Governo prevê definição hoje de Belo Monte.

SÃO PAULO – O governo aposta as últimas fichas na formação do segundo consórcio para disputar o leilão de Belo Monte (11.233MW). Uma fonte que participa diretamente das negociações disse ao DCI que uma reunião hoje, em Brasília, tentará fechar o grupo concorrente. Se não houver sucesso, segundo a fonte, o governo pode cancelar o certame marcado para terça, dia 20, e dar início a uma concorrência internacional.

Tentando dar fôlego às negociações, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou dois adiamentos ontem. Primeiro, de manhã, esticou a data do aporte de garantias, que terminaria hoje, para as 18h de sexta-feira; depois, à tarde, fez o mesmo com a data-limite para inscrição oficial dos grupos, também prorrogada em mais dois dias.

O segundo consórcio seria formado por um mix entre fundos de pensão, construtoras e autoprodutores de energia. O primeiro grupo já conta com Andrade Gutierrez, Neoenergia, Vale e Votorantim. As controladas da Eletrobras – Chesf, Eletronorte, Eletrosul e Furnas – serão divididas de forma equilibrada.

“O governo não quer ceder às empresas”, disse a fonte, que acrescentou que hoje o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve divulgar uma nota sobre as facilidades que dará ao projeto. No início da semana, o Ministério Público Federal (MPF) enviou ao banco de fomento um ofício pedindo informações sobre o valor que o órgão dispõe para financiar aquela que será a terceira maior hidroelétrica do mundo, orçada em R$ 19 bilhões. Sobre os nomes que despontam como prováveis integrantes deste segundo grupo, até agora, as construtoras Queiroz Galvão e Serveng admitiram ter participado da chamada pública promovida pela Eletronorte para buscar parceiros para o certame.

A também construtora OAS disse apenas estar participando das conversas para integrar um dos consórcios concorrentes, e a J. Malucelli Energia afirmou ter se cadastrado junto à estatal e então, possivelmente, fazer parte do novo consórcio a ser formado.

Nomes como os dos grupos Bertin e Alupar também foram ventilados – as companhias não negam nem confirmam a possível presença em um dos grupos. Já os fundos de pensão, os quais seriam presença garantida no leilão, de acordo com uma fonte da Presidência ouvida pela agência oficial do governo, também não garantem a entrada nos consórcios. Entre eles, estariam Funcef, Petros e Previ.

Em relação a um dos pleitos dos investidores, o chamado “swap de energia”, que corresponde à relação de troca feita entre clientes e geradores em submercados diferentes, o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, disse ontem que o mecanismo não deve ser aprovado antes do leilão de Belo Monte. “A gente não tem condições de fazer isso antes do leilão. Não há tempo”, afirmou. Segundo Hubner, existe uma avaliação sobre o tema, mas o calendário não se relaciona com os prazos da hidroelétrica – resta menos de uma semana para a licitação marcada pelo governo.

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