Jaraguá produz mais de 2.800 toneladas de lixo por mês e gasta R$ 7 milhões ao ano com resíduos

Jaraguá do Sul desiste de fazer aterro sanitário e pensa em Usinas de Reciclagem.

Débora Kellner

A Prefeitura de Jaraguá do Sul não pensa mais em fazer um aterro sanitário na cidade. A ideia agora é implantar usinas de reciclagem.

Em 2008, ainda no governo de Moacir Bertoldi, havia um projeto para a construção de um aterro sanitário no município, que custaria cerca de R$ 10 milhões. O edital de licitação chegou a ser criado, mas nunca foi publicado. O projeto foi parar no fundo da gaveta e com a mudança do comando da Prefeitura, as ideias mudaram.

Desde o começo do governo de Cecília Konell, em 2009, a administração pensa nesse assunto com delicadeza, garante a chefe de gabinete Fedra Konell. Porém, nada foi tirado do papel. Por enquanto, o que foi feito é um estudo preliminar sobre qual solução seria mais viável para o lixo da população jaraguaense. Esse estudo revelou que as usinas de reciclagem são a melhor opção.

Esses aparelhos são uma ideia simples e que tem um custo baixo. Custam em média R$ 1 milhão, os modelos menos sofisticados. A usina é composta por uma esteira rolante, onde o lixo vai passando e os funcionários separam o lixo orgânico do reciclável. O comum é transformado em adubo e pode ser comercializado.

“A questão do lixo não é um problema apenas para Jaraguá do Sul, mas para todas as cidades do mundo. Não estamos dispensando a ideia do aterro, mas percebemos que essa é a melhor solução. Pois assim não jogamos os materiais em um terreno e estamos promovendo a conscientização e colaborando para o meio ambiente com a reciclagem”, afirma Fedra.

O estudo feito pela Prefeitura ainda deve ser aprimorado e, segundo a chefe de gabinete, o assunto vai ser retomado esse ano. “A questão do lixo é muito delicada, pois os moradores não querem uma usina, ou um aterro perto deles. Por isso, é preciso aprimorar o estudo e conversar com a população com clareza”, explica.

O estudo não diz quantas usinas seriam necessárias para a cidade. Fedra explica que o objetivo não é implantar apenas uma grande usina, mas sim, várias menores em determinados pontos. Isso facilitaria para a coleta de lixo.

Prefeitura gasta cerca de R$ 7 milhões anualmente com os resíduos

Uma solução para o lixo da cidade precisa ser pensada o quanto antes. Isso porque a quantidade de detritos produzida por mês vem aumentado a cada ano. Em 2010, até novembro, os jaraguaenses geravam 2,6 toneladas de resíduos. Em dezembro do ano passado, o número já subiu para 2,8 toneladas e estabilizou. Em 2008, ano em que havia uma iniciativa para fazer um aterro, eram duas mil toneladas.

De acordo com a chefe de gabinete Fedra Konell, o crescimento populacional é o grande causador desse aumento. Em 2008, eram cerca de 130 mil habitantes. Hoje, o número ultrapassa os 143 mil.

Como a cidade não tem onde armazenar tanto lixo, todos os materiais são enviados para o aterro de Mafra. Eles são recolhidos pela Engepasa e ficam armazenados no transbordo, que fica no bairro Tifa Monos, até serem encaminhados ao aterro sanitário do Planalto Norte. Por mês, a Prefeitura paga R$ 590 mil à empresa que coleta o lixo (o valor inclui também o serviço de limpeza das ruas), o que gera uma despesa de aproximadamente R$ 7 milhões ao ano.

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