Governo do Distrito Federal quer captar investimentos privados para grandes projetos.

Missão liderada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Adriano Amaral, se prepara para ir à Europa e Ásia em busca de capital e tecnologia.

Daise Lisboa

Brasília – Uma missão do Governo do Distrito Federal (GDF), liderada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Adriano Amaral, se prepara para ir à Europa e Ásia em busca de capital e tecnologia. Uma missão difícil dada a situação em que se encontra o governador do DF, José Arruda, sob investigação da Polícia Federal por suspeita de ter criado um enorme esquema de corrupção.

A viagem de Adriano Amaral está marcada para 26 de janeiro de 2010, estando programado um “road show” com escalas na Alemanha, Espanha e Hong Kong. O objetivo é audacioso e visa atrair para o DF tecnologias de ponta em áreas inovadoras e recursos indispensáveis à implantação de projetos como a Cidade Aeroportuária, o Parque Tecnológico Cidade Digital, o Interbairros, o gasoduto, além de outras obras que, se concretizadas, vão mudar a economia do Distrito Federal. O secretário almeja trazer tecnologias de ponta que deverão ser aperfeiçoadas em Brasília, sendo adotadas às realidades locais.

A viagem visa convencer os grandes grupos europeus e asiáticos de investimento de que terão muito a ganhar, optando por trazer seu capital para o DF. Os projetos previstos para o DF não dependem de recursos do governo local, mas serão bancados integralmente pela iniciativa privada, de acordo com Adriano Amaral.

Em entrevista ao Portugal Digital, Adriano Amaral falou da crise instalada no Governo do DF, dos projetos que deverão incrementar o desenvolvimento e a economia do Distrito Federal e de suas expectativas. Alguns projetos, como o do Parque Digital, o Interbairros e a Cidade Aeroportuária, dependem dessa viagem apenas como modelo para incentivar os investidores, mas no Centro Financeiro que irá funcionar no DF só depende do GDF apontar a área para começar a ser implantada.

Portugal Digital – Há condições políticas para o Governo do Distrito Federal prosseguir com seus projetos?
Adriano Amaral – Eu acredito que sim. O que aconteceu recentemente, quando a crise foi deflagrada, foi que vários secretários se juntaram ao pólo produtivo e, em conjunto, chegamos a uma opinião conjunta de que Brasília não pode parar. A postura dos secretários foi de que nós temos uma responsabilidade de administração pública, que é por Brasília, com a sociedade brasiliense, o meio empresarial – no caso da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – e não estamos nos esquivando dessa responsabilidade por conta da crise. A crise existe, mas é nossa função, obrigação e responsabilidade, também zelar por Brasília.

A que tipos de projetos o senhor se refere?
Vários projetos que existem, como o do Parque Tecnológico, o Centro Financeiro Internacional, a Cidade Aeroportuária e o Interbairros, são projetos de Estado, não são projetos de um governo ou de outro. São anseios da sociedade. No primeiro ano de governo nós montamos o que chamamos de fóruns estratégicos, que contaram com a participação da sociedade civil organizada, e mais de 300 pessoas trabalharam durante quase 15 meses, gratuitamente, em prol de sua cidade, do seu estado. As pessoas vieram de todos os setores da economia de Brasília. Eles nos deram apoio e sua colaboração e, por fim, conseguimos 23 relatórios, que resultaram em 23 pólos estratégicos. Então, os projetos que citei anteriormente surgiram como demanda da sociedade.

Foi isso que motivou vocês a irem em frente?
Não. Não podemos nos esquecer de que antes da crise ser deflagrada no DF nós estávamos conduzindo o melhor governo da história de Brasília, com a aprovação de mais de 80% da população. Uma pesquisa pós-crise aponta que 70% da população ainda aprova o governo. Temos um governo bom em termos técnicos, portanto devemos separar nossa função de administração pública da crise. Houve essa segregação. Na crise política, deixa-se quem é de direito investigar e a administração pública, que é nossa responsabilidade, temos de tocar.

