Gestão lançará nova licitação, agora de R$ 940 mil, para CEI do Maria Celina em Londrina

Pauline Almeida
A Prefeitura Municipal de Londrina noticiou na tarde dessa quarta-feira (29) que lançará um novo processo licitatório para garantir a finalização das obras do Centro de Educação Infantil (CEI) do Conjunto Maria Celina, na região norte. A informação foi dada durante uma reunião convocada pela Câmara sobre o assunto.
A construção da creche começou em 2010, porém, a empreiteira contratada entrou em falência e abandonou o serviço em 2011, com 76% do prédio pronto. Desde então, o edifício inacabado permanece sem vigilância e é alvo de diversos episódios de vandalismo, com danos materiais registrados.
A atual administração chegou a lançar um edital de R$ 760 mil para a obra, mas apenas uma empresa se apresentou e foi inabilitada. À empreiteira que deixou a construção foi pago R$ 1,2 milhão aproximadamente. A obra prevista inicialmente em R$ 1,5 milhão deve custar cerca de R$ 2,1 milhão com a finalização e reforma do que foi quebrado.
Os moradores da região fizeram protestos, pois precisam das vagas na creche e também estão preocupados com a segurança, já que o CEI se tornou ponto de vandalismo e uso de drogas. Em reunião no Legislativo, o secretário de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, acredita que o novo processo licitatório deve ser encerrado até o mês de dezembro.
“A Secretaria de Obras fez um novo memorial descritivo e com a reavaliação da tabela de obras da Caixa Econômica, ampliamos os recursos de R$ 760 mil para R$ 940 mil”, informou lembrando que o novo valor deverá atrair interessados. A expectativa é que a contratada conclua o prédio em até 120 dias, ou seja, no mês de abril do próximo ano.
A vereadora Sandra Graça (SDD), responsável por convocar a reunião, reforçou a situação da obra inacabada, com os episódios de vandalismo. “Não aceito que uma obra tão importante, que poderia oferecer 128 vagas de creche, não possa ser encarada como obra de interesse público e, justamente por este motivo, seja possível a contratação emergencial de uma empresa para concluí-la”, avaliou.
A Secretaria de Gestão Pública informou que partirá para uma contratação direta, caso a nova licitação termine fracassada. Participaram do encontro no Legislativo o secretário municipal de Obras, Walmir Matos, a secretária de Educação, Janet Thomas, o presidente da Cohab, José Roberto Hoffmann, o promotor Miguel Sogaiar e o procurador jurídico do Legislativo, Jordan Rogatte de Moura.
A obra inacabada também foi motivo de questionamento por parte do Observatório de Gestão Pública, que encaminhou um pedido de providências ao Ministério Público.

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