Licitação para privatizar aeroporto será em outubro

Licitação para privatizar aeroporto será em outubro
Aeroporto de Jundiaí é atrativo pela proximidade com grandes centros, além de os de São Paulo e Campinas estarem saturados

O edital de concessão no qual o Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro (Jundiaí) faz parte, junto a outros quatro aeroportos (Campinas, Ubatuba, Itanhaém e Bragança Paulista), será publicado em outubro pela Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo. A informação foi dada pelo secretário Duarte Nogueira, durante visita, na semana passada. O projeto prevê a ampliação, manutenção e exploração dos cinco aeródromos, em um único lote, pela iniciativa privada, pelo prazo de 30 anos.
O processo para a concessão foi protocolado pelo Estado, em maio de 2013, na Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. Somente no início de 2014, o Governo Federal concedeu anuência prévia para o processo de licitação da concessão, que foi revogada dias depois. Após a suspensão por parte do governo federal, o processo permaneceu paralisado por um ano e meio. Com a publicação da portaria, em junho deste ano, que confere anuência à concessão, a modelagem econômico-financeira do projeto está sendo atualizada. A estimativa do governo é de que o investimento inicial no aeroporto de Jundiaí seja em torno de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões.
Segundo o secretário Duarte Nogueira, a intenção é de lançar o edital em outubro e em novembro ter o contrato assinado. “Entre janeiro e fevereiro já seria feira a transição da administração. Q empresa contemplada com a concessão ficará responsável por cumprir um cronograma de obras, que inclui a ampliação da área de recepção dos passageiros, hangares e pátio”, detalha.
Além de ser responsável pela adequação da infraestrutura existente, operação e manutenção, a empresa vencedora do edital deverá realizar investimentos e obras necessárias, como também estudos para levantamento de necessidades de construção, melhorias, aparelhamento, reformas e ampliações dos aeródromos.
O secretário não arrisca um percentual para o aumento no movimento do aeroporto de Jundiaí, que em 2014 movimentou 86.104 aeronaves e 13.428 passageiros (entre embarques e desembarques), mas acredita que a cidade seja uma opção viável e atrativa para a aviação de jatos. “Os aeroportos de São Paulo estão saturados, e de Campinas também. Jundiaí fica entre os dois grandes centros e possui rodovias que dão acesso tanto à Capital quanto ao Interior”, argumentou.

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