Licitação tenta atrair mais lojas para o mercadão municipal

Licitação tenta atrair mais lojas para o mercadão municipal
Mercadão é patrimônio histórico de Jaú FOTOS: LEANDRO CARVALHO E CAROLINA CHAMARICONE
Localizado no cruzamento das Ruas Visconde do Rio Branco e Tenente Lopes, no Centro de Jaú, o Mercado Municipal Seiko Onozaki Kataoka chega em 2016 aos 117 anos. Nesse período, inúmeros lojistas e consumidores passaram pelo local, com muita história para contar e relembrar.
A concepção original é que os ônibus (chamados jardineiras) entrassem no interior do prédio para o embarque e desembarque de passageiros. Naquela época a concorrência com outras lojas era menor. Além disso, havia fluxo constante de pessoas, ou seja, potenciais consumidores.
Hoje é preciso disputar espaço com o comércio de rua e com lojas refrigeradas em centros de compra, mas o mercadão continua a ter seu charme e seus atrativos (leia texto). Ao longo de seus mais de 100 anos, o local passou por várias mudanças, tanto de melhoria da infraestrutura, quanto de organização dos lojistas (veja quadro).
Dos 28 boxes localizados no interior do mercado, seis estão fechados. Por esse motivo, a Prefeitura de Jaú abriu concorrência para interessados em ocupar as lojas (veja quadro).
A abertura das propostas está marcada para o dia 11 de fevereiro. A validade da concessão vai até dezembro deste ano, mesmo prazo definido por lei municipal de 2011 para os permissionários que já atuam no mercado municipal.
O secretário de Agricultura de Jaú, José Carlos Borgo, acredita que a disputa será acirrada. Segundo ele, pelo menos 30 pessoas demonstraram interesse em ocupar os boxes vazios do local. Borgo afirma que o baixo preço do aluguel e a boa localização geográfica são fatores positivos para os lojistas.
Longo período
O comerciante Valdinei Florisvaldo João, que preside a Associação dos Lojistas do Mercado Municipal de Jaú, praticamente nasceu no local. Conta que o avô montou banca em 1922 para vender abacaxi. Em 1948 o comércio passou a contemplar brinquedos, perfumaria e aviamentos.
João começou a ajudar a família nos negócios em meados de década de 1950 e não parou até hoje. Diz que antigamente quatro pessoas trabalhavam na loja para atendimento ao público. Hoje, com a forte concorrência, são duas. Em sua opinião, os novos permissionários deveriam optar por oferecer artigos diferenciados, como secos e molhados e típicos do Norte e Nordeste do País, e não tanto calçados e confecções.
Quem também trabalha há décadas no mercadão é o comerciante Kiosi Kataoka, 77 anos, dono da Pastelaria Primavera. Há 53 anos ele se dedica ao preparo de pastéis e salgados. O negócio dá emprego a sete pessoas.
Kataoka ressalta que o movimento no local se mantém ao longo dos anos. Um dos únicos problemas que não consegue resolver é o fato de alguns clientes alimentarem pombos que também estão acostumados a frequentar o mercadão.

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