Então, diante desse quadro, os contratos estão sendo pagos em dia?
Todos os projetos aprovados, todas as obras que foram aprovadas, tiveram início, meio e fim. Ou seja, nenhuma obra foi aprovada sem ter um orçamento previsto para sua conclusão. Se só tivéssemos metade dos recursos, ninguém iria aprovar uma obra que iria demandar o dobro de recursos. As obras só foram aprovadas mediante a segurança de ter 100% dos recursos demarcados.

E os empréstimos concedidos, como por exemplo, com o Banco Mundial, com o BNDES… Eles continuam repassando os valores?
Continuam, sim. Esses projetos também dependem de viabilidade, têm todo um estudo de pagamento. Como eu disse, esses não são projetos de pessoas, eles são institucionais e não têm nada que você vá interromper por conta de uma crise política. Primeiro vai-se apurar os fatos e se houver responsáveis eles serão responsabilizados. Por exemplo: nós negociamos com o BID um empréstimo de US$ 71 milhões de dólares, que inclui reestruturação, obras nas Áreas de Desenvolvimento Social (ADEs), um projeto totalmente institucional, e um terceiro componente que se chama ‘Brasília Global’. Portanto, com ou sem a minha presença ele anda.

E quanto à viagem à Europa e Ásia que estava marcada para início de dezembro, e que não aconteceu, devido à crise no GDF. Para quando ficou?
A missão do GDF vai fazer a viagem e seguirá o roteiro já previsto, no dia 26 de janeiro de 2010.

Em que países a missão irá atuar e qual é o objetivo desta viagem?
Iremos à Alemanha, país que é um exemplo em várias áreas de logística. Já tivemos encontros com parceiros, como a Siemens, que tem muito know how e tecnologia na área de logística. O objetivo da nossa viagem é o Parque Tecnológico. Mas devo fazer uma ressalva de que esse trecho da Alemanha será importante para a Cidade Aeroportuária.

O que pretendem obter de importante para o Parque Tecnológico?
O importante é fazer com que todos entendam como é o modelo do Parque Tecnológico Capital Digital. Este centro estará montado para que se criem condições de competitividade. Ou seja, para o governo, o Parque não é um objetivo fim, mas um objetivo meio, para que duas mil empresas se instalem nesse parque, para que haja geração de postos de trabalho.

Nós queremos que o parque tenha uma concepção muito integrada, como são os parques de sucesso no mundo afora. O nosso parque vai ser feito em módulos, em que se beneficia uma cadeia produtiva. Por exemplo: você pode ter num módulo a fabricação de softwares, outro de componentes eletro-eletrônicos, outro de biotecnologia, e esses módulos iriam favorecer a cadeia produtiva, colocando elementos de uso comum, como um laboratório. Parques tecnológicos de muita inovação requerem laboratórios de pesquisa. Não é preciso que cada empresa que lá se instale invista em um laboratório. Você pode ter uma série de serviços, para uso compartilhado, com acesso a crédito e financiamento, assessoria jurídica, contábil, etc. Isso traz competitividade ao parque e promove a integração entre os funcionários, os técnicos, e os cientistas que estão trabalhando lá dentro, num ambiente integrado.

Quando o Parque Tecnológico será uma realidade?
Trata-se de um modelo em que vamos licitar toda a construção do parque, desde a infraestrutura, prédios, para o grupo que vai vencer a licitação. Esse grupo vai ter de desembolsar em torno de R$ 3 bilhões. Evidentemente que isso não será de uma vez. Será ao longo do tempo. Para se fazer uma licitação desse porte é preciso fazer um ‘road show’, é preciso apresentar o parque a um grupo de potenciais investidores. Acredito que até o final de janeiro estaremos prontos para ir a campo licitar esse projeto. Depois disso, o governo tem 30 dias para analisar e outorgar o vencedor. A partir daí, mais 30 dias para homologar, para tirar dúvidas, e em 60 dias teremos o contrato assinado pelo vencedor, que fará o investimento de capital privado, sem recursos do governo. Ele é quem vai ter de dar retorno ao capital. Portanto, não interessa fazer investimento e demorar a ter retorno. Será dele a vontade de acelerar os investimentos bem feitos para começar a ter retorno. A gente imagina que um retorno já começará a operar em dois anos, mas sua maturidade deve acontecer entre cinco e dez anos.

