Mauro bate no Governo e evita discutir incentivo fiscal

Ex-aliado, empresário liga Silval a WS e se diz “diferente”; modelo de gestão é a vida profissional

ANTONIELLE COSTA
DA REDAÇÃO

Candidato ao Governo do Estado, o empresário Mauro Mendes (PSB) utilizou parte considerável do seu tempo, durante o primeiro debate eleitoral na televisão, promovido na noite de ontem (12) pela TV Cidade Verde (Band/12), para disparar críticas ao Governo do Estado. O foco era o governador Silval Barbosa (PMDB).

O socialista, no entanto, evitou rebater as acusações sobre um suposto aumento do seu patrimônio pessoal, por conta dos incentivos fiscais que o mesmo Governo do Estado concedeu à sua empresa, a Bimetal, do ramo eletromecânico, com sede em Cuiabá.

Em seu discurso de apresentação, por exemplo, o empresário afirmou que, caso seja eleito governador, terá como desafio fazer com que o crescimento do Estado contemple toda a população.

“Eu não posso dizer que sou o melhor e estou aqui para ser julgado. Mas, me considero diferente dos meus adversários, pelo fato de eles fazerem parte de grupos políticos”, afirmou.

O primeiro ataque à atual gestão ocorreu ao abordar a área de Saúde Pública. Segundo Mauro, o setor está precário, tanto na Capital quanto no interior do Estado. Na réplica, Silval questionou a postura de Mendes, alegando que, em 2008, ele próprio tinha o setor como “modelo”.

“Avalio como estranho os questionamentos sobre a Saúde, pois em 2008, ele [Mauro] apontou o setor como um dos melhores e, agora, mudou de pensamento. As críticas são descabidas, pois investimos muito no setor e vamos investir mais ainda, com a construção do Hospital das Crianças, Metropolitano e ainda do Hospital Universitário, em parceria com o Governo Federal”, afirmou Silval, na réplica.

Mauro foi alvo de críticas por ser considerado capitalista e estar na disputa ao Governo do Estado pregando uma bandeira socialista. Desde 2008, ele vem sendo acusado de ter enriquecido por meio de incentivos fiscais, segundo Marcos Magno (PSOL), Mauro não teria compromisso com o social.

O empresário lembrou do caso que ficou conhecido como “Escândalo dos Maquinários”, com o superfaturamento de R$ 44 milhões, dos R$ 241 milhões utilizados para a aquisição de maquinários pelo Governo do Estado. Mauro ligou o montante dos recursos empregados ao valor destinado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Cuiabá.

O programa foi alvo de Operação Pacenas, deflagrada pela Polícia Federal, em agosto passado. A ação desvendou um esquema que direcionava licitações.

“Coincidentemente, os valores que deveriam ser empregados na compra dos maquinários e na execução do PAC são os mesmos – R$ 241 milhões. Isso mostra que existe uma aproximação dos candidatos [Silval e Wilson]. Mato Grosso precisa de sangue novo”, disse Mauro.

Em seguida, o tucano atacou o socialista, dizendo que tinha em mãos um documento com a transcrição de um grampo telefônico da Polícia Federal, onde Mauro conversa com Anildo Lima Barros – ex-prefeito nomeado de Cuiabá e acusado de fraude na licitação do PAC.

Nas considerações finais, Mauro destacou que em sua gestão irá priorizar a valorização das pessoas, a Educação, a Saúde e a geração de empregos – criando 200 mil novas oportunidades. Segundo ele, continuará trabalhando para o desenvolvimento e crescimento do Estado, “com políticas sérias e melhor aplicação dos recursos públicos”.

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