Paulo e da grande São Paulo onde já há uma boa infra-estrutura de transporte e de serviços. Até agora, o governo de São Paulo contratou o financimento de menos de 200 casas no programa, o que é muito pouco”, disse.
Segundo Mercadante, a CDHU pode ter um papel importante também na criação de lotes urbanos e na construção de moradias para a população que vive em áreas de risco.
Durante o evento, Mercadante definiu os governos do PSDB em São Paulo como “roda presa”. “Eles não conseguem definir qual é o estádio. Cada dia é uma novela. Não conseguem definir: o estádio é aqui e nós vamos fazer para ter a Copa. Esse tipo de lentidão em São Paulo não pode continuar. Mesmo para o rodoanel, que é uma obra estruturante, necessária, foram 16 anos para fazer a metade e ainda não concluíram. Propriamente a obra não está acabada. Em todas as áreas foi muito lento”.
O candidato também defendeu a mudança na lei de licitações, que está em discussão em Brasília. “É preciso mudar a concepção da lei. Hoje uma empresa ganha uma licitação, quem perdeu vai à Justiça e e tudo não anda. Ela tem de ser modernizada. Se as empresas estão previamente cadastradas, não tem disputa na Justiça”.
Porém, acredita que não haverá votação neste ano. “Ano de eleição não se vota nada”.

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