Licitação do Calçadão fracassa de novo

Pela segunda vez, nenhuma empresa apareceu para apresentar propostas na licitação para contratação de obra para a segunda etapa de revitalização do Calçadão de Rio Preto. A intervenção, estimada em R$ 2,1 milhões, tem recurso do governo federal garantido, mas empacou. A primeira tentativa, em janeiro, também foi em vão. Mesmo com acréscimo no valor estimado da concorrência, que pulou de R$ 1,8 milhão para R$ 2,1 milhões, a concorrência foi declarada “deserta”.
De acordo com a Prefeitura, novo edital será publicado hoje no diário oficial com previsão de abertura de eventuais propostas para dia 2 de setembro. Será a terceira tentativa de levar a obra adiante. A primeira etapa da revitalização, que custou cerca de R$ 3 milhões, foi concluída há mais de três anos. A revitalização, que resultou em melhorias nas fachadas das lojas, e até abertura e ruas no Calçadão à noite, foi mote da campanha de Valdomiro à reeleição.
A promessa de realização da nova etapa das obras também foi abordado na campanha. A primeira etapa teve a empresa Constroeste como vencedora. “Não sabemos o motivo de nenhuma empresa aparecer. Novo edital será lançado e vamos aguardar”, disse o secretário de Comunicação, Deodoro Moreira. A segunda etapa de obras no Calçadão prevê intervenções na rua General Glicério e no cruzamento com a rua Siqueira Campos.
Péssima notícia
O novo atraso nas obras foi classificado como “péssimo” pela presidente da Associação Comercial e Industrial de Rio Preto (Acirp), Adriana Neves. A empresária joga no colo do município a responsabilidade pelo fracasso nas duas licitações no Centro. “Essa concorrência prevê obras em praticamente dois quarteirões.
O projeto de revitalização do Calçadão tem quatro etapas. A Prefeitura deveria incluir todas etapas e fazer uma licitação só, com valor maior. Talvez haveria interesse maior. É uma péssima notícia que mais uma vez nenhuma empresa apareceu”, reclamou ela, que pretende levar a proposta a integrantes do governo.
A Prefeitura, no entanto, descarta alterar a concorrência. “Para juntar etapas é preciso ter recursos no orçamento. O município abriu a concorrência conforme a verba que possui. Não é possível fazer outra licitação”, afirmou o secretário Deodoro Moreira.
Puxadinhos
Outra licitação milionária marcada para ontem também não teve definição de empresa vencedora. Trata-se da concorrência em que o governo vai contratar empresa ou consórcio para novo levantamento da base cartográfica da cidade, utilizada para cálculo na cobrança de IPTU e para identificar obras clandestinas. A previsão de gastos nessa licitação é de R$ 7,2 milhões.
Depois de a primeira licitação ter sido anulada e a atual suspensa e alterada, ontem a Prefeitura divulgou nomes das empresas interessadas no serviço, que vai usar até imagens de satélite para avaliar as construções de Rio Preto, o chamado “caça puxadinhos”.
Cinco consórcios e duas empresas disputam a licitação, mas, segundo a Prefeitura, será feita análise da documentação para depois abrir as propostas financeiras, o que não tem prazo previsto. O edital estima oito meses para conclusão do serviço. A secretária da Fazenda, Mary Brito, afirmou ontem que o estudo não será utilizado para cálculo do IPTU do próximo ano.

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