Grupo de Cachoeira tinha versão prévia de edital do governo de GO

O grupo comandado pelo empresário Carlinhos Cachoeira tinha em seu poder, desde 2011, uma versão prévia de edital com regras de uma licitação que acabou sendo lançada pelo governo de Goiás somente em 2012. A formulação de um edital, documento que baliza a apresentação de propostas para uma concorrência, é prerrogativa do governo. Só é tornado público após finalizado.
A descoberta da Polícia Federal dá margem a suspeitas que indicam que o grupo teve acesso antecipado a um processo ou que os aliados de Cachoeira tenham montado o edital a ser apresentado à Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), responsável pela licitação. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Anexado ao edital, foi encontrado um termo de referência da licitação, com detalhes sobre as eventuais obrigações da empresa que seria contratada. Ambos estavam no computador de Wladimir Garcez, que, além de assessorar Cachoeira, também atuava como representante comercial da empreiteira Delta.
Garcez, que é filiado ao PSDB e aliado de Perillo, mantinha contatos frequentes com o presidente da Agetop, Jayme Rincón. A PF já havia encontrado indícios de acesso privilegiado de Garcez a trâmites internos do órgão.
O edital lançado pela Agetop e a minuta encontrada com o grupo de Cachoeira não são idênticos, mas têm o mesmo sentido. A Agetop informou que “jamais” enviou minutas de editais “a quem quer que seja” e disse que vai investigar o caso.

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