Investimento em transporte atinge R$ 3,3 bi no semestre

Daniel Rittner

A União liberou no primeiro semestre R$ 3,3 bilhões para a conservação de estradas, duplicação de rodovias e expansão de ferrovias. Esse volume recorde de investimentos na área de transportes representa avanço de 50% na comparação com o primeiro semestre de 2005, até então o melhor desempenho da era Lula. Do total de empenhos entre janeiro e junho, quase 86% estão no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou do Programa Piloto de Investimentos (PPI).

Mesmo sendo recordes, os desembolsos também refletem a dificuldade do governo em executar suas obras. Do Orçamento aprovado pelo Congresso (sem PPI), o Ministério dos Transportes empenhou apenas R$ 464 milhões dos R$ 2,1 bilhões previstos para investimentos.

Entre as obras que avançaram está o trecho da ferrovia Norte-Sul que vai de Araguaína a Guaraí. A estatal Valec recebeu R$ 300 milhões de um crédito extraordinário, já liberado por medida provisória. De acordo com o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a decisão do governo é não paralisar o prolongamento da ferrovia e ganhar tempo enquanto não ocorre a subconcessão da Norte-Sul para a iniciativa privada. Ele espera que a licitação seja feita ainda neste ano e diz que o preço mínimo da outorga deverá ser mantido em R$ 1,4 bilhão, valor considerado alto pelo setor privado.

No segundo semestre, o ministério espera inaugurar o primeiro trecho duplicado da BR-101 Sul – 18 quilômetros de extensão, na chegada ao município de Osório (RS) – e as obras de duplicação da rodovia BR-060 (Brasília-Anápolis).

Entre os casos de lentidão, o mais emblemático é o da BR-163 (Cuiabá-Santarém), considerada fundamental para o escoamento de produtos agrícolas do Centro-Oeste. O 8º Batalhão de Engenharia do Exército executa 120 quilômetros entre Rurópolis e Santarém (PA), mas a greve no Ibama impede a emissão da segunda licença ambiental para outros trechos da estrada. O governo também não lançou os editais de PPP da BR-116 e da BR-324, na Bahia, e voltou a atrasar o cronograma de concessão dos sete lotes de rodovias federais. Apesar de ter se comprometido a publicar os editais de licitação em 16 de julho, o Tribunal de Contas da União (TCU) deverá analisar o novo modelo só no fim do mês. Página A8

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