Licitação para obras em Confins fracassam e ampliação terá que ser em regime de urgência

Segunda tentativa de licitar construção do terminal 3 de passageiros do aeroporto fracassa. Para executar obra, Infraero terá de convocar empresa e negociar valores
Geórgea Choucair – Estado de Minas
Publicação: 15/12/2012 06:00 Atualização: 15/12/2012 07:48
Novo fracasso na tentativa de licitação do terminal 3 no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. As três empresas que apresentaram propostas à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não aceitaram dar o desconto de 35% pedido pela estatal. Com isso, a obra do terminal 3, chamado de puxadinho, caminha para o regime de urgência, que dispensa licitação. No caso, a Infraero convocaria as empresas cadastradas para negociar o valor de referência.
O regime de urgência é previsto na legislação depois do segundo fracasso na licitação. Na primeira concorrência do terminal nenhuma das empresas concorrentes apresentou proposta aceitando o preço de referência. Na segunda, a Sisal Construtora foi a que apresentou o menor valor: R$ 75,38 milhões. A Marquise apresentou proposta de R$ 79,26 milhões e a RV Ltda de R$ 89,65 milhões. A Infraero pediu que a Sisal fizesse redução de 35% na proposta apresentada, mas a empresa recusou, assim como a Marquise e a RV.
As obras do chamado “puxadinho”, que vai ser o principal apoio do aeroporto durante o aumento de tráfego na Copa de 2014, estavam marcadas para começar em março e terminar em um ano. A previsão é que a obra vai aumentar a capacidade do terminal em 4,9 milhões de passageiros. O novo terminal vai ter área de 11,5 mil metros quadrados e pátio de 28,4 mil metros quadrados.
Novela

O sinal está vermelho por todos os lados em Confins, com obras que vivem verdadeira novela. O consórcio Marquise/Normatel, responsável pela reforma e ampliação do terminal 1, deu o segundo xeque-mate na Infraero em outubro. Segundo o consórcio, a obra estava na época com nove meses de atraso na execução e problemas na liberação de projetos executivos e de frentes dos serviços em execução impediram o pleno desenvolvimento dos trabalhos.
A reportagem do Estado de Minas teve acesso ao documento enviado pelo consórcio Marquise à Infraero em 26 de outubro. Nele, o consórcio revelava que a obra está no 12º mês de execução, mas tem apenas três meses do cronograma inicial executado. Desde o início dos trabalhos, em outubro de 2011, a Marquise já enviou sete ofícios à Infraero. Nos documentos o consórcio cobra a entrega dos projetos executivos, questiona as dificuldades de obter frentes de trabalho e o não cumprimento de prazos. A obra do terminal 1 vai aumentar a capacidade do aeroporto em 1,4 milhão de passageiros.
Em reuniões com a Presidência da Infraero e a Secretaria de Aviação Civil (SAC), foi definido novo cronograma de obras para Confins. Em uma verdadeira corrida contra o tempo, eles redefiniram o cronograma e mantiveram a expectativa de que 60% a 70% das obras de Confins estejam concluídas até meados de 2013, na Copa das Confederações. “As obras do aeroporto, tanto do terminal 1 quanto do terminal 3, que está sendo licitado, estarão prontas para a Copa do Mundo”, enfatizou o ministro-chefe da SAC, Wagner Bittencourt, em visita a Confins.
Revisão

Ele não considera que as obras estão atrasadas. “Podemos falar de atraso é quando a obra não fica pronta na época devida, que é a Copa do Mundo. O que fizemos foi uma revisão do cronograma, que garante que durante o Mundial de Futebol estaremos com toda a parte operacional do bcacréscimo de cerca de R$ 700 mil. A reforma, orçada inicialmente em R$ 223,9 milhões, vai receber aditivo em função dos reajustes no cronograma.

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