Iluminação de BH abre disputa por PPP de R$ 800 milhões

Tatiana Moraes – Hoje em Dia

Ciclovia em Florianópolis: substituição de pontos de iluminação por luminárias de LED
Ciclovia em Florianópolis: substituição de pontos de iluminação por luminárias de LED
Cerca de R$ 800 milhões serão necessários para modernizar a iluminação pública de Belo Horizonte com lâmpadas de LED e sistema de telegerenciamento. O número faz parte de um estudo de viabilidade técnica e financeira que será apresentado pela GE Lighting, do grupo GE, à Prefeitura de Belo Horizonte em junho. O sistema, de acordo com a companhia, pode ajudar a economizar cerca de R$ 3,5 milhões por mês. Em uma conta linear, o investimento se pagaria em aproximadamente 19 anos.
O objetivo do estudo é compor uma base de informações para estruturar uma futura Parceria Público Privada (PPP) que irá operar a manutenção elétrica do município. A expectativa da GE Lighting é a de que a licitação para a PPP saia ainda no fim deste ano e as operações tenham início em 2016.
Enquanto isso, a Remo Engenharia continua como responsável pela iluminação pública da cidade. A empresa, após concorrência, assinou contrato para receber, em dois anos, R$ 32,9 milhões. Apenas em 2015, no entanto, a prefeitura prevê receber R$ 85,5 milhões com a Contribuição para o Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (CCIP).
De acordo com o gerente do projeto da GE Lighting e responsável pelo desenvolvimento dos estudos da empresa em Belo Horizonte, Ignacio Arriola, a instalação das lâmpadas de LED pode reduzir em até 50% a conta de luz do município. Hoje, dos R$ 7 milhões arrecadados mensalmente, segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura da PBH, pelo menos metade é destinado ao pagamento da conta de luz.
O telegerenciamento é outro destaque do sistema. Conforme explica o CEO para a América Latina da GE Lighting, Rodrigo Martins, com a gestão a distância é possível acender e apagar as luzes de maneira remota. Dessa forma, problemas de lâmpadas acesas durante o dia e apagadas à noite, como os que vêm sendo mostrados pelo Hoje em Dia há semanas, teriam os dias contados.
Por meio de um telão, os responsáveis pelo gerenciamento teriam acesso ao cenário completo do sistema elétrico da cidade. A transmissão seria realizada por aparelhos wi-fi instalados sobre os postes. Martins ressalta, ainda, que o sistema telegerenciado é previsto para todos os 178.000 pontos de iluminação de Belo Horizonte.
O CEO para a América Latina da empresa afirma que, no futuro, o sistema de telegerenciamento pode ser expandido e, dessa forma, ampliar a inteligência da capital mineira. “Os semáforos, por exemplo, podem ser operados a distância. Quando o trânsito estiver ruim em um local, é possível ligar e desligar os sinais”, diz.
Formação de consórcios é opção para pequenas cidades
Pelo menos 100 dos município mineiros que não cobravam a Contribuição para o Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (CCIP) precisarão arrecadar a taxa para fechar as contas ao final do ano. A avaliação é do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Antônio Andrada.
Segundo determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as prefeituras tiveram até 1º de janeiro deste ano para assumir a manutenção da iluminação pública das cidades. No entanto, as cidades mineiras de menor porte não têm condições financeiras de bancar a contratação de uma empresa especializada para prestar o serviço de troca de lâmpadas, relés e outros equipamentos que fazem parte da iluminação.
“A Cemig, que prestava serviço antes, contratava tudo em escala. Agora, as prefeituras terão que arcar com os custos sozinhas e comprar em pequenas quantidades. Vai ficar tudo mais caro”, comenta.
Por serem municípios pequenos, eles também não têm como estruturar, internamente, uma empresa própria. Falta, inclusive, mão de obra. A solução é participar de consórcios, ou seja, se unir a outras cidades e contratar uma companhia que faça o trabalho em escala. “O problema é que até para formalizar o consórcio demora”, afirma.
Alguns municípios já estruturaram. A Solar Energy, empresa espanhola instalada em Montes Claros, por exemplo, ganhou licitação para prestar o serviço no Norte de Minas e no Alto do Jequitinhonha. Segundo o presidente da empresa, Rodrigo Silva, 150 municípios serão atendidos.

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