Guerra contra o desperdício

A Autarquia Águas de Sarandi marcou para o próximo dia 21 a licitação dos primeiros 5 mil hidrômetros que pretende instalar em domicílios onde os medidores foram danificados e até abril comprará outros 5 mil. Enquanto isso, está sendo substituída a canalização da rede de distribuição e o passo seguinte será a construção de novos reservatórios, que vão triplicar a capacidade de armazenamento de água.

De acordo com a autarquia, o desperdício e as dificuldades de escoamento são os principais problemas no abastecimento de água em Sarandi, a ponto de vários bairros ficarem sem água a maior parte do dia, todos os dias.

“A substituição é a primeira medida adotada pela autarquia para conter o desperdício de água, porque as campanhas de conscientização realizadas desde o ano passado não obtiveram êxito”, diz o diretor Operacional da Águas de Sarandi, Paulo César Camargo.

Segundo ele, em alguns pontos da cidade é comum as pessoas ‘varrerem’ a calçada com a mangueira, sem qualquer preocupação com o volume gasto, porque, por falta de hidrômetro, no fim do mês vai pagar apenas a taxa mínima.

“Com o hidrômetro, o pagamento será de acordo com o consumo e isso deve frear o desperdício”, acredita.

“Toda a programação da casa e do nosso estabelecimento comercial é feita de modo que a gente só use água na parte da manhã”, diz o comerciante Valdik Aparecido Rodrigues, proprietário de um mercadinho no fim da Avenida Rio de Janeiro, a apenas cem metros de distância do maior reservatório da Águas de Sarandi, com capacidade para armazenar um milhão de litros.

“Os tanques são cheios à noite, mas nunca temos água depois do meio-dia”, reclama. A situação é ainda pior em bairros mais distantes, como os jardins Ouro Verde, Bom Pastor, Universal e Panorama, que ficam em regiões altas.

Elisângela Rodrigues, mulher de Valdik, diz que a situação fica pior nos fins de semana. De acordo com ela, é no sábado que muitas mulheres que trabalham fora ficam em casa para lavar roupas, arrumar a casa e, em muitos casos, lavar o carro da família. “Com isso, a água armazenada acaba mais cedo e o reservatório só ficará cheio novamente à noite”.

Ao mesmo tempo em que tenta conter o desperdício, a Águas de Sarandi deu início à substituição da tubulação, que é muito fina e dificulta o abastecimento de todos os bairros. De acordo com o presidente da autarquia, Valdir da Silva, as obras estão sendo realizadas com recursos do governo federal, como parte do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC Água.

“Estamos trocando canos de 100 milímetros por outros de 300 milímetros nas saídas dos reservatórios e de 200 na rede mestra”. Segundo ele, já foram implantados quase três dos 19 quilômetros projetados da rede mestra e na sequência serão instalados os novos reservatórios com capacidade para quatro milhões de litros. Também já está pronto um novo poço artesiano com vazão de 200 mil litros de água por hora e foi arrendado outro no Jardim Universal.

Distribuição
49 é o número de poços artesianos que abastecem a área urbana de Sarandi.

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