Licitação de bloqueadores não anula CPI do grampo na Assembleia do PR

Em 2010, legislativo comprou equipamentos para bloquear ligações.

Presidente da CPI recebeu nesta terça- feira (22) um relatório da varredura.

Vinícius Sgarbe

O presidente da “CPI do grampo” da Assembleia do Paraná, deputado Marcelo Rangel (PPS), disse em entrevista ao G1 que a licitação de abril do ano passado – quando a Casa comprou oficialmente equipamentos para bloqueios de ligação de celular – não contém os itens encontrados no início de fevereiro pela empresa de segurança Embrasil. Na tarde desta terça-feira (22), o parlamentar recebeu da empresa um relatório sobre a varredura.
Até o dia 6 de fevereiro, técnicos haviam apontado sete locais suscetíveis a monitoramento na Casa.
Documentos aos quais o jornal Gazeta do Povo teve acesso revelam que no ano passado a Assembleia licitou a compra de bloqueadores de ligações de celular. Eles estariam instalados em dois dos locais apontados pelos técnicos da Embrasil.
No último dia 2 de fevereiro, a Polícia Militar do Paraná encontrou uma arma e dois bloqueadores dentro de um cofre na sala da segurança da Assembleia. Na ocasião, o então presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo, Edenilson Ferry, disse que os bloqueadores tinham sido entregues pela antiga administração aos seguranças, para evitar que conversas fossem interceptadas. Disse ainda que o alcance dos bloqueadores era pequeno e se restringia à região da sala da segurança.
O deputado Rangel antecipou que a licitação do ano passado comprou quatro equipamentos: três móveis e um fixo de alta potência. Os primeiros custariam, em média, R$ 5 mil; o segundo seria capaz de bloquear ligações de celular em todas as instalações da Assembleia e haveria ainda indícios de ser um equipamento ilegal – sem homologação da Agência Nacional de Telecomunicaçãoes (Anatel). Segundo o jornal Gazeta do Povo, a licitação gastou R$ 29,5 mil.
Para o primeiro secretário da Assembleia, deputado Plauto Miró (DEM), “foi confirmado que havia escuta na telefonia. Os técnicos que estiveram aqui demonstraram isso”. Ele disse que espera os laudos da Polícia Civil.

No último dia 6, os técnicos em segurança da Embrasil fizeram uma demonstração, na presença da imprensa, de como ligações telefônicas feitas a partir de uma linha instalada no Plenário podiam ser interceptadas por rádio.
O presidente do Legislativo, deputado Valdir Rossoni (PSDB), declarou não ter visto até a tarde desta terça-feira os documentos da licitação. Disse ainda que o ex-presidente Nelson Justus (DEM) teria atribuído a compra de tais equipamentos a outro ex-presidente, Hermas Brandão (PMDB). Rossoni disse não entender como Brandão teria feito a compra, se a nota fiscal é do ano passado, quando Justus era presidente.

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