Licitação vai definir gestão de aeródromo

O projeto apresentado por empresa prevê reforma da pista de pouso, construção de hotel e resort em área perto de Bariri
Lilian Grasiela
Bariri – Após manifestações contrárias de alguns empresários de Bariri (56 quilômetros de Bauru), que motivaram até mesmo a interrupção de reunião com representantes da prefeitura, a Taip Brasil, empresa de turismo aéreo que atua no interior paulista, obteve do prefeito Rubens Pereira dos Santos (PTB) a garantia de que será aberta licitação para os interessados em administrar o Aeródromo Apparecido Osório da Silva pelo prazo inicial de dez anos. No local, além de reformas na pista de pouso, um pool formado por 22 empresas pretende instalar um hotel e um resort.

O diretor comercial da Taip Brasil, José Roberto Fernandes, explica que o projeto visa preparar a região para receber os turistas que chegarão ao Brasil em 2014, ano em que o país sediará a Copa do Mundo, e 2016, quando serão realizados os Jogos Olímpicos. Segundo ele, a previsão é de que, somente nos próximos quatro anos, o número de estrangeiros em terras brasileiras quintuplique. “Quem é que vai conseguir absorver tudo isso se a gente não criar novos aeródromos?”, questiona.

O diretor conta que o incentivo ao turismo regional passa pelo projeto de reforma do aeródromo.“A gente precisaria do aeródromo, que hoje não tem condição nenhuma de receber pousos e decolagens de aeronaves de pequeno a médio porte. Ele passaria por uma reformulação”, revela. De acordo com ele, durante dois anos, o investimento na área será de aproximadamente R$ 123 milhões. “O aeródromo seria uma consequência do turismo que nós vamos trazer. Temos que melhorar ele para poder trazer os turistas”, diz.

A escolha de Bariri para abrigar esse complexo turístico, segundo Fernandes, deve-se à sua localização estratégica. “É uma cidade que está no meio de dois polos, o calçadista (Jaú) e o do bordado (Ibitinga)”, pontua. Ele ressalta que a Taip Brasil ficaria responsável pela reforma do aeródromo e por intermediar a aquisição de terrenos para que 22 empresas nacionais e estrangeiras, de variados segmentos, possam se instalar na cidade. “É uma rede que vai vir de fora para cá e estaria disposta a investir na cidade para trazer o turista dessa rede”, declara.

Entre as adequações que precisam ser feitas no local estão implantação de asfalto na pista de pouso e decolagem. “Seria feita uma pista de asfalto com saibro número oito. Depois, seria feita a parte toda de hangaragem de concreto, com piso frio vitrificado, e hangares medindo várias áreas, diferenciados uns dos outros, desde 30×30 até 60×60”, explica. “As pessoas que têm hangares no aeródromo, que são apenas quatro, estão resistindo para que não seja oferecido a nós (o espaço). Eles estão criando um empecilho para que a nossa chegada seja barrada”.

Licitação

Apesar das manifestações contrárias de alguns empresários de Bariri, em reunião realizada ontem à tarde na presença de vereadores e representantes dos setores jurídico e de engenharia da prefeitura, o chefe do Executivo se comprometeu a, no prazo máximo de 20 dias, abrir processo licitatório para interessados em administrar o aeródromo. “Vai ser expedido um documento dando a oportunidade de outras pessoas chegarem também para concorrer com a gente”, afirma o diretor da Taip Brasil.

Segundo ele, que acredita na vitória da sua empresa na concorrência pública, a concessão para o uso do aeródromo será válida por dez anos, prorrogáveis por mais dez e, posteriormente por mais vinte anos. Apesar de atraso de 100 dias no cronograma inicial, a expectativa é de que, caso a empresa seja realmente a ganhadora, os documentos para aprovação do projeto por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sejam enviados ao órgão até o final de janeiro de 2011, com previsão de início das obras em agosto ou setembro do mesmo ano.

Fernandes explica que, após a conclusão do complexo turístico voltado ao público das classes A e B, que contará com empreendimentos como hotel e resort, além de empresas da área de transporte, alimentação e serviços, cerca de 900 novos empregos diretos deverão ser gerados, além de movimentação de receita ao município da ordem de R$ 10 milhões por mês. “Nosso interesse não é estar aqui querendo apenas a concessão do aeródromo e sim trazer o turismo para nossa região”, ressalta.

O prefeito de Bariri foi procurado pela reportagem para comentar a reunião, mas não atendeu às ligações.

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