Onde ele vai funcionar?
Hoje, há uma demanda muito grande de empresas que querem investir no Parque Tecnológico para operar num ambiente como esse, mas não adianta achar um loteamento ou um prédio e batizar de Parque Tecnológico se não é… Um parque exige uma massa crítica e uma série de elementos para que se considere Parque Tecnológico.

O que o parque do DF terá em comum com os modelos do exterior?
Essa nossa visita acaba indo para Cingapura, porque o modelo de parque que nós estamos imaginando e buscando é do jeito do que existe lá, que também está estruturado em módulos. É preciso que nossa delegação veja, seja testemunha ocular de como é um parque tecnológico, como funciona, quais são esses elementos de competitividade que o parque precisa ter, para que de fato seja atrativo e competitivo para as empresas que queiram entrar e montar esse parque trazendo um desenvolvimento sustentável e saudável para Brasília.

Essa proposta, de duas mil empresas, vai favorecer a ampliação de postos de trabalho no DF, não é mesmo?
Sim, empregos de qualidade. Não são empregos de mão-de-obra baratíssima. São empregos com preço de mão-de-obra relativamente razoável, que exige capacitação, qualificação, que acaba gerando uma oportunidade de todos os tamanhos. E Brasília é um grande celeiro de ‘cérebros de obra’. Brasília tem uma estrutura excelente de escolas públicas e privadas, contamos com 105 instituições de ensino superior, tem não sei quantas escolas técnicas e tecnológicas. Muitas vezes, essas pessoas que se formam em Brasília são exportadas para outros centros, como as grandes empresas de São Paulo, por exemplo. Vão para o mercado de consultoria de mercadorias, para bancos de investimento de primeira linha, que estão repletos de gente de Brasília, que não tem esse tipo de emprego em sua cidade, no seu estado. Há também muitos talentos que acabam indo para a administração pública, com o atrativo dos concursos públicos.

Houve crescimento do DF, mesmo em fase de crise financeira internacional. Isso não é positivo para Brasília?
Muito. Brasília, neste ano, cresceu dois dígitos. O setor privado de Brasília cresceu dois dígitos, alguns setores cresceram quase 20%. Isso foi uma vitória. A pesquisa do índice de desemprego saiu agora e tivemos o menor índice dos últimos 14 anos, então muitas coisas a comemorar em termos de desenvolvimento. Isso é fruto, sem dúvida, das reestruturações que o governo fez no primeiro ano [2007] e gerou uma economia de R$ 1 bilhão, e de R$ 1,2 bilhão no segundo ano.

O que representa isso para a economia do DF?
O que se investiu no Distrito Federal até o mês passado é mais do que se investiu nos últimos 20 anos, e isso teve um reflexo enorme na economia e os resultados estão aí: queda do desemprego, crescimento econômico, o que tem sido muito positivo para o setor empresarial de Brasília. E a tendência é de que isso continue, apesar da crise que vivemos, porque os secretários do GDF estão claros e cientes de suas responsabilidades. Tanto que o encontro do fórum produtivo realizado aqui, em Brasília, no início desse mês, começou com o título “Brasília não pode parar”. Ao fim da reunião o título foi mudado para “Brasília não vai parar”.

O que isso quer dizer?
Que há um consenso de que Brasília não pára. Tudo o que está contratado de forma responsável, com orçamento, com financiamento garantido, e Brasília continua trabalhando, à noite, nos fins de semana. As obras continuam e tudo vai ser entregue no ano que vem.

E quanto à Cidade Aeroportuária, o que está previsto?
Primeiro vamos fazer um estudo, que é o Plano Aeroviário do Estado. Esse estudo já está identificando algumas áreas. Esse é o primeiro passo. Depois, vamos fazer o projeto urbanístico sobre o qual devemos elaborar toda a análise de impacto ambiental para obtermos as licenças ambientais.

