Leilões vão apontar grau de limpeza da energia do País.

Brasília (AE) – O último mês do ano será marcado por uma sequência de leilões no setor elétrico que definirão se a geração de energia nos próximos anos será mais ou menos limpa. Serão quatro leilões de energia entre o fim de novembro e o dia 18 de dezembro, além de uma licitação de novas linhas de transmissão.

Entre essas iniciativas está o inédito leilão exclusivo para empreendimentos eólicos, no dia 14 de dezembro – tentativa de viabilizar no país esta é que é uma das formas mais limpas de produzir energia. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 441 projetos de novas centrais eólicas foram cadastrados para o leilão, com potência total estimada em 13,3 mil megawatts (MW).

Se de um lado o país avança em tecnologias limpas com o uso do vento para produzir energia, de outro a falta de licença ambiental para projetos de novas hidrelétricas pode facilitar a contratação de usinas termoelétricas a gás ou a carvão, mais poluentes, no leilão de energia nova do dia 18 de dezembro.

Nessa licitação, serão negociados contratos de venda de energia com o início do fornecimento previsto para 2014, o chamado leilão A-5. “Há o risco de contratarmos mais carvão, tanto pelo alto preço do gás (que pode diminuir a competitividade das usinas movidas a esse combustível) quanto pela falta de licença de hidrelétricas”, reconheceu o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Gás carbônico

Ao todo, 81 empreendimentos se cadastraram para o leilão A-5 de 18 de dezembro, somando um potencial de cerca de 19 mil megawatts (MW). Entre essas usinas estão sete projetos movidos a carvão que poderão produzir cerca de 2,7 mil MW, 49 usinas a gás que têm capacidade para 15 mil MW e sete novas hidrelétricas de médio porte que poderiam acrescentar 905 MW ao sistema.

Por não emitirem gás carbônico e não dependerem de combustíveis cujos preços variam no mercado, as usinas hidrelétricas são as favoritas do governo para sustentar a expansão da oferta de energia, mas como nenhuma dessas sete usinas recebeu, ainda, a licença ambiental prévia, há o risco de o leilão de dezembro ser dominado pelas térmicas. Pelas regras do setor, usinas sem licença prévia não podem ter suas concessões oferecidas em leilão.

Belo Monte

A emissão da licença prévia é também o que falta para o governo poder dar início aos procedimentos para o leilão da mega usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, de 11,2 mil MW. Há cerca de duas semanas, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Roberto Messias, disse ao Grupo Estado que o órgão pretendia dar seu aval à obra até hoje, dia 26 de outubro.

O governo quer realizar o leilão da hidrelétrica, cujos investimentos são estimados em R$ 16 bilhões pela EPE, até o dia 15 de dezembro. Mantido esse cronograma, os megawatts da hidrelétrica paraense começariam a ser gerados em 2014.

Fonte: Tribuna do Norte

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