Há mais de um ano, clientes vão ao centro de distribuição para buscar correspondências

Há mais de um ano, clientes vão ao centro de distribuição para buscar correspondências
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Comum desde o ano passado, o atraso nas entregas de correspondências de responsabilidade dos Correios ainda afeta Jundiaí. Segundo Eduardo Rogério de Souza, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares de Campinas e Região (Sintect), 130 mil cartas e objetos não saem para a distribuição em Jundiaí a cada semana.
O número representa pouco mais da metade dos 250 mil itens postados nas unidades da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBC) que devem ser entregues na cidade. “Há uma sobrecarga por diversos motivos, entre eles a falta de funcionários efetivos e a ausência de segurança e condições de trabalho aos entregadores”, denuncia Eduardo, funcionário dos Correios há 18 anos.
Para sanar o problema e escoar o excesso, o sindicalista revela que os Correios adotaram estratégias que sobrecarregam seus colaboradores. “Cada entregador enfrenta uma jornada de oito horas ao dia, além de duas horas extras.” Outra manobra realizada pela instituição, conforme explica Eduardo, é o remanejamento de funcionários de diferentes municípios para Jundiaí. “Temos muitos trabalhadores de cidades interioranas, além de colaboradores de outros Estados. Esses profissionais passam a semana em Jundiaí e voltam para suas casas aos finais de semana.”
Apesar dos reforços, Eduardo afirma que não há melhora. “Por não conhecerem a cidade, muitos se confundem ou se perdem na hora de entregar as correspondências.” Hoje, ele informa que o quadro de carteiros efetivos em Jundiaí está em torno de 35 pessoas. “Seria necessário o dobro disso, mas para isso precisamos de concursos, que não acontecem há quatro anos”, argumenta. Na região de abrangência do sindicato, que contempla 86 municípios – entre eles Jundiaí -, Eduardo e os demais diretores estimam o atraso na entrega de 2,5 milhões de correspondências.
Justificativas – Por nota, os Correios informam que o número total da Região, divulgado pelo sindicato, não procede. Porém, questionada, a empresa não revela quantas correspondências estão paradas nas agências. Dois fatores são responsáveis pela demora na entrega, admitida também pela empresa. São eles a sobrecarga de itens postados neste período do ano e o encerramento do contrato com a empresa fornecedora de trabalhadores temporários. Com o término do contrato, os Correios preparam um novo processo licitatório para que uma nova empresa fornecedora de mão de obra temporária assuma a responsabilidade em oferecer profissionais.
A instituição afirma que 131 carteiros trabalham na cidade de Jundiaí, mas não informa quantos desses são efetivos. Sobre a realização de um novo concurso para a contratação de funcionários de carreira, os Correios adiantam que um processo seletivo é estudado, sem apresentar prazos. O último concurso para a contratação de carteiros aconteceu em 2011. Na ocasião, das 20 mil vagas abertas para todo o País, 200 estavam na Região Metropolitana de Campinas (RMC), da qual Jundiaí faz parte.
Acompanhamento – O JJ Regional procurou o Procon de Jundiaí e o Ministério Público Federal (MPF) para saber como andam a fiscalização por parte dos órgãos em relação aos atrasos. Adilton Garcia, diretor do Procon de Jundiaí, afirma que a entidade pode atuar desde que haja um grande número de reclamações e registros de prejuízos coletivos. “Nos casos de boletos que não são entregues por conta dos atrasos, é obrigação do consumidor a busca de canais alternativos para realizar os pagamentos, como a impressão de segunda via dos boletos. A empresa tem o dever de fornecer mais de um meio de pagamento.” Neste ano, o Procon fez 17 atendimentos que envolviam reclamações contra os Correios. Durante todo o ano de 2014, foram 47 protocolos. Até o fechamento desta edição, o MPF não respondeu formalmente se já há algum processo em curso para cobrar a regularização dos serviços prestados pelos Correios.

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