Governo do Estado ganha projeto de novo acesso ao litoral sul

“O governo acata, concorda e vai entregar o projeto ao Banco Mundial”, disse o governador Robinson Faria, ontem (9), ao receber do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Arnaldo Gaspar Junior, o projeto de engenharia para a construção da Rota Sul – uma via que vai integrar a BR-101 à Rota do Sol e a Nova Parnamirim, por meio da avenida Olavo Montenegro.
A ideia do projeto é desafogar o trânsito da avenida Roberto Freire, na zona Sul de Natal, além de criar uma nova entrada e rota turística para a capital potiguar. De acordo com Gaspar, a via vai fechar o cinturão viário que o governo estadual está realizando ao redor da Região Metropolitana.
Ao receber o projeto de engenharia (que custou cerca de R$ 300 mil), o governador informou que ele deverá entrar na carteira de projetos estruturantes do RN Sustentável e será enviado ao Banco Mundial, para avaliação técnica da instituição internacional, responsável pelos empréstimos ao governo do estado. “Eles querem que seja inserido no RN Sustentável. O Banco Mundial é muito rigoroso. Mesmo com o governo acatando, terá que ter uma decisão do banco”, informou.
 O projeto envolve a duplicação de 12,7 quilômetros da RN-313, entre a BR-101 (na altura do IFRN) até a feirinha de Pium. Além disso, prevê a construção de uma estrada de 4,1 quilômetros ligando a rodovia estadual à avenida Olavo Montenegro e uma estrutura de uma ponte de 20 metros de cumprimento e 24 metros de largura. Tudo isso custaria R$ 35 milhões. O custo de calçadas, ciclovias e desapropriações também estão contabilizados dentro desse valor.
“A Rota Sul é a nova fronteira de desenvolvimento urbano da Grande Natal. Ela liga a BR-101, na altura do IFRN, até a feirinha de Pium, atendendo a uma vasta gama de empreendimentos que serão, com certeza, lançados a partir da construção da rota, e ao mesmo tempo atendendo ao que o governador Robinson Faria tem dito, que quer fazer um grande arco metropolitano na Grande Natal. Para completar esse arco, faltava uma perna. E essa perna é a duplicação da RN-313, que nós, do Sinduscon, cujo projeto de engenharia estamos doando, para que ele consiga as verbas e faça a licitação dessa obra importante”, declarou Arnaldo Gaspar.
O presidente da entidade explicou que a ideia surgiu há cerca de um ano, em uma reunião dos empresários, que resolveram custear o projeto para doá-lo do governo. Ele disse que ao usar as estradas, percebeu o desenvolvimento imobiliário da região, que não é bem atendido pela infraestrutura viária. O documento foi desenvolvido pela Proxeng, sob a responsabilidade técnica do engenheiro Fernando César.
Gaspar ainda afirmou que o governo não fica obrigado a executar a obra, após a doação. Mas o projeto poderá ser discutido pela sociedade e compor a pasta com projetos estruturantes para o estado.
“Muitas vezes a gente sabe que surge a oportunidade de captar recursos, seja com o Governo Federal, seja com organismos internacionais, como o Banco Mundial, seja por empréstimos para investimentos em infraestrutura. Nada melhor do que já ter um projeto pronto para utilizar assim que conseguir algum recurso”, comentou o empresário.
“A gente chama da Rota de Desenvolvimento. Sinalizamos uma nova fronteira de desenvolvimento urbano para a cidade do Natal, no caso para a Região Metropolitana”, comentou o empresário.
Diretor do DER elogia projeto e concorda com empresários 
O diretor do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Ernesto Fraxe, concordou com os empresários. Para ele, a estrutura desafogaria a Roberto Freire e incentivaria o turismo, especialmente o regional – os viajantes que vêm de estados vizinhos como Paraíba e Pernambuco. Eles acessariam o litoral sul sem a necessidade de entrar em Natal.
“O conceito da obra é muito bom, porque proporciona a elevação do nível de serviço da mobilidade urbana da região metropolitana. Integrando, de uma forma bastante saudável o município de Parnamirim com Natal. E desafogando a Roberto Freire. É uma obra importante para a Região Metropolitana. Agora, a obtenção de recurso é outra questão que iremos discutir”, ponderou.
Além do Banco Mundial, Fraxe aponta outras saídas, como financiamentos de outras instituições financeiras ou um convênio com o Ministério das Cidades. “É o típico projeto do Ministério das Cidades, porque é mobilidade urbana. Essa rota interliga várias vias que acessam a Roberto Freire. Então ela tira tráfego da Roberto Freire”, acrescentou.
“Fico bastante feliz porque fortalece o que prometi antes de ser governador, que dialogaria com a sociedade, com os movimentos sociais, com o setor produtivo, fortalecendo a parceria público-privada. Acho muito mais fácil de acertar o caminho”, afirmou Robinson pouco antes de receber o projeto em mãos. Ele ressaltou que a via proposta deverá gerar emprego e renda, causar um impacto social, econômico e de mobilidade. “Poderá viabilizar vários empreendimentos, gerando empregos, melhoria social. A gente tem que saber otimizar a aplicação desses recursos. Tecnicamente sendo viável, vamos incorporar”, declarou. Robinson ainda anunciou que falta apenas um quilômetro para a conclusão do acesso Sul ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante – outro trecho do cinturão viário.
De acordo com o Sinduscon-RN, com a conclusão do acesso sul para o Aeroporto Aluízio Alves, a Rota Sul também poderá servir aos passageiros que desembarcam no terminal para seguirem direto para as praias do litoral sul, sem precisar entrar na cidade.
O projeto foi entregue durante almoço de confraternização anual do Sinduscon, no Ocean Palace, na Via Costeira.

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