O senhor pode explicar o que significa uma Cidade Aeroportuária?
Trata-se de um conceito mais atual de aeroportos. Primeiro, o segundo aeroporto foi transformado em aeroporto principal, depois virou aeroporto industrial e, agora, vai receber o nome de cidade aeroportuária. Uma cidade aeroportuária tem vida própria. Teremos três grandes componentes dentro da cidade aeroportuária: um aeroporto que vai operar carga e voos internacionais; um centro logístico multimodal que terá capacidade de armazenagem, para desmontar, preparar e fracionar cargas, tanto para o modal aeroviário como para o modal rodoviário; e o componente ferroviário.

Será instalada junto ao Aeroporto Internacional de Brasília?
Não. Ao contrário, deverá ser instalada longe. É uma exigência da Anac que se respeite uma distância padrão. Há um conceito de que cada capital tenha dois aeroportos, por questão de segurança, porque se um estiver fechado tem como desviar os voos para o outro. Portanto, há uma necessidade constitucional de se montar esse segundo aeroporto. No plano original de Lúcio Costa há previsão de um segundo aeroporto.

Por que o investimento também seria feito a nível ferroviário?
Como se vê, o Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) está trazendo a ferrovia Norte-Sul, que vem de São Luís e vai cortar o Distrito Federal. A Ferrovia Leste-Oeste também vem para cá. Então, Brasília vai acabar integrando essas duas malhas ferroviárias importantes.

Qual será o terceiro elemento que fará parte da Cidade Aeroportuária?
Será o complexo industrial que contará com quatro tipos de indústrias. A primeira seria de alto valor agregado, que trafegam bem dentro de avião. São produtos pequenos de preço alto, como eletro-eletrônicos, componentes de biotecnologia, medicamentos, entre outros. O segundo seria com produtos da indústria da transformação. Hoje, somos os maiores exportadores de carne. Nossa matriz logística de transporte favorece. Uma terceira seria a de produtos perecíveis, como flores e frutas, que seriam transportados embalados, e já amadurecidos nas árvores, e não aqueles que amadurecem em galpões. Uma última seria uma indústria de serviços, de pós venda, de produtos eletro-eletrônicos, como celulares e gravadores, por exemplo, que tivessem algum problema enquanto a pessoa estivesse na Europa. A pessoa enviaria para esse complexo industrial de serviços o equipamento e ele não sairia do aeroporto. Lá, o pessoal desmonta e conserta e envia de volta num avião que chega em até 48 horas para o usuário. Para isso, teremos uma mão-de-obra qualificada excelente para esse tipo de trabalho e ele não tem barreira de idioma.

E o Centro Financeiro Internacional? O que traria de positivo para o Distrito Federal?
Não só para o Distrito Federal, mas para toda a América do Sul. No momento que o Centro Financeiro entra, a economia que ele abrange acaba se beneficiando. Exemplos assim acontecem no sudeste asiático. Vietnan, Cingapura e Malásia explodiram no crescimento. A Malásia, para se ter uma idéia, cresceu 20% ao ano, a partir da instalação desse centro financeiro no país, proporcionando uma qualidade de vida melhor para seus habitantes que, há 20 anos, só tinham a agropecuária. O Brasil tem muito mais condições para pegar o Centro Financeiro e propiciar que seu empreendedorismo seja bem empregado.

Se, por exemplo, o Bill Gates tivesse nascido numa cidade como Brasília, hoje, 20 anos depois, ele provavelmente estaria trabalhando na garagem do pai dele. Bill Gates montou a Microsoft porque tinha ambiente em que havia crédito e orçamento para quem tem uma boa idéia. Há também exemplos de outros empresários norte-americanos como Sam Walton, que se tivesse nascido em outra cidade do DF, provavelmente, estaria trabalhando em uma mercearia e não teria montado o Wal Mart. Ele também só conseguiu montar seu negócio exclusivamente porque encontrou condições favoráveis de financiar uma boa ideia. Um empreendedor no Brasil pega linhas de financiamento de longo prazo. Nenhum banco multinacional que opera no Brasil oferece financiamento de longo prazo. Os empréstimos que eles oferecem são repasses de linhas oficiais, como FCO e BNDES.

