Licitação para melhorias na BR 153 prossegue em andamento

Centro Sul – A rodovia BR 153 nos trechos que atende a região Centro-Sul vem sendo alvo de reclamações devido às precárias condições de trafegabilidade registrada há alguns meses. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), através da assessoria de comunicação do órgão, explica que o processo licitatório do Edital 0369/09, que selecionará a empresa para obras de manutenção da BR-153 entre Imbituva e Paulo Frontim continua em andamento.
“Atualmente, continuam sendo ana-lisados os cadernos de habilitação. Após o término desta análise, o resultado da habilitação será publicado. Aguarda-se o prazo recursal de cinco dias e, então, será marcada data para abertura das propostas de preço. Lembrando que nessa licitação, modalidade Concorrência Pública, será vencedora a empresa participante que apresentar a menor proposta para o serviço, proposta até o teto orçamentário previsto pelo DNIT no valor de R$ 10 milhões”, avisa.
De acordo com as informações divulgadas pelo órgão, as melhorias previstas ocorrerão a partir das obras de manutenção (licitação edital 0369). “Após a licitação das obras de manutenção, a BR-153 e outras rodovias no Paraná receberão melhoramentos do programa Crema segunda etapa. Atualmente os projetos para as obras do Crema 2 estão sendo licitados. Após a aprovação destes projetos, serão licitadas as obras do Crema”, afirma.
Os programas do tipo Crema asseguram a manutenção das boas condições da rodovia por um prazo de dois anos (Crema 1ª etapa) ou de cinco anos (Crema 2ª etapa) custeados pelo Governo Federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Consta entre as melhorias da BR 153: obras de manutenção na pista (conservação e recuperação) – edital em andamento 0369: obras do Crema 2 (os projetos estão sendo licitados, serão feitos, aprovados e depois o DNIT faz nova licitação para definir empresa para fazer as obras).
“A BR-153 faz parte do Lote 6 do Crema 2, com os trechos: Santo Antonio da Platina/Ibaiti; Ibaiti/Ventania; Ventania/Alto do Amparo; Imbituva (BR-373)/Paulo Frontim. O Lote 6 tem ao todo 305,6 km e a empresa interessada em participar da licitação (tanto do projeto, como das obras) optará por todo o lote”, explica.
No total, o DNIT Paraná está licitando sete Lotes para o Crema 2, com o total de 1,4 mil km. Os investimentos para os projetos estão orçados em R$ 30 milhões e para as obras mais R$ 750 milhões.

Segundo a 15ª Pesquisa CNT de Rodovias 2011, divulgada no dia 26 de outubro, 12,6% da malha estão em ótimo estado; 30% são consideradas boas; 30,5%, regulares; 18,1%, ruins; e 8,8% estão em péssimas condições. Nesta edição do levantamento foram avaliados 92.747 km, o que representa 100% da malha federal pavimentada.
Entre as rodovias analisadas, consta a BR 153 no Paraná. Os quesitos da pesquisa avaliam diversas condições. Dos 395 quilômetros de extensão sob gestão pública, a avaliação foi a seguinte: estado geral – regular; pavimento – bom; sinalização – regular; e geometria – ruim.
A região Sul do país aparece como segundo colocado na lista das melhorias estradas, sendo 19,7% do total de 16.199 km analisados como em ótimo estado; 40,7% em bom estado; 26,3% classificados como regulares; 10,7% como ruins e 2,6% como péssimas.
A assessoria do DNIT declara que não há relação da programação do órgão e a pesquisa da CNT. “O DNIT no estado do Paraná vai manter o plano de licitações para as melhorias nas rodovias federais no estado, como vem ocorrendo com a BR-153, conforme programação orçamentária definida para este e o próximo ano. Vale ressaltar que praticamente todos os trechos de rodovias federais no Paraná estão passando ou passarão (no máximo até o próximo ano) por processos de revitalização”, conclui.
A pesquisa do CNT detalhou ainda as diferenças existentes entre as rodovias que são administradas pelo governo e as sob gestão das concessionárias. Das vias sob concessão (15.374 km), 48% foram classificadas como ótimas; 38,9% como boas; 12% como regulares; 1,1% como ruins e nenhuma foi avaliada como péssima. Já entre as rodovias sob gestão pública (77.373 km), apenas 5,6% foram avaliadas como ótimas; 28,2% como boas; 34,2% como regulares; 21,5% como ruins e 10,5% como péssimas.
Em 2010, apenas R$ 9,85 bilhões foram investidos em infraestrutura de rodovias, o que corresponde a 0,26% do Produto Interno Bruto (PIB). Para se ter uma ideia, o prejuízo causado a transportadoras devido a falhas nas vias somaram R$ 14,1 bilhões, ou 0,4% do PIB, sendo que 60% da carga transportada no Brasil passa pelas rodovias.

Texto: Adriana Souza, Da Redação Fotos: Arquivo
Publicado na edição 594, de 9 de novembro de 2011

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