Governo libera R$ 17 mi para recuperar Galerias e, licitação sai esta semana

p_UBBMC3BQ-V78K_buracoUmuarama – O governo federal autorizou ontem o repasse de R$ 17 milhões para a reconstrução das galerias do Complexo Poliesportivo, cujo rompimento em razão do grande volume de chuvas causou uma erosão gigantesca nas proximidades da Avenida Parigot de Souza, em Umuarama. Por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade neste ano, a erosão avançou ainda mais e o governador Beto Richa chegou a decretar situação de emergência para o município.
A autorização para liberação dos recursos foi publicada em portaria da Secretaria Nacional de Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração Nacional, na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União. Atingida por fortes chuvas em junho, Umuarama teve prejuízos com a destruição de estradas e pontes, o rompimento de tubulações de águas pluviais e outros estragos provocados pelos temporais.
A Secretaria de Defesa Civil informou que o município receberá os recursos em três parcelas e terá um ano para as obras. Após a execução, o prazo para a prestação de contas é de 30 dias. “É uma satisfação e um alívio poder anunciar essa obra, que foi resultado de um grande esforço pessoal. Ela resolverá um problema gigantesco que temos naquela região e devolver segurança aos moradores, que veem suas casas ameaçadas por essa enorme cratera”, disse o prefeito Moacir Silva.
O edital de licitação será publicado ainda nesta semana e o processo deve ser concluído até o final de janeiro. “Em seguida será emitida a ordem de serviço e a empresa que for contratada poderá iniciar as obras. Os repasses do governo federal serão feitos em parcelas de 30% (no início), 40% com o andamento das obras e 30% ao final”, completou o prefeito.
O secretário municipal de Habitação e Projetos Técnicos, Márcio Maia, disse que o caminho ainda é extenso até a resolução do problema, mas que com a liberação dos recursos a Prefeitura pode dar mais um passo em direção à solução definitiva àquele grande foco erosivo. “Nós temos uma perícia bem detalhada, sobre como e porque a situação chegou neste ponto. Também apresentamos à Secretaria de Defesa Civil um projeto de restauração feito por empresa especializada e com tradição em soluções para problemas dessa magnitude”, disse.
O projeto compreende uma aduela tripla, com três tubulações quadradas de três metros de altura por três de largura cada, com extensão de 320 metros (são cerca de 27 m² para o escoamento pluvial). As galerias, em estrutura de concreto, desembocam em um dissipador de energia em forma de cascata, que vai amortecer a força das águas e direcioná-las a um canal revestido por gabiões com 20 metros de largura, cerca de 7 metros de altura e 450 metros de extensão.
“Gabiões são estruturas de pedra revestidas com telas, de elevada resistência à tração e baixos níveis de alongamento, utilizadas em estruturas de contenção. Quando instalados e preenchidos, se convertem em elementos estruturais flexíveis, armados, drenantes e adequados para diversos tipos de estruturas (muros de contenção, barragens, canalizações, etc.), como o canal onde vão passar as nascentes do córrego Pinhalzinho, que recebem grande volume de água em dias de chuva forte”, informou.
Valores já empenhados
Conforme a portaria nº 328 da Secretaria Nacional de Defesa Civil, informada ao município pela assessoria do deputado federal Osmar Serraglio, foi autorizado o empenho e a transferência de R$ 17.051.300,94 para execução de obras de reconstrução de danos causados por chuvas intensas, descrita no plano de trabalho juntado ao processo encaminhado pelo município ao governo federal. A portaria define também que o prazo para execução das obras é de 365 dias a contar da publicação da autorização.
“Nós batemos tantas e tantas vezes às portas de ministérios e órgãos do governo federal em busca de ajuda para resolver esse problema, que praticamente destruiu uma praça de esportes e recreação trazendo preocupação para a população e, muito mais para os moradores daquela região”, afirmou o prefeito, que reconheceu o empenho do deputado Serraglio. “Nos últimos dias ele cobrou a aceleração de uma tomada de decisão por parte da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil”, disse.
Moacir Silva também recordou que houve, da parte da administração, preocupação constante em encontrar uma solução definitiva para a erosão que ressurgiu naquela região de Umuarama – ela existia nos anos 80 e início dos anos 90. “Quanto tempo ficamos sob críticas cerradas, muitas delas inoportunas, por não autorizar a execução de algum serviço naquele local”, lembrou. O prefeito insistiu em não adotar medidas paliativas, “pois seria pura perda de dinheiro público e o serviço não daria resultado”. Por fim, enfatizou que o governo federal só decidiu liberar os recursos e autorizar a licitação “após apuração do criterioso projeto técnico enviado pela Prefeitura de Umuarama”.

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