Marina chega com a missão de fazer o dinheiro render.

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, anunciou, depois de audiência com o presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Henrique Ribeiro, que estão em fase de conclusão os projetos para a licitação de duas passarelas sobre a Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) – uma à altura do Caxito (km 28,5) e outra no trecho de Itapeba….

Igor Müller
igor@gazetadosul.com.br

Atender às demandas dos usuários do SUS sem a necessidade de um aporte ainda maior de recursos é o principal desafio da futura secretária de Saúde de Santa Cruz do Sul. A meta, no entanto, não é nova. Marina Silva Gomes, 53 anos, de Porto Alegre, foi apresentada ontem e já está trabalhando na cidade, embora sua cedência do Estado para o município ainda não tenha sido publicada no Diário Oficial. A expectativa é de que isso aconteça nos próximos dias.

A Saúde é a secretaria que detém o maior orçamento na Prefeitura, mas ainda assim é preciso mais. Da receita total prevista para o ano, que ficará em torno de R$ 175 milhões, pouco mais de 30% irão para a Saúde. É o dobro do percentual exigido legalmente. No começo de 2009 estavam previstos R$ 53 milhões, mas já houve suplementação de recursos. A estimativa é que até dezembro seriam necessários R$ 5 milhões extras, mas essa demanda terá que ser reduzida pela metade, segundo a Secretaria da Fazenda.

“Teremos que trabalhar com os recursos disponíveis. Já me colocaram ao par que se extrapolou a previsão para o ano”, disse a futura secretária. Para resolver essa difícil equação, Marina adiantou que pretende aprimorar a gestão, sem mexer nos serviços. No primeiro semestre do ano uma comissão técnica montada dentro do Comitê Gestor do governo fez uma radiografia da Saúde e constatou que havia um descontrole no setor. Quatro inquéritos civis foram instaurados pelo Ministério Público para apurar possíveis irregularidades. Eles ainda estão tramitando.

INFORMATIZAÇÃO

A principal saída apontada foi a informatização, interligando postos, coordenação e setores como farmácia e central de marcação de consultas. Isso estancaria uma das falhas mais comuns do sistema, que é a possibilidade de um mesmo usuário buscar atendimento em mais de uma unidade no mesmo dia, recebendo medicamentos e sendo encaminhada para exames desnecessários. A Prefeitura identificou casos de pacientes que chegaram a fazer três hemogramas no mesmo dia pelo mesmo motivo.

A futura secretária avalia que por si só a informatização não resolverá os problemas da Saúde, mas “será um grande passo, pois otimiza o trabalho e agiliza o atendimento”. Ela preferiu não arriscar um prazo para o início da implementação do sistema, mas revelou que o edital da licitação está em fase final de elaboração. Servidora de carreira da Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs), Marina pretende ter participação direta na informatização. O sistema custará em torno de R$ 100 mil, segundo cálculos do governo.

A otimização dos recursos incluirá uma revisão geral nas contas da secretaria, trabalho que já foi realizado no começo da administração. As horas-extras também serão atacadas. De janeiro a agosto o pagamento extra a servidores da pasta totalizou R$ 940,2 mil, quase 80% dos gastos com horas-extras de todo o governo nesse período – R$ 1,24 milhão. “Hora-extra tem dois problemas: custa mais que a hora normal e exige mais do servidor, o que reflete diretamente no atendimento”, comentou ela. A secretária apostará, ainda, na busca de recursos junto ao Estado e à União para investimento principalmente em saúde preventiva. “Evitar que as pessoas fiquem doentes ou atacar o problema no começo é melhor para o paciente e mais econômico para o município”, resumiu.

Quem é

Marina Silva Gomes tem 53 anos e vem de Porto Alegre para assumir a Secretaria Municipal de Saúde. Funcionária de carreira da Procergs, é militante do PT desde 1995 e possui mais de dez anos de experiência em saúde pública. De 2003 a 2007 foi gerente de administração do Hospital Cristo Redentor e de 2007 até metade desse ano atuou na direção do Hospital Fêmina. Ambos pertencem ao Grupo Hospitalar Conceição, da Capital, administrado pelo Ministério da Saúde. Também atuou em cursos de gestão na área realizados pelo grupo em parceria com a Fiocruz e estava trabalhando na reformulação do pronto socorro de Canoas quando aceitou o convite para vir para Santa Cruz.

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