Grande ABC precisa de mais dez piscinões.

Tiago Dantas
Do Diário do Grande ABC

A solução para as enchentes do Grande ABC depende da drenagem de cerca de 3,5 milhões de metros cúbicos de água durante o pico de chuvas. Para que o volume seja represado, seria necessária a construção de, pelo menos, dez novos piscinões, na opinião do superintendente do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), Ubirajara Tannuri Felix.

O departamento técnico da autarquia identificou 56 áreas na região, entre terrenos públicos e privados, que podem receber os novos reservatórios. O levantamento foi entregue aos prefeitos das sete cidades ontem de manhã, durante reunião no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. As prefeituras têm 60 dias para responder ao Daee quais são os locais escolhidos para as obras.

“Eles nos indicaram várias áreas. Claro que temos que pensar em colocar os piscinões em locais onde eles serão úteis”, afirma o prefeito de Ribeirão Pires e presidente do Consórcio, Clóvis Volpi (PV). “Não há como falar já o número exato de reservatórios porque depende muito da capacidade de cada um. O importante é que eles represem os 3,5 milhões de metros cúbicos de água. A região precisa disso para os próximos cinco anos”, completa.

Para exemplificar o que disse Volpi, Felix citou a construção do Piscinão Jaboticabal, na divisa entre São Caetano, São Bernardo e São Paulo. O edital de licitação da obra, que terá capacidade para armazenar até 900 mil metros cúbicos de água, foi publicado sábado. “Será o maior piscinão do Brasil”, garantiu o superintendente do Daee. “Um só reservatório será capaz de absorver uma quantidade de água para a qual talvez fossem necessários dois, três piscinões”, explicou.

Durante a reunião, Felix apresentou uma revisão do Plano de Macrodrenagem da Bacia do Tamanduateí. O projeto original, de 1998, previa a instalação de 46 reservatórios no Grande ABC. A região tem 17 piscinões em funcionamento, dois que serão inaugurados até julho e uma obra em licitação. Cerca de 3,5 milhões de metros cúbicos de água são armazenados durante as chuvas.

“O plano precisava de uma atualização. Nesses 12 anos, mudou a questão do uso e ocupação do solo, cresceu a população das cidades e agora podemos trabalhar com outras tecnologias, como canalizações de córregos com retenção e redução de velocidade no curso das águas”, afirmou Felix.

A possibilidade de usar as áreas dos reservatórios para lazer foi tratada na reunião. “É muito positivo porque você tem o piscinão e mantém uma praça ou uma quadra para a população”, declarou Volpi. Nova reunião entre Consórcio e Daee deve ocorrer em junho.

Estado pagará R$ 9,8 milhões para fazer manutenção
A manutenção dos reservatórios do Grande ABC está garantida até fevereiro do ano que vem, segundo o Daee. O governo do Estado assinou contrato avaliado em R$ 9,8 milhões para a execução do serviço. O mesmo valor deve ser pago pelas prefeituras da região, que, por sua vez, pretendem dividir a conta com a Capital.

“É fundamental a participação da prefeitura de São Paulo na divisão dos gastos com manutenção”, afirmou o presidente do Consórcio Intermunicipal, Clóvis Volpi (PV), alegando que a Capital se beneficia com o funcionamento dos reservatórios.
Volpi pretende agendar reunião com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) para debater o assunto. São Paulo ficaria responsável por 25% do gasto com a manutenção dos equipamentos.

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