Licitação para obras do monotrilho de Manaus é lançada sob suspeita de superfaturamento

Estimativa de custo da obra estaria 51% acima do valor adequado

Mauricio Lima

Foi lançada ontem (12) a licitação para a construção do monotrilho de Manaus. Na segunda-feira (9), a Comissão Geral de Licitação do Amazonas (CGL) havia adiado pela quinta vez a licitação por falta de informações da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) sobre o projeto.

O monotrilho deverá integrar as zonas Norte e Leste ao centro da cidade e à Arena Amazônia, estádio que será utilizado para jogos da Copa. Apesar do lançamento da concorrência pública, o projeto, juntamente com o da Arena Amazônia, está sendo investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério Público Federal (MPF). A suspeita é de superfaturamento de R$ 686 milhões no projeto do monotrilho (51% do valor definido) e de R$ 63 milhões no projeto da Arena (11% do valor definido).

Quatro dias antes, a Caixa Econômica Federal havia negado o financiamento ao projeto, após recomendação do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) e do Ministério Público do Estado (MP/AM), sob justificativa de que o projeto básico não atendia aos requisitos legais, estruturais e orçamentários. Segundo o engenheiro Manoel Paiva, responsável pelo projeto, a Seplan já entrou em contato com a CEF para justificar a falta de dados do projeto. De acordo com ele, existem itens que não podem ser detalhados economicamente, sendo detalhados somente de forma técnica.

Construção

O monotrilho terá uma extensão de 20,2 km e contará com nove estações ao longo da cidade. As estações, que serão situadas nos canteiros centrais das ruas, terão 90 m² cada, serão climatizadas e contarão com escadas rolantes, elevadores e calçadas rebaixadas. As bilheterias ficarão em mezaninos nas laterais das avenidas, que serão interligadas com as estações através de passarelas metálicas. Além disso, as estações contarão com sistema de comunicação visual moderno e receberão trens a cada três minutos nos horários de pico e a cada cinco nos horários normais. Com isso, são estimadas 212 mil viagens por dia.

Juntamente com o monotrilho, deverá ser instituído o sistema de BRT (Bus Rapid Transit), que criará vias específicas para ônibus por toda a cidade e será integrado ao monotrilho, de forma física e tarifária. A tarifa máxima estipulada para o monotrilho é de R$ 3,50.

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