Mas a economia brasileira anda bem, não?
Agora, recentemente, antes da crise financeira internacional, o mundo cresceu em média, 6% ao ano, durante 10 anos. O Brasil, que é um país em desenvolvimento, cresceu abaixo da média. Crescemos 2%. Isso não é motivo de comemoração. Isso é uma derrota. Como o mundo cresceu 6% ao ano era essa a média. O crescimento atribuído ao Brasil é de países considerados de quinto mundo, que não têm infraestrutura de nada, de educação e de desenvolvimento. É uma derrota o Brasil ter crescido 2% ao ano, nos últimos 10 anos. Ele deveria ter crescido 17% ao ano, de forma sustentável, com estruturas.

Mas fazendo uma análise do Parque Tecnológico, da Cidade Aeroportuária e do Centro Financeiro, o que poderíamos dizer que eles têm em comum?
É que para executar seus projetos não estamos dependendo de orçamento do governo. Se fossemos depender do governo para investir R$ 3 bilhões, quando poderíamos ter um Parque Tecnológico? Estamos fazendo também um projeto para o Interbairros, que é belíssimo e vai demandar pelo menos R$ 20 bilhões. Se fossemos depender dos recursos do governo iríamos demorar pelo menos 50 anos para fazer dois ou três projetos.

Quando a população do DF poderá conhecer do Centro Financeiro?
Como boa notícia, o grupo financeiro que já montou o Centro Financeiro Internacional em outros lugares do mundo já aprovou o projeto para o DF e já está com recursos para poder investir. Na semana passada, recebemos uma delegação forte e passamos a semana inteira tratando do assunto e agora só depende de nós acharmos uma área para a instalação do centro. Está dependendo, agora, muito mais da gente do que deles. Eles já deram sinal verde.

O senhor citou o projeto Interbairros. Como define a importância desse projeto para o Distrito Federal?
Ele é interessantíssimo e representa a nova etapa e novo conceito de urbanização de Brasília para os próximos 50 anos. Os primeiros 50 anos do DF foram caracterizados por Lúcio Costa, por uma cidade tombada (classificada como patrimônio da Humanidade pela Unesco). Agora, há novas formas de urbanizar. Em vez de ser projetada com um setor aqui, outro ali, vai passar para uma coisa mais integrada. O Interbairros vai utilizar uma área extensa, de uns 25 quilômetros, atravessando as principais áreas de Brasília, por onde passam as linhas de alta tensão. A ideia é enterrar essas linhas de alta tensão, por onde não passariam carros, mas bondinhos, o VLT, e seria um lugar para pedestres.

Seria um novo conceito arquitetônico. Por exemplo, porque em Nova York se anda 40 quadras com o maior prazer e ninguém anda em Washington? Porque ninguém anda em Brasília? A não ser que se coloque um jeans e vá para o Parque da Cidade. Em Nova York há uma densidade. Ela guarda uma relação entre a largura da pista e a altura do pé direito do varejo. Então, a gente anda como se estivesse num shopping center. Esse corredor poderá replicar esse conceito. Nesse andar de varejo, você vai ter cinema, supermercados, lojinhas, cafés, discoteca, restaurantes, etc. O varejo vai ser em baixo e em cima poderão funcionar escritórios. Mais acima pode ser residencial. Isso traz opções de lazer para a população dessas cidades, opção de empregabilidade, mudando um pouco as rotas e a dinâmica de mobilidade de Brasília que hoje é caracterizada pelos horários. Seria quebrar um pouco essa dinâmica.

Quando o brasiliense teria acesso a essa modalidade de dinâmica?
São investimentos pesados e se fossemos depender de recursos do governo, levaria uns 40 anos para serem concretizados. Nesse projeto também queremos aplicar uma nova fórmula de lidar com projetos públicos de interesse da sociedade. Acredito que um investimento desse porte chegue a uns R$ 20 bilhões.

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