Governador de SP anuncia maior intervenção no rio Pinheiros desde 1938

Estado também deve construir cinco novos piscinões e diques no rio Tietê

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (4) novas medidas antienchente para a Grande São Paulo. Entre elas, várias intervenções no rio Pinheiros, descrita por ele como a “maior intervenção desde 1938”. Nesse ano, o rio perdeu suas curvas e passou a ser reto.

Foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira o edital de licitação para o desassoreamento do rio Pinheiros para a retirada de 1,5 milhão de metros cúbicos de detritos ao longo de 25 km do rio. Com isso, o rio deve se aprofundar em cerca de um metro. As obras foram divididas em dois lotes. O primeiro deles irá da Represa Billings até a Usina de Traição e o segundo, de Traição até o Cebolão. A previsão é que o processo seja concluído em 20 meses.

Também na edição do DO desta sexta foi publicado o edital para o desassoreamento do Tietê. Serão retirados 2,7 milhões de metros cúbicos de detritos, sendo 2,1 milhões neste ano e 600 mil m³ em 2012 em caráter de manutenção. A intervenção no Tietê começa neste ano por ter mais trechos navegáveis que o Pinheiros, o que facilita o trabalho.

De acordo com o governador, 2,1 milhões de metros cúbicos de resíduos devem ser retirados do rio Tietê neste ano com a realização dessas obras, o que fará com que o rio volte a batimetria inicial – ou seja, o Tietê voltará ao nível de largura e profundidade que tinha quando das obras de alargamento e aprofundamento da calha concluídas em 2006, na gestão anterior de Alckmin.

Outros 600 mil m³ de resíduos devem ser retirados em 2012. Segundo o governador, este é volume de material que será retirado do rio a cada ano, como forma de manutenção. A licitação será feita por meio de dois lotes: o primeiro da Barragem Edgard de Souza (em Santana do Parnaíba) até o Complexo do Cebolão (em São Paulo); e o segundo do Cebolão até a Barragem da Penha, na zona leste da capital.

Segundo o governo estadual, já estão sendo retirados atualmente do Pinheiros 300 mil m³, o que dá um total de 4,5 milhões de material assoreado retirado dos dois rios até 2012.

De acordo com Alckmin, o governo pretende fazer um leilão dos projetos ainda neste mês, para a escolha das empresas que farão as obras. Os contratos devem ser assinados em abril. A previsão de Alckmin é que as obras sejam iniciadas até o começo de maio.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul de São Paulo. Várias obras já haviam sido apresentadas em janeiro ao lado do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Dessa vez, ele estava acompanhado apenas de assessores e líderes do governo estadual.

Outras medidas

Além do desassoreamento dos rios Pinheiros e Tietê, cinco novos piscinões, diques na marginal Tietê e a canalização do rio Baquirivu serão feitos pelo governo, conforme informado por Alckmin.

Para a temporada de chuvas 2011-2012, o governo espera já ter desassoreado os rios Pinheiros e Tietê e a conclusão de um piscinão.

O governador disse que espera os meses “sem a letra R” para acelerar as obras – chove menos em maio, junho, julho, agosto. Alckmin ainda citou o poeta Olavo Bilac para explicar que é tradição que as chuvas diminuem depois de março.

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