MEC libera verbas para reforma do Instituto de Química

Danielle Villela

Quase um ano depois do incêndio que atingiu o Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (Ufba) em 21 de março de 2009, o Ministério da Educação (MEC) liberou recursos no valor de R$14 milhões para reforma e requalificação do prédio. O anúncio foi feito em reunião realizada na noite da última quarta-feira, 17, entre o Secretário Executivo do MEC Henrique Paim e representantes da instituição baiana, entre eles o reitor Naomar de Almeida Filho, o vice-reitor Francisco Mesquita e o diretor do Instituto de Química, professor Dirceu Martins.

A verba será liberada em duas parcelas. A primeira, no valor de R$6,5 milhões, deve ser disponibilizada imediatamente, enquanto o restante deverá integrar o orçamento da universidade para 2011. O projeto da reforma prevê total reestruturação dos institutos de Química e Física, que passarão a ser interligados. “O instituto cresceu muito desde que começou a funcionar em 1971. Então esse prédio já não atendia à demanda de laboratórios, muito menos aos itens de segurança necessários”, comenta o diretor Dirceu Martins.

Além da reforma, a verba disponibilizada pelo MEC também será utilizada para a implantação de um sistema de segurança para a área e a construção de um anexo para os laboratórios de graduação, que ficarão separados das pesquisas de pós-graduação. “Vamos ter um complexo que com certeza vai facilitar muito a realização das pesquisas”, afirma Martins. De acordo com nota oficial divulgada nesta quinta-feira, 18, pela Ufba, o processo de licitação das obras será iniciado imediatamente.

Equipamentos – Embora comemore os recursos disponíveis, o diretor destaca que ainda há muito o que recuperar no Instituto de Química. “Temos pesquisas de pós-graduação e iniciação científica que ainda estão paradas desde o incêndio, porque tivemos diversos laboratórios e equipamentos destruídos”, lamenta. O professor conta que os laboratórios do 4º e 5º andares do prédio ainda estão interditados, por conta da fragilidade das estruturas. Com isso, trabalhos nas áreas de Físico-Química e Química Analítica ficam comprometidos.

Segundo Martins, o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) havia prometido verbas para a compra de equipamentos. “Até agora não tivemos respostas, mas vamos continuar batalhando”, promete. Procurada pela reportagem do A TARDE On Line, a assessoria de comunicação social do MCT afirmou não ter informações sobre o assunto.

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