Licitações para estádios avançam no nordeste.

SÃO PAULO – Faltam poucos dias para terminar o ano e projetos de estádios e infraestrutura urbana para a Copa do Mundo de 2014 começam a sair do papel, principalmente no nordeste, onde há maior necessidade de agilidade nos processos, sendo cada vez maior o interesse de competidores estrangeiros e nacionais para essas licitações milionárias, graças à visibilidade dos eventos aos negócios de infraestrutura esportiva.

Um exemplo que deverá ser disputado é a licitação para escolher quem irá administrar, por meio de parceria público-privada (PPP), os R$ 310 milhões para as obras do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN) – uma das 12 cidades-sedes da Copa 2014. Entre as gigantes estrangeiras que estiveram na cidade para conhecer o projeto estão o grupo português Lusoarenas, do Banco Espírito Santo, as construtoras espanhola Acciona e francesa Bouygues, que fez a construção do Estádio de France, em Paris.

Em Natal, o prazo máximo para que as empresas confirmassem interesse no processo terminou recentemente e nove empresas bateram o martelo, das quais seis são consórcios formados por empresas estrangeiras, além de três empresas nacionais, de acordo com Fernando Fernandes, secretário de Turismo do município e presidente do Comitê para a Copa de 2014 em Natal. Os nomes das empresas serão publicados hoje no Diário Oficial. “Só depois do prévio conhecimento das empresas interessadas é que faremos o processo licitatório”, disse.

A licitação, inicialmente prevista para este ano, deve ocorrer somente em fevereiro, por conta de uma ação judicial, já indeferida, do Ministério Público local, que pedia a paralisação das obras relacionadas à Copa 2014. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) exige que as obras comecem em março do ano que vem, com previsão de entrega até 31 de dezembro de 2012.

Para construir o novo estádio, será necessário demolir o estádio Machadão e ginásio Machadinho, o que deve ocorrer no segundo semestre de 2010. “Estamos avaliando se as empresas interessadas terão condição de atender à proposta econômico-financeira que deverá ser entregue na licitação”, explica o secretário. Um dos pontos é o custo da obra, que deve aumentar até o final da disputa. “Por conta do aumento dos custos da construção até fevereiro, certamente o valor, calculado em janeiro, sofrerá reajuste”, ressaltou Fernandes.

Entre as interessadas, a Lusoarenas é a que está em negociações mais adiantadas com as autoridades do Rio Grande do Norte. Especializada na gestão de estádios e centros de convenções, a empresa geralmente trabalha em parceria com empresas de construção, estruturação financeira. Para o projeto de Natal, a empresa pretende formar um consórcio com a construtora portuguesa Opway.

“Nosso foco é operar o estádio, mas queremos participar desde a formatação do projeto do estádio até a captação de recursos e a atração de outros investidores”, declarou Marco Antônio Herling, vice-presidente da empresa, após participar de reuniões com a governadora do estado Wilma de Faria e a prefeita Micarla de Sousa, há alguns meses.

Atualmente, a empresa desenvolve sete projetos no Brasil para a construção e modernização de estádios. Só em novembro, a empresa anunciou a participação nos projetos para estádios em Salvador (BA) e Recife (PE). Em 2007, a empresa anunciou que pretendia investir 1,2 bilhão de euros no País em cinco anos. No mundo, ela atua em parceria com outros players internacionais, como Global Spectrum, do grupo de telecomunicações Comcast, voltada à sistemas de gestão para a área de eventos e esportes, e ainda o Stadium Capital, que é uma divisão do banco Morgan Stanley.

Bahia

Em Salvador, cidade-sede baiana, correm em paralelo a disputa pela construção de um novo estádio, projeto apresentado mês passado pela Lusoarenas em parceria com os clubes Bahia e Vitória, e a licitação para a reconstrução do estádio Fonte Nova, avaliada em R$ 600 milhões, com financiamento de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A licitação avançou semana passada, com a aprovação das propostas técnica e econômica entregues pelo consórcio Odebrecht/OAS, nesse caso o único participante da disputa. Para operar o estádio, o consórcio apresentou a empresa Stadion Amsterdam, representado pela Arena do Brasil, que possui experiência em gestão e operação de um estádio multifuncional em uma cidade na Holanda.

Caso vença a licitação, o consórcio será responsável pela construção e operação do estádio em regime de PPP, por 35 anos, com possibilidade de renovação do contrato. “Se a proposta da Lusoarenas for viável para a Copa de 2014, inclusive com soluções ambientais, econômica e também aspectos relacionados à mobilidade urbana, o governo do estado interrompe o processo de licitação da Fonte Nova e dará outra destinação àquele equipamento esportivo”, declarou Nilton Vasconcelos, secretário de do Trabalho e Esporte de Salvador.

O consórcio recebeu 81,66 pontos no quesito técnico, que avaliou a experiência em gestão da operação de estádios de futebol ou complexos esportivos; em construção, reconstrução, reforma em estádios; e capacidade de receitas com quotas de patrocínio e venda de eventos. Na econômica, obteve a nota máxima: 100 pontos. O resultado final será divulgado 30 de dezembro e, caso o governo decida levar em frente, as obras devem começar em fevereiro.

Rio 2016

O escritório de arquitetura mineiro BCMF começa a colher frutos do projeto arquitetônico desenvolvido para a apresentação do dossiê da candidatura do Rio de Janeiro às Olimpíadas de 2016. “Estamos envolvidos em dois projetos grandes na África, esperamos crescer 100% em 2010”, disse o sócio Bruno Campos. A empresa foi convidada pelo escritório de arquitetura Gustavo Penna para o estudo conceitual do complexo Mineirão-Mineirinho, mas decidiu sair do processo.

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