Marília vai substituir aterro por usina de queima de lixo.

Edital para seleção de empresa que irá instalar usina deve sair em 15 dias

A secretaria municipal de Serviços Urbanos, de forma conjunta com a secretaria da Administração, definiu que após encerrado o atual aterro sanitário de Marília a cidade partirá para o modelo de usina de desidratação e queima, dando enfim uma saída ecologicamente correta ao lixo gerado no município.

No novo modelo os detritos serão submetidos a um processo de redução e posterior incineração, e o gás gerado será revertido em energia elétrica.

A decisão vai constar no edital de licitação que irá selecionar a empresa que ficará responsável pela instalação da usina e tratamento do lixo, em área anexa a do atual lixão. E a informação do assessor técnico da secretaria de Serviços Urbanos, Nilton Ribeiro, é de que o edital deve ser concluído em março, e ficará a disposição da administração para ser publicado no Diário Oficial.

“O edital é complexo e deve ser completo para não dar margem de erro. É possível que a licitação corra nos próximos meses, mas isso vai depender da decisão da secretaria da Administração”.

Segundo Ribeiro a prefeitura está trabalhando para atender às exigências necessárias à aprovação do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), uma cobrança conjunta do Ministério Público e da Cetesb para o encerramento adequado do atual aterro.

Naoto Ayabe, engenheiro da Cetesb, explica que alguns itens ainda precisam ser cumpridos pela administração municipal, mas avalia que o processo caminha da maneira correta.

Araúna será responsável pela captação do gás metano

Segue em fase final de validação na ONU (Organização das Nações Unidas) o projeto da empresa paulistana Araúna que prevê a instalação de usina para a captação e queima do gás metano gerado pela decomposição do lixo no aterro sanitário de Marília.

A empresa venceu licitação para prestar o serviço em abril de 2008 e caso o município consiga a aprovação do TAC junto a Cetesb e ao MP a projeção é dar início a construção da usina até junho.

O diretor da Araúna, Maurício Maruca, explica que no atual estágio do aterro a possibilidade é de captação e queima de aproximadamente 35 milhões de toneladas do chamado biogás nos próximos sete anos, podendo dobrar dentro dos mesmos níveis. “O gás captado será comercializado no mercado internacional em créditos de carbono e 17,8% da receita gerada será repassada ao município. Além disso o município ganha dando um destino correto ao metano que acabaria poluindo o meio ambiente”.

O investimento da Araúna na usina de Marília será de aproximadamente R$ 9 milhões.

Pneus permanecem amontoados de forma irregular

Com relação as mais de 1.000 toneladas de pneus que permanecem depositados de forma inadequada no aterro, o assessor técnico da secretaria de Serviços Urbanos disse apenas que a situação se deve a morosidade da empresa responsável pela coleta e remessa à reciclagem.

Ribeiro não informa quanto tempo será necessário para a solução do problema, contudo garante que todos os pneus inservíveis agora são encaminhados ao Ecoponto, uma área coberta na zona norte da cidade que foi alugada pelo município para este fim.

Cetesb e Sucen condenaram a situação no lixão, que colabora para a livre proliferação do mosquito da dengue.

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