Governo muda prazos e linhas no metrô

Vitrine da gestão de José Serra (PSDB), as obras de Transporte e Transporte Metropolitanos estão na mira do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O governo determinou o fim do projeto dos monotrilhos, vai alterar o cronograma de entrega de linhas do metrô e de projetos de grande visibilidade, como a ponte estaiada entre Santos e Guarujá, e rever todos os contratos das secretarias.

Em Transportes Metropolitanos, pasta que concentrou investimentos e publicidade na gestão passada, os programas estão sendo reformulados. O secretário, Jurandir Fernandes, não dará prosseguimento os projetos de monotrilhos em São Paulo. No governo anterior, quando a pasta era presidida por José Luiz Portella, chegou a ser cogitada a execução de seis projetos, entre eles, a Linha 17 – Ouro, no Morumbi, o mais adiantado por conta da necessidade de ligação do Metrô com o estádio do Morumbi, para a Copa do Mundo.

“O monotrilho é um projeto inusitado, que merecia uma discussão mais ampla”, diz Fernandes. O novo secretário era presidente da Empresa Metropolitana de Planejamento (Emplasa) e diz que só soube do projeto quando a licitação foi lançada, em dezembro de 2009. Fernandes conta que foi avisado por uma repórter, por telefone, depois de o então governador Serra ter anunciado o projeto. “Temos a obra de serviço dada e vamos fazer da melhor forma possível. Mas não é o melhor formato, por ter custo elevado, e não permitir integração com a cidade”, diz.

O uso de portas de segurança nas estações também deve ser reavaliado por essa gestão. Na avaliação do secretário, as portas automáticas são ideais para linhas que trabalham sem condutor, como na Linha 4-Amarela, ou nas estações com sobrecarga de passageiros. “É preciso ver se são realmente necessárias nos outros casos”, diz. Fernandes questiona, por exemplo, a prioridade dada para a instalação das primeiras portas na estação Sacomã, durante a campanha de Serra à Presidência, enquanto a Linha 4 estava com o cronograma atrasado.

No metrô, das quatro linhas previstas na gestão Serra, só uma deverá ficar pronta no prazo.

Para diferenciar-se de Serra, outra proposta do governo é levar o metrô até a região metropolitana. O tucano pretende encaminhar obras até Taboão da Serra, que poderão ser exibidas em 2014, ano em que Alckmin poderá disputar a reeleição ou a Presidência.

Na Habitação, além de rever obras de Serra, Alckmin optou por seguir um modelo do governo federal. A proposta da gestão é semelhante a do “Minha Casa, Minha Vida”. O governo estadual pretende dar subsídios com a redução do ICMS de materiais de construção e apostará no capital privado para ampliar as moradias populares. A proposta atende a um pedido feito pelo governo federal quando lançou o “Minha Casa, Minha Vida” para baratear o custo das habitações. Poucos Estados se dispuseram a promover medidas de incentivo fiscal. (SM, CA, LM)

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